Não respondida

Fui exposta e constrangida no Santander por usarem meu nome de registro

Banco Santander

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Eu sou uma mulher trans, e o meu nome de documento é o de registro (masculino). Em março deste ano, fiz uma reclamação neste site, pois fui ao banco Santander para abrir uma conta corrente e na hora de pegar a senha foi pedido para digitar o meu CPF. Depois, ao me chamar em voz alta, o atendente gritou meu nome de nascimento alto. Puro constrangimento, pois havia várias pessoas no saguão aguardando. Eu realmente não precisava ter meu nome de registro nem minha condição expostos desta forma.

O Santander respondeu com um blábláblá inclusivo e finalizou assim: "Mesmo que você tenha desistido da abertura da conta, queremos assegurar que sua manifestação será tratada com toda seriedade."

Olha a seriedade: Voltei lá na semana passada, para ver se tinham corrigido o erro. E agora, ao invés de gritarem o nome, publicam o nome bem legível para que todos leiam na tela do visor exposto no saguão. VIDE FOTO ANEXA. Que vergonha, Santander! Já deveriam ter feito alguma coisa. Não adianta falar que o CPF está atrelado ao cadastro da Receita. Isso é fato. O problema é como o banco contorna essa realidade para a população trans. É sabido quem nem toda pessoa trans retifica nome na receita, por várias dificuldades burocráticas e pessoais. Vocês não conseguem contornar o problema? Não têm uma equipe que pensa em soluções para criar um ambiente de inclusão às minorias. Em primeiro lugar, não deveriam expor o nome de forma alguma. Vocês podem usar um número de senha. Ou podem criar uma opção no totem da senha, do tipo "Deseja usar ou você utiliza nome social?", aí a pessoa digita se for o caso. Enfim, o que vocês demonstram com isso é que na verdade não estão nem aí, não têm vontade nem interesse em nos acolher como clientes. Isso é um tipo de transfobia.

Vou verificar com meu advogado essa persistência de vocês em evidenciar o nome de registro de pessoas trans e o descompromisso na prática do banco, por estarem tão atrasados nessa questão e tão resistentes a adaptações. Não há desculpa para o acontecido.