Idoso é vítima de [Editado pelo Reclame Aqui] e banco falha em prevenir [Editado pelo Reclame Aqui] e conceder crédito responsável

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Bom Despacho - MG
16/07/2026 às 22:40
ID: 254134415
No dia 16/06/2026, fui vítima de um [Editado pelo Reclame Aqui] que resultou na contratação de empréstimos (crédito automático) no valor total de R$ 50.000,00 e em transferências imediatas para os [Editado pelo Reclame Aqui].
Sou idoso, aposentado, recebo salário mínimo, tenho baixa escolaridade e pouca familiaridade com internet e dispositivos eletrônicos. Essas características me tornam um consumidor mais vulnerável, circunstância que deveria ser considerada pela instituição financeira na adoção de medidas de segurança.
O fator decisivo para que eu acreditasse estar falando com funcionários do banco foi o fato de a ligação recebida apresentar o número oficial da instituição financeira. Um consumidor comum não possui qualquer meio técnico para identificar que esse número poderia estar sendo utilizado de forma [Editado pelo Reclame Aqui] por terceiros. Ao visualizar o telefone oficial do banco, confiei plenamente nas orientações recebidas.
Durante a execução do [Editado pelo Reclame Aqui], fui orientado a realizar procedimentos no aplicativo e comparecer pessoalmente à agência para realizar uma verificação facial. Ao chegar ao local, solicitei ao atendente o auxilio para o procedimento em que eu acreditava estar efetuando afim de evitar um [Editado pelo Reclame Aqui] em minha conta corrente; mesmo assim, não recebi qualquer orientação, alerta, acolhimento ou medida preventiva que pudesse impedir a [Editado pelo Reclame Aqui]. Nenhum bloqueio de segurança foi realizado, tampouco fui informado de que poderia estar sendo vítima de um [Editado pelo Reclame Aqui].
Essa omissão foi determinante para a consumação da [Editado pelo Reclame Aqui], pois a instituição teve a oportunidade de identificar uma situação claramente atí[Editado pelo Reclame Aqui] envolvendo um cliente idoso e vulnerável, mas não adotou qualquer providência para me proteger.
Após perceber que havia sido enganado, retornei imediatamente à agência para comunicar o ocorrido. Novamente, não recebi acolhimento da gerência, que alegou não haver o que ser feito pois a culpa era minha de ter entregue tudo nas mãos dos [Editado pelo Reclame Aqui], foi solicitado o MED.
Também considero extremamente preocupante a facilidade com que foram concedidos empréstimos totalmente incompatíveis com minha realidade financeira. Foram aprovadas 2 operações de crédito automáticas consecutivas de valores elevados, e em seguida transferências imediatas para favorecidos desconhecidos, sem qualquer contato prévio de confirmação, sem validação adicional, sem análise efetiva da minha capacidade de pagamento e com parcelas incompatíveis (quase o dobro da renda cada parcela) com a renda de um aposentado que recebe salário mínimo. Além disso, foram aplicadas taxas de juros elevadas e contratado seguro prestamista que, na prática, não oferece qualquer proteção ao consumidor contra esse tipo de [Editado pelo Reclame Aqui].
Esses fatos demonstram falhas graves nos mecanismos internos de prevenção à [Editado pelo Reclame Aqui], no gerenciamento dos riscos operacionais e na política de concessão responsável de crédito, que são deveres inerentes à atividade bancária.
Até o momento, também não recebi resposta formal sobre o procedimento do MED (Mecanismo Especial de Devolução), permanecendo apenas com informações em atendimento presencial de que não foi possível resgatar os valores sacados.
Entendo que houve evidente falha na prestação dos serviços bancários, em violação aos princípios da boa-fé objetiva, da transparência, da segurança e da adequada prestação dos serviços previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente nos artigos 4, 6, incisos III, VI e VIII, 14 e 39.
Também houve desrespeito ao Estatuto da Pessoa Idosa (Lei n 10.741/2003), que assegura proteção integral, prioridade no atendimento e tratamento compatível com a condição de vulnerabilidade das pessoas idosas.
Da mesma forma, verifico descumprimento dos deveres regulatórios impostos pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil quanto à manutenção de controles internos eficazes, gerenciamento de riscos, prevenção a [Editado pelo Reclame Aqui]s, segurança das operações eletrônicas, conhecimento do perfil do cliente e concessão responsável de crédito.
A responsabilidade da instituição financeira é objetiva, conforme prevê o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça na Súmula 479, segundo a qual as instituições financeiras respondem pelos danos decorrentes de [Editado pelo Reclame Aqui]s e delitos praticados por terceiros no âmbito das operações bancárias.
No meu caso, a [Editado pelo Reclame Aqui] somente foi possível em razão da sucessão de falhas da instituição financeira: utilização do número oficial do banco para induzir minha confiança; ausência de acolhimento e de medidas preventivas quando compareci à agência durante o [Editado pelo Reclame Aqui]; deficiência dos mecanismos de prevenção à [Editado pelo Reclame Aqui]; concessão de crédito incompatível com minha capacidade financeira; inexistência de diligências mínimas para confirmação das operações; e falta de transparência quanto ao procedimento do MED.
Diante disso, solicito o reconhecimento da falha na prestação dos serviços, o cancelamento de todas as operações [Editado pelo Reclame Aqui]s, a restituição integral dos prejuízos sofridos, a exclusão de quaisquer encargos decorrentes da [Editado pelo Reclame Aqui], a regularização da minha situação financeira e a adoção de todas as medidas cabíveis para que eu, vítima idosa, hipervulnerável e de baixa instrução, não seja responsabilizado por prejuízos decorrentes de falhas inerentes à atividade da própria instituição financeira.