Atraso no reembolso de tempo compartilhado e prática abusiva de vendas

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Arapiraca - AL

11/08/2026 às 16:58

ID: 256202249

Fui [Editado pelo Reclame Aqui] e retida a tarde inteira pela Ocean Penha em Balneário Camboriú

Estava de férias com meu filho em Balneário Camboriú e comprei um passaporte de passeios da Ocean Penha. Ao sair do passeio Aventura dos Piratas, fui abordada por vendedores da empresa oferecendo um voucher para assistir uma apresentação de 20 minutinhos. Aceitei sem imaginar o que viria a seguir.

Fui levada para uma sala de vendas e fiquei ali retida por horas, sem noção nenhuma do tempo que estava passando. Não havia relógio, não havia janela, e a cada momento que eu tentava ir embora, apareciam mais argumentos e mais pessoas para me convencer a ficar. Só percebi que a tarde inteira tinha se passado quando finalmente saí de lá e o passeio do Jurassic Park, que era o grande motivo da viagem para o meu filho, já não era mais possível fazer.

Meu filho estava contando os dias para esse passeio, planejado com um ano de antecedência. E acabou frustrado, vendo a gente sair de uma sala fechada de vendas sem conseguir ir para o parque que ele mais queria conhecer. Isso não tem preço e não tem reembolso que resolva de verdade mas o mínimo que peço é o meu dinheiro de volta.

Enquanto isso, fui pressionada a comprar um pacote de tempo compartilhado (uso de 5 diárias por ano em apartamento, sem escritura). Me garantiram reembolso total em até 7 dias caso eu desistisse. Quando o contrato chegou, discordei de várias cláusulas e me recusei a assinar. Foi então que me disseram: se eu não assinasse, o dinheiro não seria devolvido, porque não tinha justificativa no caixa. Depois de um dia inteiro perdido, sem noção de tempo e já exausta, assinei.

Pedi o distrato. Foi assinado e aprovado em 24/06/2026, com prazo de 30 dias para o reembolso. Já se passaram mais de 45 dias. Entro em contato TODA SEMANA e a resposta é sempre a mesma: está em tramitação, sem prazo, sem solução.

Fica o alerta: essa empresa aborda turistas em pontos estratégicos dos passeios, usa a técnica do voucher grátis para prender a pessoa numa sala de vendas por horas sem relógio, sem noção de tempo até ela ceder. Isso é prática abusiva prevista no Código de Defesa do Consumidor (art. 39), e o não cumprimento do prazo de reembolso já aprovado é descumprimento contratual puro e simples.

Quero meu dinheiro de volta AGORA, com correção, e que ninguém mais passe pelo que meu filho passou. Meu filho ficou traumatizado de um jeito que quando entrávamos em qualquer local, ele chorava para não ficar, pq ia perder o passeio

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