O que aconteceu
No dia 09/05/2026, adquiri junto à empresa Fortunato Veículos Ltda (nome fantasia Vila Real Veículos), CNPJ 01.629.623/0001-90, um veículo Volvo XC60, ano/modelo 2012, placa EY14H50. A entrega foi realizada em 15/05/2026. Ja apresentando defeitos no mesmo dia, enviado mensagem ao vendedor.
Pouco tempo depois, em 10/06/2026, ainda dentro do prazo de garantia legal/contratual, o carro apresentou suspeita de falha na bomba de combustível e foi encaminhado pela própria loja à oficina Kobayashi Centro Automotivo para o devido diagnóstico e reparo. Durante os testes na oficina credenciada pela loja, houve a quebra do virabrequim do motor.
Em razão desse problema decorrente do período em que o carro estava sob a responsabilidade e cuidados da loja e de sua oficina parceira, o veículo permaneceu retido para conserto por 76 longos dias, sendo retirado apenas em 25/08/2026.
Por se tratar de um bem essencial e devido ao prazo excessivo de retenção (que ultrapassou absurdamente o limite legal de 30 dias previsto pelo artigo 18 do CDC), fui obrigado(a) a arcar com custos extras de transporte para manter minha rotina de trabalho e compromissos diários. Tive despesas comprovadas com locação de veículo junto à Localiza (R$ 2.051,08), 26 corridas de aplicativo (R$ 437,53), combustível (R$ 200,00) e guincho (R$ 350,00), totalizando um prejuízo de R$ 3.038,61.
Enviei uma notificação formal exigindo o ressarcimento desses danos materiais, porém a empresa enviou uma contranotificação extrajudicial negando o pagamento. Também tentei a mediação via Procon, mas a Vila Real Veículos manteve-se irredutível e se negou a arcar com o meu prejuízo.
A alegação da empresa de que a culpa foi "exclusiva de terceiro" (da oficina) não se sustenta perante o Código de Defesa do Consumidor, haja vista a responsabilidade solidária e objetiva do fornecedor pelos parceiros que escolhe para executar seus serviços de garantia. O consumidor não pode sofrer o ônus de ficar quase 3 meses a pé por falhas operacionais da loja e de seus prepostos.
Diante disso, exijo que a Vila Real Veículos demonstre boa-fé e faça o reembolso integral do valor de R$ 3.038,61 referente aos gastos com transporte gerados pela demora excessiva no reparo do automóvel. Caso contrário, buscarei as medidas judiciais cabíveis no Juizado Especial Cível (JEC).
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
VILA REAL VEICULOS respondeu
09/10/2026 às 16:12
Olá, Aparecido!
A Vila Real Veículos esclarece que, desde que tomou conhecimento dos problemas apresentados pelo veículo, buscou providenciar as medidas necessárias para a realização dos reparos, mantendo o compromisso de solucionar a situação.
É importante esclarecer que o Volvo XC60, por se tratar de um modelo específico, apresentou dificuldades na localização e aquisição de determinadas peças, o que impactou diretamente o prazo de conclusão dos serviços. Apesar dos contratempos, em nenhum momento a cliente ficou sem respaldo quanto ao andamento do reparo. Inclusive, foi disponibilizado o contato direto do mecânico responsável, permitindo que acompanhasse as atualizações e obtivesse informações sobre os procedimentos realizados no veículo.
Quanto à solicitação de ressarcimento das despesas com transporte, a empresa já apresentou formalmente seu posicionamento por meio de contranotificação extrajudicial, expondo os motivos pelos quais não reconhece a obrigação de arcar com os valores pleiteados. A solicitação de reembolso, portanto, não pode ser tratada como uma obrigação automática, devendo ser analisada à luz das circunstâncias do caso e dos fundamentos legais aplicáveis.
Também consideramos importante destacar que, durante o período em que o veículo permaneceu em reparo, a empresa providenciou, *por mera liberalidade e sem custo para a cliente, a documentação de transferência do veículo*, representando uma economia próxima de R$ 1.000,00. Trata-se de uma iniciativa que demonstra que a atuação da loja não se limitou ao reparo, tendo também buscado proporcionar um benefício financeiro à cliente.
Compreendemos os transtornos relatados e respeitamos o direito da consumidora de buscar os meios legais que considerar cabíveis. Entretanto, entendemos que a situação deve ser avaliada considerando todo o histórico do atendimento, as providências adotadas, as dificuldades técnicas enfrentadas e o suporte efetivamente disponibilizado ao longo do processo.
A Vila Real Veículos permanece à disposição para os esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a transparência e com a análise responsável de cada caso.
Consumidor respondeu
15/10/2026 às 07:31
A resposta da empresa não tem sustentação jurídica. O Código de Defesa do Consumidor determina responsabilidade solidária e objetiva da loja pelos atos da oficina credenciada por ela (Art. 34 do CDC), não existindo a desculpa de 'culpa de terceiro'. Além disso, gastar com o conserto era obrigação da garantia, mas reter o veículo por absurdos 76 dias violou o limite legal de 30 dias (Art. 18 do CDC). Como a empresa se nega a ressarcir os prejuízos materiais comprovados com transporte (R$ 3.038,61) e a resolver a pendência documental do veículo, dou a reclamação por NÃO RESOLVIDA e as medidas cabíveis serão tomadas imediatamente na esfera judicial (JEC).Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
Problema foi resolvido?NãoVoltaria a fazer negócio?NãoNota do atendimento0Comprei um veículo usado Volvo XC60 com a empresa e, logo após a entrega, o carro apresentou defeitos. A loja encaminhou o automóvel para uma oficina credenciada por ela, onde o motor acabou quebrando durante os testes. O veículo ficou retido para conserto por absurdos 76 dias, extrapolando em muito o limite legal de 30 dias previsto pelo Artigo 18 do CDC. Devido a essa demora excessiva, fiquei sem meio de locomoção por quase três meses e tive um prejuízo financeiro comprovado de R$ 3.038,61 com guincho, combustível, aplicativos de transporte e locação de veículo. Além disso, devido ao tempo de retenção, não consegui realizar a transferência do documento no prazo legal do Detran. Tentei resolver a situação amigavelmente por meio de notificação formal e mediação no PROCON, mas a empresa se negou a ressarcir meus prejuízos e a resolver a questão documental, agindo com total descaso com os direitos do consumidor.