O que aconteceu
Sou beneficiária da Unimed Rio Preto há mais de 11 anos e passei por uma gestação de risco sem acompanhamento adequado da rede credenciada.
No início do pré-natal, fui a uma obstetra conveniada. Ela informou que só faria o acompanhamento se o parto fosse feito com ela, mediante pagamento de uma suposta "taxa de disponibilidade", além de outro contato que meu esposo tentou, aí descobrimos que pagar o plano não é garantia de ter um pré natal e um parto seguro. Depois de muito pesquisar na rede, encontrei outra médica credenciada, mas as consultas duravam menos de 2 minutos, sem exame físico adequado.
O resultado: fui internada por vários dias com risco de parto prematuro e precisei voltar ao hospital outras vezes. Tive complicações, como infecção urinária, que não foi identificada no pré-natal. No final da gestação tive pressão alta e precisei fazer o parto.
Diante disso, procurei uma obstetra particular para ter um acompanhamento seguro. Fiz apenas duas solicitações de reembolso, e as duas foram negadas: uma como consulta "eletiva" e por "falta de contato prévio", a outra por "falta de documentos", sem informarem quais.
O próprio contrato da Unimed (cláusula 65) define como urgência as "complicações no processo gestacional", que foi exatamente o meu caso. Todos os exames pedidos pela médica particular foram feitos na rede Unimed.
Registrei reclamação na ANS (protocolo 10984169). A ANS classificou o caso como NÃO RESOLVIDO, apontou indícios de infração (falta de cobertura em urgência, negativa sem justificativa adequada e descumprimento de prazo) e encaminhou o caso para possível processo sancionador. Mesmo assim, a Unimed mantém a negativa.
O que eu espero: o reembolso das consultas negadas (duas apenas em toda a minha gestação) e uma resposta que respeite o contrato, a lei e a decisão da ANS.