O que aconteceu
No dia 18/09, fui ao show do 5 Seconds of Summer, no Suhai, com um ingresso de PISTA PREMIUM meia-entrada, adquirido por R$ 410,00.
Na entrada, apresentei meu ingresso e a minha carteirinha da CNDB para comprovar o direito à meia-entrada. Fui informada de que a documentação não seria aceita porque, segundo a orientação recebida no local, eu não seria professora da rede pública.
Como consequência, para permanecer no setor PISTA PREMIUM que eu já havia comprado, precisei pagar mais R$ 410,00.
E aqui faço questão de esclarecer: esse pagamento foi feito contra a minha vontade. Eu não concordava com aquela cobrança, mas estava diante da entrada de um show que eu aguardava há muito tempo e que deveria ser uma noite especial. Não queria transformar aquele momento em uma discussão, perder o início do show ou simplesmente ir embora depois de todo o planejamento e dinheiro já investidos.
Por isso, paguei.
Mas pagar naquele momento não significa que eu concorde com a cobrança.
Diante disso, gostaria que a Live Nation esclarecesse alguns pontos:
1. Qual era exatamente o critério utilizado para validar a meia-entrada de professores nesse evento?Quais profissionais tinham direito ao benefício e quais documentos eram aceitos para essa comprovação?
2. Por que a minha documentação foi recusada no momento da entrada?Qual era a justificativa para considerar que eu não teria direito à meia-entrada?
3. Por qual motivo precisei pagar novamente R$ 410,00 para permanecer em um setor que já constava no meu ingresso?
4. Qual era a regra aplicada aos setores durante a entrada?
Pergunto isso porque, após o ocorrido, encontrei dezenas de relatos de pessoas que compraram Pista Comum e afirmam ter recebido ou sido autorizadas a acessar a Pista Premium sem pagar a diferença.
Entre os relatos encontrados estão, por exemplo:
30 minutos antes do show começar ganhei upgrade para a premium.
Vim no show da 5sos de pista e simplesmente deram upgrade pro camarote.
Ganhar upgrade no show da 5sos foi a melhor coisa que me aconteceu.
Também encontrei relatos de pessoas afirmando que receberam upgrade gratuitamente, inclusive próximo ao horário do show.
Diante disso, gostaria de saber:
5. Houve, de fato, distribuição de upgrades de Pista Comum para Pista Premium durante o evento?
6. Esses upgrades foram gratuitos? Se sim, qual foi o critério utilizado para concedê-los?
7. Por que consumidores que haviam comprado Pista Comum puderam, segundo seus próprios relatos, acessar a Pista Premium sem pagamento adicional, enquanto eu, que já havia comprado Pista Premium, precisei pagar outros R$ 410,00 para permanecer no setor adquirido?
Não estou questionando por não ter recebido um upgrade.
Eu não queria upgrade.
Eu queria simplesmente usufruir do ingresso Pista Premium que havia comprado e pelo qual já havia pago R$ 410,00 na modalidade meia-entrada.
O que quero entender é qual foi a regra aplicada ao meu caso e por que ela aparentemente foi diferente daquela aplicada a outros consumidores presentes no mesmo evento.
E, diante de tudo isso, solicito também a devolução dos R$ 410,00 que fui obrigada a desembolsar na entrada para permanecer no setor que já havia adquirido.
Não considero suficiente uma resposta genérica sobre os termos e condições do ingresso. Estou questionando o procedimento efetivamente adotado na entrada do show, a recusa da minha comprovação de meia-entrada, a cobrança adicional e a diferença de tratamento entre consumidores.
Eu fui ao show para viver uma noite especial. Não queria passar pela situação de ter que discutir, questionar funcionários ou decidir, na porta do evento, se deveria pagar novamente uma quantia tão significativa ou abrir mão do setor que havia comprado.
Paguei porque queria entrar e aproveitar o show. Paguei porque não queria deixar que aquela situação estragasse uma noite que deveria ser especial. Mas isso não significa que eu considere a cobrança correta.
Por isso, aguardo da Live Nation uma explicação objetiva para cada um desses pontos e a restituição dos R$ 410,00 pagos adicionalmente.
Os registros dos relatos mencionados estão anexados a esta publicação.
Realizei a compra de um ingresso na modalidade Meia-Entrada para o evento 5 seconds of summer: Everyones a star tour, realizado no Suhai Music Hall. A transação está registrada sob o ID de compra: 66419352 e o ID do ingresso: 52125884.
Sou professor da rede privada de ensino e portador da Carteira Nacional Docente (CNDB), documento oficial de identificação profissional emitido em formato digital pelo Ministério da Educação (MEC). No momento do acesso ao evento, no dia 18/09/2026, os funcionários da portaria da casa recusaram o meu documento federal sob a alegação de que as leis estaduais paulistas n 14.729/2012 e n 15.298/2014 contemplam apenas a rede pública.
A recusa da casa fere frontalmente a validade nacional e a fé pública da CNDB, cuja finalidade expressa pelo MEC é unificar a identificação dos docentes em território nacional, sem distinção de rede de ensino para fins de incentivo à cultura. Sob evidente coação na fila da portaria, e para não perder o evento (visto que já havia custeado transporte e locomoção), fui obrigado a pagar a diferença do valor cobrado para o ingresso do tipo 'Inteira' diretamente na bilheteria física através do meu cartão de crédito (comprovantes de pagamento e da CNDB em anexo).
À luz do Código de Defesa do Consumidor, por se tratar de uma cobrança manifestamente indevida e abusiva praticada no estabelecimento parceiro da venda, exijo que a Ticketmaster proceda com o estorno/reembolso imediato desse valor complementar em minha fatura.