O que aconteceu
Minha indignação com esse convênio chegou ao limite!
Comecei pagando R$ 320,00 por mês, um valor que já não é nada barato e após dois anos de plano, estou pagando R$ 380,00 mensais. Porém, quando preciso utilizar o serviço pelo qual pago rigorosamente todos os meses, simplesmente não consigo atendimento com o profissional de que preciso.
Estou há aproximadamente um mês tentando agendar uma consulta com endocrinologista na unidade da Lapa e não consigo de jeito nenhum. O mais grave é que estou em fase de tratamento e acompanhamento médico e preciso retornar ao endocrinologista para dar continuidade ao tratamento e à reposição de vitaminas. Não se trata de uma consulta que estou procurando por mera conveniência. Existe uma necessidade de acompanhamento da minha saúde, e não posso simplesmente ficar sem uma alternativa de atendimento.
A situação da unidade da Lapa é inaceitável. Para quem mora na região da Zona Oeste, essa é uma das poucas opções viáveis de acesso. Entretanto, ao tentar agendar, recebo a informação de que a agenda de outubro está fechada, a de novembro também está fechada e não consigo uma solução para dezembro.
E qual é a solução que o convênio oferece? Que eu vá até a unidade da Paulista OU Santana!
Mandar o paciente para uma unidade do outro lado da cidade, que fica a duas horas de viagem ou mais da minha casa, em uma região de difícil acesso para mim e totalmente na contramão, NÃO É SOLUÇÃO! Não tenho facilidade para me deslocar até lá, e a empresa não pode simplesmente transferir para o consumidor todo o transtorno causado pela falta de disponibilidade da própria rede de atendimento.
Eu pago por um convênio médico justamente para ter acesso aos profissionais e aos serviços contratados. Não é razoável que, depois de pagar R$ 380,00 por mês, eu tenha que escolher entre enfrentar um deslocamento extremamente difícil ou ficar sem o acompanhamento médico de que preciso.
Além da falha na prestação do serviço, essa situação precisa ser analisada à luz dos direitos garantidos ao consumidor e das normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A Lei n 9.656/1998, que regulamenta os planos de saúde, estabelece regras para a cobertura assistencial. O Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990), especialmente os artigos 6, 14 e 20, protege o consumidor quanto à adequada prestação dos serviços, à responsabilidade por falhas e ao direito à reparação quando cabível.
Além disso, a Resolução Normativa ANS n 566/2022 estabelece prazos máximos para atendimento e obrigações da operadora diante da indisponibilidade de prestadores. Para consultas nas demais especialidades médicas, o prazo máximo regulatório é de 14 dias úteis, observadas as regras aplicáveis. Quando não há disponibilidade na rede, a operadora deve providenciar uma alternativa de atendimento nos termos da norma. Não basta informar que as agendas estão fechadas e deixar o beneficiário sem solução.
Diante disso, EXIJO UMA SOLUÇÃO CONCRETA, e não uma resposta automática ou mais uma orientação para procurar uma unidade distante.
Solicito que o convênio:
Providencie um agendamento com endocrinologista na unidade da Lapa, em prazo compatível com as normas da ANS e com a necessidade de continuidade do meu acompanhamento médico.
Caso realmente não exista disponibilidade na unidade da Lapa, indique um endocrinologista ou uma clínica particular na própria região da Lapa que aceite meu convênio ou autorize formalmente o atendimento fora da rede credenciada, com o custeio pela operadora, conforme as regras aplicáveis.
Apresente uma alternativa efetiva e acessível para que eu consiga dar continuidade ao tratamento, sem me obrigar a realizar um deslocamento inviável para o outro lado da cidade.
Forneça um posicionamento formal, com protocolo de atendimento, informando qual profissional realizará a consulta e qual é a data efetivamente disponível.
Não estou exigindo privilégios nem escolhendo um profissional por capricho. Estou exigindo que o serviço contratado seja prestado adequadamente e que a indisponibilidade da rede não me deixe sem assistência.
É inadmissível pagar mensalidades tão altas e, justamente quando preciso cuidar da minha saúde, não conseguir sequer marcar um retorno com o especialista que acompanha meu tratamento.
Sinceramente, minha experiência está sendo pior que a do SUS. Pago caro esperando ter acesso a um atendimento particular mais acessível, mas encontro agendas fechadas, falta de profissionais e uma orientação absurda para atravessar a cidade.
Não aceito que a empresa trate a falta de disponibilidade como se fosse um problema exclusivamente meu. A organização da rede credenciada e a garantia de acesso aos serviços cobertos são responsabilidades da operadora, dentro das obrigações legais e contratuais aplicáveis.
Caso não haja uma solução efetiva, registrarei reclamação junto à ANS e aos órgãos de defesa do consumidor, apresentando os protocolos e as tentativas de agendamento.
Espero que a empresa resolva o problema de verdade, providenciando meu atendimento com endocrinologista na Lapa ou custeando uma alternativa adequada na mesma região.
Quero uma consulta agendada, não mais justificativas. Estou pagando pelo serviço e preciso dar continuidade ao meu tratamento!