O que aconteceu
Em 30/10/2025, adquiri na BM Rio uma BMW X5 xDrive45e blindada, acreditando estar comprando um veículo seminovo revisado, seguro e em perfeitas condições, dentro do padrão esperado de uma concessionária BMW.
Antes da compra, questionei expressamente o estado dos pneus. O gerente de seminovos afirmou que o veículo estava em perfeitas condições e que, naquele estado, os pneus rodariam pelo menos mais 10 mil quilômetros, razão pela qual eu não deveria me preocupar.
A realidade foi completamente diferente.
Em 03/11/2025, poucos dias após a retirada, o veículo começou a apresentar falhas recorrentes nos retrovisores elétricos, que não abriam nem rebatiam corretamente. Passei a registrar as ocorrências por fotos e vídeos e a comunicar os responsáveis da concessionária.
Em 01/12/2025, surgiu a mensagem de que os componentes elétricos estavam quentes demais, com indisponibilidade nas funções de climatização. No dia seguinte, comuniquei o vendedor Jorge, que orientou o encaminhamento à oficina.
Em 13/01/2026, o carro foi levado à oficina autorizada BMW Autokraft. Em 23/01/2026, retirei o veículo após ser informado de que haviam passado o scanner e corrigido os problemas. No mesmo dia, os retrovisores voltaram a apresentar exatamente a mesma falha.
Em 08/02/2026, voltaram os alertas de aquecimento dos componentes elétricos e o ar-condicionado passou a falhar com frequência. Em 03/04/2026, o veículo começou a apresentar aviso de falha no sistema de propulsão.
Em 14/06/2026, ao retornar de viagem com minha esposa grávida, um pneu traseiro rasgou. Fiquei parado na estrada, sem sinal e incomunicável. Ao verificar o carro, descobri que os dois pneus traseiros estavam totalmente consumidos pela parte interna, chegando à lona, apesar de eu ter rodado aproximadamente 4 mil quilômetros desde a compra. Isso é incompatível com a informação prestada na venda de que os pneus ainda durariam pelo menos 10 mil quilômetros.
Minha reclamação nunca foi simplesmente para ganhar pneus novos. Sempre questionei a informação objetiva prestada pela concessionária e o risco ao qual fui exposto com minha esposa grávida.
Em 15/06/2026, o veículo chegou de reboque à BM Rio. Relatei novamente todo o histórico. Recebi inicialmente orçamento de R$ 2.800,00 por pneu. Dias depois, fui informado de que o orçamento estava errado e que cada pneu custaria R$ 5.720,00, além dos demais serviços.
Cancelei compromissos e fui pessoalmente à unidade de Botafogo. Conversei com o vendedor Jorge, com o gerente de seminovos Prata e com o diretor Henrique Araújo. O diretor afirmou que assumiria o caso e apresentaria uma solução. Ele e o gerente prometeram retornar ainda naquele dia. Nenhum dos dois retornou.
O carro permaneceu na BM Rio de 15/06/2026 a 08/07/2026, totalizando 24 dias corridos. Durante esse período, precisei cobrar reiteradamente informações, houve promessas de retorno não cumpridas e versões diferentes entre os setores comercial e técnico.
Ao retirar o veículo, fui surpreendido com mais um problema: o sensor eletrônico de pressão de um dos pneus havia sido danificado. A BM Rio tentou transferir esse custo para mim, sob o argumento de que eu teria circulado com o pneu avariado. No entanto, o veículo utilizava pneu Run Flat e, diante do alerta, reduzi a velocidade e segui apenas até encontrar um local seguro, exatamente conforme a orientação exibida pelo próprio carro. A roda sequer apresentava dano compatível com uma circulação prolongada. Depois de o veículo permanecer 24 dias sob responsabilidade da concessionária, ainda tentaram me cobrar por esse sensor.
Ao final, fui informado de que os alertas haviam sido analisados, que os testes tinham sido concluídos e que o veículo estava liberado. Em 12/07/2026, apenas quatro dias depois, os retrovisores voltaram a apresentar as mesmas falhas. Em 25/07/2026, o veículo voltou a exibir a mensagem: Sistema de propulsão. Pode seguir viagem. Procure uma oficina autorizada para verificar o problema.
