O que aconteceu
Há mais de um ano venho enfrentando um verdadeiro pesadelo com o Bradesco Saúde.
Sou beneficiária há muitos anos, pago um valor bem elevado pelo plano Top Nacional e, justamente quando mais preciso de assistência médica, venho recebendo sucessivas negativas genéricas e sem justificativas adequadas para exames prescritos pelos meus médicos, muitos dos quais já realizava anteriormente.
Tenho um quadro clínico complexo, com diferentes problemas de saúde que exigem investigação especializada, acompanhamento contínuo e exames necessários para esclarecer diagnósticos, avaliar riscos e definir tratamentos adequados.
A situação chegou ao absurdo de o Bradesco Saúde negar até mesmo uma mamografia, exame fundamental para a saúde da mulher e para o rastreamento do câncer de mama. Diante da negativa, fui obrigada a pagar o exame do meu próprio bolso.
É revoltante pagar durante tantos anos por um plano de saúde de valor elevado e precisar arcar pessoalmente até com exames preventivos essenciais.
Diante das negativas reiteradas, fui obrigada a recorrer à Justiça para conseguir realizar exames fundamentais para minha saúde.
O processo n ***** tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo, tendo o Bradesco Saúde como réu.
A Justiça concedeu uma decisão determinando a cobertura dos exames objeto da ação no Hospital Sírio-Libanês.
Em 20 de maio de 2026, o próprio Bradesco Saúde me enviou um telegrama reconhecendo expressamente a decisão judicial e confirmando a cobertura dos exames.
Apesar disso, as negativas continuaram.
Em outubro, mais uma vez, após agendar exames necessários para minha investigação clínica, recebi novas negativas, incluindo o Tilt Test e o Doppler Transcraniano.
Como é possível que uma seguradora reconheça formalmente uma determinação judicial, comunique à beneficiária que os exames estão cobertos e, posteriormente, continue impedindo sua realização?
Ressalto ainda que sou uma pessoa com deficiência (PCD), além de apresentar um quadro clínico complexo que exige acompanhamento médico contínuo.
As sucessivas negativas, a insegurança quanto à realização dos exames e a necessidade de recorrer constantemente à Justiça representam uma sobrecarga física e emocional significativa, agravando uma situação de saúde que já demanda cuidados especiais.
É inadmissível que uma operadora de saúde, em vez de proporcionar assistência e segurança, imponha obstáculos que ampliam ainda mais a vulnerabilidade de seus beneficiários.
Enquanto isso, minha saúde permanece prejudicada pela demora na investigação diagnóstica e na definição dos tratamentos necessários.
Além dos sintomas físicos que já enfrento, sou submetida a um desgaste emocional enorme, com ansiedade, insegurança, frustração e exaustão. Preciso constantemente mobilizar médicos, advogados e recorrer ao Judiciário para tentar conseguir a assistência médica pela qual pago há tantos anos.
Estamos falando da minha saúde, da possibilidade de agravamento do meu quadro clínico e de riscos que não podem ser ignorados.
É inadmissível que uma empresa do porte do Bradesco Saúde submeta uma beneficiária a esse sofrimento prolongado, especialmente depois de uma decisão judicial favorável e de sua própria confirmação escrita de cobertura.
Pago há anos por um plano de saúde de valor elevado justamente para ter segurança e assistência quando necessário. No entanto, quando mais preciso, encontro obstáculos sucessivos, negativas e uma completa ausência de solução definitiva.
Quantas vezes um paciente precisa solicitar os mesmos exames? Quantas negativas precisa receber? Quantas vezes precisa recorrer à Justiça para conseguir cuidar da própria saúde?
Não estou pedindo nenhum favor. Estou exigindo o cumprimento de uma obrigação, a devida contraprestação por um serviço que pago há anos e o respeito à minha saúde e à minha dignidade.