Funcionária do parque impede criança autista de usar cama elástica e demonstra falta de sensibilidade

Respondida
Taubaté - SP
17/07/2026 às 21:27
ID: 254215499
Ontem dia 16 de julho de 2026, saí profundamente triste e indignada com uma situação que vivi no parque da Basílica de Aparecida, ao lado do aquário.
Minha filha é autista, nível 3 de suporte, e sempre brincou nesse único brinquedo de que realmente gosta: a cama elástica. Inclusive nesse parque, sempre chegavamos e ela nos direcionava ate lá, mas ontem ela foi impedida de entrar porque ultrapassava o limite de altura por cerca de 5 cm.
Entendo que regras existem e devem ser respeitadas. Por isso, fui conversar com muita educação com a funcionária da bilheteria. Expliquei que minha filha não compreende esse tipo de situação, que ela poderia entrar em crise e que nem pisaria com força no brinquedo. Pedi apenas um pouco de sensibilidade para que ela pudesse entrar, pular alguns instantes e sair sem aquela enorme frustração.
A resposta que recebi foi: "Se a sua filha não entende, a mãe entende."
Essa frase machuca. Quem convive com uma criança autista sabe que nem sempre "a mãe entender" resolve a dor, a frustração e a crise da criança. Não se trata de querer privilégios, mas de acolhimento, empatia e compreensão das necessidades de cada pessoa.
Respondi apenas: "A senhora fala isso porque nunca teve um familiar autista. É muito diferente quando se vive essa realidade."
Deixo também uma sugestão à administração do parque: que sejam aumentadas as laterais de proteção da cama elástica, tornando-as mais altas para garantir ainda mais segurança às crianças que possam pular com mais intensidade, reduzindo o risco de quedas. Assim, talvez fosse possível rever o critério de altura, permitindo que crianças como a minha, que brincam com tranquilidade, também pudessem aproveitar esse momento de lazer e não fiquem na vontade sendo impedidas.
É muito difícil explicar para uma criança autista por que ela não pode brincar justamente no brinquedo de que mais gosta. Quem convive com essa realidade sabe o quanto uma situação como essa pode desencadear sofrimento e crises.
Espero que esse relato sirva para promover uma reflexão sobre a importância de tratar as famílias atí[Editado pelo Reclame Aqui] com mais sensibilidade. Inclusão não acontece apenas com estruturas físicas; ela também se faz com respeito, empatia e humanidade. Que nenhuma mãe precise passar por uma situação como essa ao tentar apenas proporcionar alguns minutos de alegria ao seu filho.
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Resposta da empresa
30/07/2026 às 09:02
Prezada, Ana. Paz e bem!
Agradecemos por sua mensagem.
Registramos seu relato com atenção e, antes de tudo, pedimos sinceras desculpas pelos transtornos vivenciados durante sua visita ao Santuário Nacional.
Informamos que estamos adotando as providências cabíveis junto à locatária responsável, para que situações como essa sejam conduzidas com mais sensibilidade e para que os protocolos sejam repassados aos visitantes de forma cordial, respeitosa e acolhedora. Registramos também suas valiosas sugestões.
Reafirmamos nosso compromisso com a acessibilidade e a inclusão, reconhecendo que cada contribuição recebida é fundamental para o aprimoramento contínuo de nossas práticas e para a construção de um ambiente cada vez mais acolhedor, acessível e respeitoso a todos os devotos que nos visitam.
Esperamos ter a oportunidade de recebê-los novamente, proporcionando uma experiência que reflita plenamente os valores da Casa da Mãe Aparecida: Espiritualidade, Integridade, Responsabilidade, Excelência e Alegria.
Caso deseje esclarecer qualquer dúvida ou necessite de mais informações, permanecemos inteiramente à disposição por meio dos nossos canais de atendimento:
Telefone: (12) 3104-1000
E-mail: [email protected]
Página: A12.com/contato
Fique com as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,
Santuário Nacional de Aparecida - Centro de Apoio ao Romeiro (CAR)
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