O que aconteceu
Em 11/03/2026 fui atendida no Blanc Hospital (Vila Olímpia) para um procedimento previamente autorizado pelo meu plano de saúde, a Blue Saúde (guia n 624937, autorizada em 18/02/2026). O Blanc é credenciado à Blue, o plano estava vigente, e a Ouvidoria da Blue confirmou por escrito, em 24/02/2026, que a guia estava "devidamente autorizada" no Blanc. Tive alta no mesmo dia e não me foi cobrado nada.
Em 02/10/2026, quase sete meses depois, o setor financeiro do Blanc me procurou pelo WhatsApp dizendo que o atendimento foi "revertido para a modalidade particular" e me mandou um orçamento de R$ 57.563,85, com chave PIX para pagamento. Quando questionei, o próprio hospital me respondeu por escrito que "o convênio estava ativo e guia autorizada", mas que a auditoria do convênio não foi concluída e o convênio não deu retorno.
Ou seja, o hospital reconhece que o problema é entre ele e o convênio, e mesmo assim quer cobrar da paciente. Atendimento autorizado pelo plano, em hospital credenciado, é pago pela operadora diretamente ao hospital (Lei 9.656/98, art. 1, I). O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu exatamente isso em caso análogo (Apelação Cível n 100*****.26.0505, publicada em 29/09/2026).
Já contestei a cobrança por e-mail ao hospital e à operadora em 06/10/2026
Peço: o cancelamento da cobrança, por escrito; o compromisso de que não haverá protesto, negativação ou cobrança em meu nome; e a resolução da pendência diretamente com o convênio.