Vício crônico no Jetta GLI 2026, descaso da Brasilwagen e ineficácia da Volkswagen

Em réplica
São Paulo - SP
30/06/2026 às 17:07
ID: 252727499
Vício crônico no Jetta GLI 2026, descaso da Brasilwagen e ineficácia da Volkswagen
Comprei um Jetta GLI 2026 zero quilômetro na Brasilwagen em março deste ano e, desde então, o que deveria ser a realização de um sonho de ter um veículo esportivo e projeto familiar transformou-se em um show de horrores e desgaste contínuo. O veículo apresenta um vício crônico severo no banco do motorista (ruído estrutural constante), que a rede autorizada se provou incapaz de solucionar após sucessivas tentativas.
Até o momento, o histórico de idas e vindas e o total deszelo com meu patrimônio somam:
. Visita 1 (Brasilwagen Moema): Placa dianteira caiu logo após a entrega por ter sido fixada apenas com fita adesiva pela concessionária.
. 17/04/2026 (Visita 2 - Brasilwagen Hélio Pelegrino): Primeira tentativa de sanar o ruído no banco. Foi feita lubrificação e aperto de parafusos, mas o defeito persistiu de imediato.
. 20/04/2026 (Visita 3 - Brasilwagen Hélio Pelegrino): Carro imobilizado o dia todo. O técnico alegou ajustes no porta-malas que não resolveram nada. O veículo me foi devolvido com peças soltas no porta-malas.
. 07/05/2026 a 13/05/2026 (Visita 4 - Brasilwagen Moema): O carro ficou imobilizado por longos 7 dias. Rodaram 20 km com meu carro sem minha autorização expressa. Na retirada, a memória eletrônica do banco veio inoperante (corrigido após forte insistência minha), materiais e ferramentas foram largados no chão traseiro e, para meu espanto, a concessionária danificou fisicamente a tapeçaria do teto e a porta do passageiro. O atraso na entrega ainda gerou um grave transtorno logístico para buscar meus filhos na escola.
. 15/06/2026 a 16/06/2026 (Visita 5 - Brasilwagen Cambuci): O carro teve que ficar parado mais dois dias exclusivamente para reparar os danos que a própria oficina da concessionária havia causado no teto e na porta na visita anterior.
No dia 26/junho, o mesmo ruído estrutural no banco do motorista retornou de forma idêntica.
A paciência e a confiança acabaram. Tenho dois filhos pequenos (de 3 e 6 anos) e a privação contínua de um veículo de uso diário prejudica drasticamente a rotina e a segurança da minha família. Já acumulei despesas expressivas com Uber e locação de veículos que a concessionária se recusou a reembolsar integralmente.
Por conta de todo o ocorrido, manifesto formalmente que recuso novas ordens de serviço para tentativa de conserto. A fase de reparos sob garantia fracassou. Exijo que a Volkswagen do Brasil e a Brasilwagen iniciem imediatamente o processo comercial para o distrato da compra e a restituição integral do valor pago pelo veículo, monetariamente atualizado.
O caso já está registrado na montadora sob o Protocolo SAC VW *****. Caso não haja uma proposta comercial de distrato nos próximos dias, o caminho será a resolução imediata por vias judiciais na Justiça Comum.
No aguardo de uma resposta célere dos responsáveis de segundo nível das marcas.
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Resposta da empresa
01/07/2026 às 15:49
Olá, Vitor!
Agradecemos por entrar em contato conosco e compartilhar sua situação.
Gostaríamos de reforçar que a Volkswagen não recomenda a circulação do veículo com falhas presentes, pois a utilização nessas condições pode agravar o problema e comprometer outros componentes do sistema. Solicitamos que reagende uma visita à nossa rede de concessionárias autorizadas para que possamos dar continuidade às análises técnicas necessárias. Temos total interesse em atendê-lo e resolver a situação, porém precisamos do veículo disponível para realizar os testes e diagnósticos adequados.
Para que seja realizado o reparo correto e efetivo do item reclamado, é imprescindível que seja feito um diagnóstico conclusivo por nossa equipe técnica especializada. Por esse motivo, existe a necessidade de imobilizar o veículo em uma concessionária autorizada. É de extrema importância ressaltar que o tempo dedicado ao diagnóstico se faz necessário para a identificação precisa do inconveniente e, consequentemente, para garantir o sucesso no reparo do componente, evitando reincidências.
Esclarecemos ainda que a Volkswagen do Brasil não se baseia em diagnósticos realizados por terceiros, tampouco garante a qualidade de serviços prestados fora de nossa rede autorizada. Nossos técnicos são treinados e capacitados pela montadora, utilizando equipamentos e procedimentos específicos para cada modelo de veículo, o que assegura a precisão do diagnóstico e a qualidade do reparo.
Após consulta em nosso sistema, identificamos que o veículo não está imobilizado em uma de nossas concessionárias autorizadas para avaliação da questão reportada.
Ressaltamos que a Volkswagen do Brasil se resguarda do direito de reparar o veículo, conforme estabelecido no Art. 18 do Código de Defesa do Consumidor, reafirmando nosso compromisso em solucionar as questões apresentadas por nossos clientes de forma responsável e em conformidade com a legislação vigente.
Nossa rede de concessionárias autorizadas permanece inteiramente à disposição para auxiliá-lo. Caso necessite de assistência para realizar o agendamento ou tenha qualquer dúvida, nossa equipe de relacionamento está pronta para atendê-lo.
Atenciosamente,
Volkswagen do Brasil
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Segunda à sexta das 8h às 18h (exceto feriados nacionais
Réplica do consumidor
01/07/2026 às 16:15
A resposta da Volkswagen é uma flagrante tentativa de transferir ao consumidor o ônus pela incompetência técnica de sua rede autorizada e pelo vício oculto do produto.
Diferente do que afirma a nota da empresa, a Volkswagen do Brasil NÃO possui mais o direito de exigir novas imobilizações para reparo. O Artigo 18 do CDC estipula o prazo máximo de 30 dias para sanar o vício. O veículo Jetta GLI já passou por 5 (cinco) intervenções na rede autorizada (Brasilwagen Moema, Hélio Pelegrino e Cambuci), acumulando longos períodos de imobilização (incluindo uma parada consecutiva de 7 dias em maio), além de ter sido devolvido com danos físicos na tapeçaria e na porta causados pela própria oficina.
A jurisprudência brasileira é pacífica: o fornecedor não tem o direito de realizar infinitas tentativas de conserto. Uma vez que o defeito crônico no banco do motorista reincidiu no dia 26/06, após 5 passagens pela concessionária, extingue-se o direito de reparo e nasce o direito potestativo do consumidor de exigir a devolução integral dos valores corrigidos (Art. 18, 1, II do CDC).
Não se trata de diagnóstico de terceiros, mas de 3 diagnósticos falhos da própria Volkswagen. O total de visitas já feitas foram 5! Além disso, a recusa em imobilizar o carro pela 6 vez decorre do severo prejuízo logístico familiar (transporte de dois filhos pequenos) e financeiro, visto que a Brasilwagen e a VW se recusam a arcar com os custos de transporte/locação no período.
Em conversa com a Central de Relacionamento da VW, pela Larissa na data de hoje (01/Jul), a empresa confessa textualmente que "não realiza tratativas relacionadas a negociações ou reembolsos" e invoca cláusula abusiva de manual para se eximir de perdas e danos.
A fase de testes acabou. Reitero a exigência do distrato comercial e devolução do valor pago atualizado. A permanência desta postura protelatória apenas consolida a instrução do processo judicial que será protocolado na próxima semana.