Cobrança indevida e descumprimento de oferta em serviços digitais (YouTube Premium e HBO Max) da Vivo

Não respondida
São Luís - MA
17/01/2026 às 20:44
ID: 238010075
No dia 25/12/2025, realizei a contratação de serviços digitais por meio da plataforma da Vivo, incluindo YouTube Premium e Netflix.
No momento da contratação, a Vivo anunciava expressamente que o YouTube Premium teria dois meses gratuitos, promoção que continua visível no aplicativo da operadora até o momento. Considerando a data da adesão, o período promocional deveria abranger:
25/12/2025 a 25/01/2026
25/01/2026 a 25/02/2026
Portanto, não deveria haver cobrança do YouTube Premium nas faturas de dezembro e janeiro.
Entretanto, ao receber a fatura referente a janeiro, constatei a cobrança integral do serviço, em total desacordo com a oferta divulgada.
Tentativa de solução pelos canais oficiais
Diante da cobrança indevida, entrei em contato com a Vivo no dia 17/01/2026 (protocolo será informado posteriormente).
Durante o atendimento:
A atendente analisou a assinatura e informou que não havia nenhum desconto aplicado;
Alegou que o sistema não identificava qualquer promoção vinculada ao YouTube Premium;
Isso ocorreu mesmo com a promoção ainda ativa e visível no aplicativo da Vivo.
No mesmo dia (17/01/2026), ainda durante o contato, realizei a contratação de outro serviço digital pela própria plataforma da Vivo: HBO Max, cuja oferta anunciada era:
6 meses com 50% de desconto no plano com anúncios
Valor aproximado anunciado: R$ 15,00, em vez de R$ 30,00
Solicitei que a atendente verificasse essa nova assinatura e, novamente, fui informado de que o desconto também não havia sido aplicado, apesar de a contratação ter ocorrido dentro da promoção vigente.
Prática abusiva e criação deliberada de obstáculos
Além da cobrança indevida, a Vivo adota uma conduta ainda mais grave ao tentar resolver o problema.
Ao entrar em contato com a central de atendimento, o consumidor é orientado a se dirigir presencialmente a uma loja física, levando comprovantes, para tratar de um serviço que:
Foi contratado 100% de forma digital;
É gerenciado exclusivamente pelos canais online;
Não exige, em nenhuma etapa, atendimento presencial.
Na prática, essa orientação configura conduta abusiva, pois:
Transfere indevidamente ao consumidor o ônus da falha da empresa;
Induz o cliente a enfrentar filas, deslocamentos e situações constrangedoras;
Obriga o consumidor a resolver o problema em horário comercial, muitas vezes durante seu expediente de trabalho;
Cria um cenário de desgaste proposital, com o claro objetivo de que o cliente desista da contestação e pague o valor indevido.
O consumidor fica colocado diante de duas alternativas igualmente injustas:
Pagar uma cobrança indevida, ou
Perder tempo e renda indo a uma loja física para corrigir um erro que não causou.
Esse modelo de atendimento dificulta deliberadamente o exercício do direito do consumidor e incentiva a perpetuação do problema.
Padrão de falha identificado
Os fatos relatados evidenciam um padrão sistêmico:
A Vivo anuncia promoções de serviços digitais;
O consumidor contrata confiando na oferta;
Os descontos não são aplicados;
O atendimento nega a existência da promoção;
A empresa impõe barreiras artificiais para correção do erro.
Tal conduta caracteriza, no mínimo:
Publicidade enganosa;
Descumprimento de oferta, conforme o Código de Defesa do Consumidor;
Prática abusiva, ao dificultar a resolução do problema;
Falha grave na governança dos serviços digitais.
O que solicito como solução
Solicito, de forma objetiva e imediata:
Estorno integral dos valores cobrados indevidamente:
YouTube Premium (período que deveria estar coberto pela promoção);
HBO Max, com aplicação retroativa do desconto anunciado;
Correção definitiva das assinaturas, garantindo que:
As condições promocionais anunciadas sejam efetivamente cumpridas;
Não haja novas cobranças indevidas nas próximas faturas;
Confirmação formal, por escrito, das condições contratuais vigentes de cada serviço;
Que a Vivo cesse a prática de exigir atendimento presencial para correção de falhas ocorridas em contratações digitais, respeitando o direito do consumidor à resolução pelos canais remotos.
Caso a situação não seja resolvida, a reclamação será encaminhada aos órgãos de defesa do consumidor, inclusive Anatel e Procon, por se tratar de prática reiterada e prejudicial.