O que aconteceu
Minha mãe é pensionista do INSS e possui um cartão de crédito consignado do Banco BMG, contratado em 2017, quando buscava obter aproximadamente R$ 1.200,00.
Desde a contratação, são realizados descontos mensais diretamente em seu benefício previdenciário.
O problema é que, durante anos, minha mãe não recebeu regularmente as faturas físicas, conforme seu relato, e não tinha clareza de que os descontos realizados pelo INSS correspondiam apenas ao pagamento mínimo da fatura, deixando valores restantes sujeitos a financiamento, parcelamentos e juros.
Minha mãe possui pouca familiaridade com tecnologia e não tinha conhecimento adequado sobre o funcionamento dessa modalidade de cartão.
Recentemente, ao acessar o aplicativo do banco e analisar as faturas, descobrimos uma situação preocupante.
Em uma das faturas, identificamos:
* Total da fatura: R$ 157,39.
* Desconto em folha: R$ 100,16.
* Saldo restante: R$ 57,23.
Também identificamos diversos parcelamentos simultâneos, incluindo operações de 84 e 95 parcelas.
Em uma dessas operações, uma parcela de R$ 76,41 continha R$ 56,04 somente de juros e R$ 1,03 de IOF.
Ou seja, estamos diante de uma dívida que vem sendo mantida e refinanciada ao longo dos anos, mesmo com descontos recorrentes diretamente no benefício previdenciário.
Ao questionarmos o banco sobre a ausência de recebimento das faturas, o atendimento apresentou justificativas relacionadas à disponibilização de meios digitais e pediu desculpas pela questão da entrega, conforme nosso relato da ligação.
Atualmente, o BMG informa um saldo devedor de R$ 4.626,78 e apresentou uma proposta de quitação por R$ 2.555,85, que não foi aceita.
Diante dessa situação, exigimos esclarecimentos e providências do Banco BMG:
1. Apresentação de todos os contratos desde 2017.
2. Comprovação dos valores efetivamente liberados em 2017 e 2018.
3. Histórico completo dos descontos realizados no benefício do INSS.
4. Demonstrativo de todos os pagamentos e refinanciamentos realizados.
5. Explicação detalhada sobre a formação do saldo devedor atual.
6. Comprovação do envio e da disponibilização das faturas durante todos esses anos.
7. Esclarecimento sobre a contratação dos diversos parcelamentos.
8. Revisão da dívida caso sejam identificadas cobranças indevidas.
9. Restituição ou compensação de eventuais valores cobrados indevidamente.
Não estamos nos recusando a pagar uma dívida legítima. Queremos entender como uma operação inicialmente realizada para obtenção de aproximadamente R$ 1.200,00 chegou à situação atual, após tantos anos de descontos no benefício previdenciário.
Esperamos que o Banco BMG apresente uma solução transparente, com documentos e esclarecimentos concretos, e não apenas respostas padronizadas.