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Meus seis Corollas apresentaram problemas e o pós-venda da Toyota não resolve

Toyota do Brasil

cidade: Porto Alegre

O que aconteceu

RECLAMAÇÃO FORMAL À TOYOTA DO BRASIL

Seis Corollas comprados. Uma relação de confiança que chegou ao fim.

Sou cliente da Toyota há vários anos e, ao longo dessa trajetória, adquiri seis veículos Corolla, sempre acreditando na reputação da marca, na robustez de seus produtos e na qualidade do atendimento de pós-venda. Infelizmente, cheguei ao ponto de afirmar que este será meu sexto e último Corolla. Minha próxima compra será de outra marca, inclusive considerando as fabricantes chinesas que vêm conquistando espaço no mercado brasileiro.

Minha decisão não decorre de um problema isolado, mas de uma sequência de situações que demonstram, na minha experiência como consumidor, uma preocupante queda na qualidade dos produtos e no atendimento prestado pela Toyota.

Em 2018, quando foi lançado um novo modelo do Corolla, adquiri o veículo e, após poucos quilômetros rodados, começaram a surgir ruídos nas portas. Ao procurar a concessionária para solicitar o reparo em garantia, fui informado de que o problema não teria cobertura porque eu não havia instalado o insulfilm na própria concessionária. Na prática, senti-me diante de uma situação de venda casada, em que a cobertura de garantia estaria condicionada à contratação de um serviço adicional.

Em 2020, novamente confiando na marca, adquiri outro Corolla. Dessa vez, o veículo apresentou ruídos nos rolamentos das rodas, problema que, conforme tomei conhecimento, também afetava outros veículos. Somente após diversas idas à concessionária e muita insistência consegui que a situação fosse solucionada.

Em meados de 2025, novamente confiando na marca, adquiri outro Corolla, que passou a me causar transtornos desde o início. Como resido próximo a Pelotas, no Rio Grande do Sul, precisei comprar o carro em Porto Alegre, pois não encontrei, na concessionária de Pelotas, a disposição comercial que esperava para concretizar a compra.

Antes de retirar o veículo em Porto Alegre, solicitei a instalação do insulfilm, justamente para evitar que se repetisse a situação vivenciada em 2018. Entretanto, ao receber o automóvel, constatei que a película instalada era diferente daquela que havia solicitado. O resultado foi mais um transtorno: precisei retornar para casa e, aproximadamente 30 dias depois, deslocar-me novamente até a concessionária para realizar a substituição.

Como se não bastasse, com menos de 10 mil quilômetros rodados, o veículo começou a apresentar uma batida na coluna de direção. Foram necessárias diversas idas à concessionária de Pelotas e muita insistência até que, finalmente, a coluna fosse substituída.

Também reclamei da central multimídia, cuja conectividade sempre deixou muito a desejar. Já utilizei diferentes aparelhos celulares, mas os problemas de conexão persistiram. Além disso, a própria tela da central apresenta ruídos, como se houvesse alguma peça solta ou mal fixada.

A concessionária chegou a realizar uma intervenção na multimídia, mas o resultado foi insatisfatório: além de o ruído continuar, ficou uma fresta entre a moldura e a tela. Ou seja, um problema que deveria ter sido resolvido acabou deixando também um acabamento inadequado.

Na revisão dos 30 mil quilômetros, a situação chegou ao limite da minha paciência.

Compareci à concessionária para relatar novamente os ruídos nos rolamentos das rodas e informar sobre uma falha ocorrida no sistema de direção, quando apareceu no painel uma mensagem indicando insuficiência de energia na direção assistida.

Esperava, no mínimo, uma avaliação técnica adequada, especialmente diante do histórico de problemas já apresentados pelo veículo e da relevância do sistema de direção para a segurança.

Entretanto, o consultor informou que não haveria tempo suficiente sequer para realizar o diagnóstico. Deixei o veículo na concessionária às 14h e somente consegui retirá-lo às 17h30. Após três horas e meia, o serviço realizado se resumiu à troca de óleo, sem que os problemas relatados fossem diagnosticados ou solucionados.

É inadmissível que um cliente que investe em um veículo dessa categoria, realiza as revisões na rede autorizada e procura seguir as orientações da fabricante receba esse tipo de atendimento.

Não estamos falando de um automóvel antigo ou de um veículo submetido a condições excepcionais de uso. Estamos falando de um Corolla relativamente novo, que apresentou problemas na coluna de direção, ruídos nos rolamentos, falhas de acabamento e deficiências na central multimídia, além de um alerta relacionado à direção assistida que sequer foi investigado naquela revisão.

O que mais decepciona não é apenas a ocorrência dos problemas, mas a dificuldade para obter soluções, a necessidade de sucessivos deslocamentos, o tempo desperdiçado e a sensação de que o consumidor precisa insistir repetidamente para receber o atendimento que deveria ser prestado de forma natural.

Durante anos, escolhi a Toyota porque acreditava estar comprando tranquilidade, confiabilidade e qualidade. Hoje, minha experiência é justamente o contrário: preocupação, perda de tempo, retornos constantes à concessionária e frustração com o pós-venda.

Por isso, este será meu último Corolla.

Depois de seis veículos adquiridos, entendo que minha fidelidade à marca não foi correspondida da maneira que esperava. Não faz sentido continuar pagando por uma reputação de qualidade quando, na prática, minha experiência tem sido marcada por problemas recorrentes e dificuldades de atendimento.

A Toyota precisa refletir sobre o tratamento dispensado aos seus clientes e sobre a qualidade efetivamente entregue em seus produtos. A concorrência evoluiu, novas marcas estão oferecendo alternativas interessantes e o consumidor não tem obrigação de permanecer fiel a uma fabricante que já não lhe transmite a mesma confiança.

Registro esta reclamação para que a Toyota do Brasil tome conhecimento do histórico apresentado, avalie a qualidade dos produtos e do atendimento de sua rede autorizada e apresente uma resposta efetiva para os problemas ainda pendentes.

Não espero apenas uma resposta padronizada ou um pedido genérico de desculpas. Espero respeito ao consumidor, avaliação técnica adequada, solução para os defeitos relatados e, principalmente, uma demonstração concreta de que a empresa está disposta a assumir a responsabilidade pela experiência que oferece aos seus clientes.

Seis Corollas representam anos de confiança depositada na Toyota. Infelizmente, a experiência com os últimos veículos foi suficiente para encerrar essa relação.

Atenciosamente,

Um cliente que acreditou durante anos na qualidade Toyota, mas que hoje não vê motivos para continuar comprando seus veículos.