Não respondida

Não consegui realizar a cirurgia de urgência do meu pai por falta de autorização da Amil na compra dos materiais cirúrgicos em tempo hábil.

Amil

cidade: São Paulo

O que aconteceu

RECLAMAÇÃO FORMAL Demora na autorização de materiais cirúrgicos, inviabilização de cirurgia de urgência e solicitação de prioridade

Prezados,

Venho registrar uma reclamação formal referente à demora na autorização dos materiais necessários para a realização de uma cirurgia de urgência do meu pai, que estava agendada para o dia 27/10/2026, às 18h, no Hospital Metropolitano.

Meu pai apresenta ruptura do tendão de Aquiles e passou por avaliação com o especialista que já havia realizado uma cirurgia anterior pelo mesmo motivo. Por confiança no profissional e pelo histórico de atendimento, fizemos questão de realizar o procedimento com ele.

Após a consulta realizada no dia 26/10, o médico emitiu uma carta de encaminhamento indicando a necessidade de realização da cirurgia em caráter de urgência. A internação e a cirurgia foram autorizadas pela Amil ainda no dia anterior ao procedimento, mas a autorização dos materiais cirúrgicos permaneceu pendente.

Na noite de 26/10, o médico responsável encaminhou a relação dos materiais necessários para a cirurgia. Entretanto, na manhã do dia 27/10, foi solicitada por eles uma nova lista de fornecedores, que o médico providenciou e encaminhou às 6h da manhã.

A partir desse momento, passei o dia realizando ligações sucessivas para a Amil, cobrando a liberação dos materiais, uma vez que a cirurgia estava agendada para as 18h daquele mesmo dia.

Apesar das inúmeras tentativas de resolução, a autorização dos materiais só foi efetivamente concedida às 15h47, após eu permanecer por aproximadamente uma hora e quarenta minutos em ligação com o SAC.

Para agravar a situação, o fornecedor recebeu o pedido dos materiais somente às 18h17, ou seja, 17 minutos após o horário previsto para a cirurgia.

É importante ressaltar que os materiais precisavam chegar ao hospital com antecedência, pois havia um período adicional de aproximadamente quatro a seis horas necessário para sua esterilização e preparação para o procedimento.

Por volta das 21h, quando conversamos pessoalmente com o cirurgião responsável, os materiais ainda não haviam chegado ao hospital e permaneciam em trânsito. Além disso, a sala cirúrgica reservada para o horário previsto já não estava disponível.

Dessa forma, apesar de a cirurgia ter sido previamente autorizada e agendada, a demora na liberação e no encaminhamento dos materiais contribuiu diretamente para que o procedimento não pudesse ser realizado na data prevista.

Considero inadmissível que uma cirurgia indicada como urgente seja inviabilizada por uma demora administrativa, mesmo quando a necessidade do procedimento e a data agendada já eram de conhecimento das partes envolvidas.

Durante todo esse processo, minha família precisou assumir a responsabilidade de cobrar repetidamente uma solução, realizando inúmeras ligações e permanecendo horas aguardando a resolução de uma pendência que deveria ter sido tratada com a antecedência necessária.

Diante da impossibilidade de realizar a cirurgia, tivemos que optar pela alta hospitalar, pois o cirurgião responsável viajaria e não seria possível prolongar a internação até seu retorno. Também não queríamos que meu pai fosse submetido ao procedimento por um profissional plantonista desconhecido, considerando o histórico de atendimento e nossa confiança no especialista que já havia realizado sua cirurgia anterior.

Agora, será necessário iniciar uma nova solicitação para realização de cirurgia eletiva, submetendo meu pai a um novo processo de autorização e a um prazo adicional de espera, embora o procedimento já tivesse sido indicado como urgente e estivesse previamente programado.

Essa situação gerou desgaste físico e emocional, insegurança e preocupação com a continuidade do tratamento.

Diante do exposto, solicito:

1. A apuração dos motivos pelos quais a autorização dos materiais cirúrgicos não foi concedida em tempo hábil, considerando que a cirurgia estava previamente agendada para as 18h do dia 27/10.

2. O esclarecimento sobre os motivos pelos quais o pedido dos materiais só foi recebido pelo fornecedor às 18h17, após o horário previsto para o procedimento.

3. A identificação das falhas ocorridas no processo de autorização e encaminhamento dos materiais, com esclarecimento sobre as responsabilidades envolvidas.

4. A priorização da nova solicitação cirúrgica, considerando que a cirurgia já havia sido indicada como urgente, autorizada e agendada, mas não foi realizada por circunstâncias alheias à vontade do paciente e de sua família.

5. A máxima agilidade na análise da nova solicitação, na autorização do procedimento e na liberação dos materiais necessários, evitando que meu pai seja submetido a um novo prazo prolongado de espera.

Reforço que não estamos solicitando um favor, mas uma solução adequada para uma situação que poderia ter sido evitada com organização e agilidade no processo de autorização.

Meu pai já passou por avaliação médica, realizou os exames necessários e compareceu ao hospital para realizar a cirurgia na data estabelecida. Não considero justo que ele seja novamente prejudicado por falhas administrativas que não foram causadas por ele ou por nossa família.

Solicito, portanto, que a Amil trate o caso com a devida urgência, priorize a nova solicitação cirúrgica e apresente uma solução concreta para viabilizar a realização do procedimento no menor prazo possível.

Aguardo retorno formal com os esclarecimentos solicitados e as providências que serão adotadas.

Atenciosamente,

Rafaela Ducatti

Paciente: Carlos Alberto da Silva