Ou seja: o veículo passou por duas oficinas autorizadas, ficou 24 dias na BM Rio e voltou a apresentar os mesmos problemas.
Sempre que uma falha ocorreu, comuniquei por WhatsApp o diretor Henrique Araújo, o vendedor Jorge, o gerente de seminovos Prata, o gerente da oficina Diego e o consultor Henrique Muzy, enviando fotos, vídeos e explicações. Mesmo assim, os responsáveis deixaram de retornar contatos, compromissos não foram cumpridos e os problemas foram minimizados como configuração ou possível dúvida de utilização.
Somente depois da compra fui informado pela equipe técnica de que, por se tratar de um híbrido plug-in, o veículo precisaria de carregamento externo e que a baixa carga da bateria de alta tensão poderia limitar determinadas funções.
Essa informação jamais foi apresentada durante a venda. Em nenhum momento perguntaram se eu possuía estrutura para carregamento, se meu condomínio permitia instalar carregador ou se eu sabia que a ausência de recarga poderia, segundo a versão apresentada posteriormente, causar limitações no veículo.
Quando questionei onde o manual relacionava a baixa carga ao aviso específico do sistema de propulsão, o próprio gerente da oficina respondeu que não havia essa informação no manual. Portanto, até o momento, a concessionária não apresentou diagnóstico técnico conclusivo que demonstre a origem da falha.
Mesmo sem examinar novamente o veículo, passaram a sugerir que o sistema poderia estar funcionando normalmente por causa da carga da bateria. Ao mesmo tempo, informaram que somente fariam avaliação técnica detalhada caso a mensagem permanecesse com a bateria carregada. Isso demonstra que ainda não sabem a causa do problema.
Após eu solicitar que buscassem o veículo, fui informado de que a concessionária verificaria o custo da retirada para me apresentar para aprovação. É inadmissível cogitar transferir ao consumidor o custo de devolver à oficina um veículo que continua apresentando os mesmos defeitos após tentativas de reparo.
O atendimento do diretor Henrique Araújo foi especialmente decepcionante. Em vez de conduzir o caso de forma técnica, adotou postura defensiva, minimizou o histórico, atribuiu a mim a responsabilidade pelos problemas e desviou a conversa para acusações pessoais que nada contribuíram para resolver o veículo. Chegou a afirmar que eu estaria tentando obter pneus novos, quando minha reclamação sempre envolveu defeitos eletrônicos, falha de propulsão, ar-condicionado, informações prestadas na venda, pneus, sensor danificado e atendimento.
Depois de tudo isso, perdi completamente a confiança no veículo e na BM Rio. Não tenho segurança para continuar utilizando esse carro com minha família, especialmente com minha esposa grávida. Também não aceito novas tentativas indefinidas de atualização, configuração ou reparo.
Minha solicitação é objetiva: quero o desfazimento da compra, com a devolução do veículo e a restituição integral de todos os valores pagos, incluindo entrada, parcelas, tarifas e demais despesas vinculadas à aquisição. Como o veículo foi financiado, a BM Rio deverá providenciar a quitação e o encerramento integral do financiamento, sem qualquer saldo, ônus ou prejuízo em meu nome.
Também solicito o ressarcimento dos prejuízos comprovadamente suportados em razão dos problemas apresentados.
Não estou pedindo cortesia, desconto ou favor. Estou pedindo a devolução do dinheiro de uma compra que se tornou insustentável após meses de falhas recorrentes, reparos ineficazes, omissão de informações relevantes e um atendimento incompatível com o padrão anunciado pela BMW.
Aguardo posicionamento formal e proposta objetiva para o desfazimento da compra. Não aceitarei como solução apenas encaminhar novamente o veículo à oficina e reiniciar o mesmo ciclo que já se mostrou incapaz de resolver o problema.
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4Interações da reclamação
BM RIO respondeu
25/08/2026 às 15:22
Prezado Sr. André!
Lamentamos sinceramente pelo ocorrido e por não termos proporcionado a experiência que o senhor merece.
Atenciosamente,
Equipe BM Rio
Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
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