O que aconteceu
Sou paciente da Amil desde 2018 (atualmente no plano Ouro) e venho sofrendo com as graves consequências da negligência da rede própria do plano em Niterói. Durante anos fiz acompanhamento e, por falha de diagnóstico, não indicaram a cirurgia quando a endometriose era superficial. O quadro agravou de forma severa: hoje tenho Endometriose Pélvica Profunda Infiltrativa, Adenomiose e Miomatose Múltipla, enfrentando dores lancinantes (com 4 idas recentes à emergência) e gastrite causada pelo uso excessivo de anti-inflamatórios potentes.
Fui encaminhada pela própria rede para a cirurgia e o Relatório Médico da especialista Dra. Tamar Garfinkel aponta CARÁTER DE URGÊNCIA devido ao risco iminente de obstrução e perda funcional definitiva da minha trompa esquerda (ameaça à fertilidade). A cirurgia foi marcada para o Hospital São Lucas Copacabana por via ROBÓTICA, técnica indispensável para dissecar com segurança os tecidos profundos e preservar feixes vasculares e nervosos pélvicos.
A Amil autorizou os códigos cirúrgicos (Pedido: 526096826 / Senha: *****10), mas NEGOU as pinças e insumos do robô alegando "falta de previsão contratual", transferindo um custo de R$ 10.000,00 para mim. Essa conduta viola a Lei Federal 14.454/2022, que fixou o Rol da ANS como exemplificativo, e as Súmulas 102 e 211 do TJRJ, que determinam que cabe ao médico e não ao plano escolher a técnica cirúrgica mais segura.
Para piorar o descaso, solicitei a lista de especialistas em endometriose desde o dia 05/10 e o plano se recusou a fornecer. No dia 15/10, o Time de Redes cometeu uma prática abusiva inacreditável: fez um AGENDAMENTO COMPULSÓRIO e forçado, sem a minha autorização, marcando uma consulta justamente com a Dra. Stephanie de Menezes Rodrigues Sampaio, profissional que no passado foi negligente com o meu caso, afirmando de forma cruel que eu "nunca iria engravidar e deveria adotar". Uma total violência
médica e psicológica corporativa para tentar barrar minha cirurgia de urgência.
A petição inicial já está redigida e será distribuída no TJRJ para a obtenção de liminar de urgência e indenização por danos morais e perda de chance. Exijo que a Amil cumpra sua obrigação legal imediatamente e complemente a autorização para incluir 100% dos custos e pinças da plataforma robótica.
Obs: 10 mensalidades pagam a plataforma robótica, que o Hospital cobrou, e o anestesista.
Uma verdadeira falta de respeito ao consumidor.