O que aconteceu
Relato da minha esposa que está usando o meu acesso, pois não conseguiu restaurar o acesso dela.
Comprei um BYD King GS na concessionária BYD do SIA em Brasília há três meses. No dia da retirada, notei que o para-brisa parecia sujo. Avisei o colaborador, que levou o veículo para uma suposta limpeza. Ao retornarem, informei que o problema persistia; como já era noite, levei o carro com a intenção de limpá-lo no dia seguinte. Ao tentar lavá-lo, percebi que a sujeira não saía: o vidro estava defeituoso, com distorção óptica semelhante a um óculos de grau. Levei o carro à loja e, após o diagnóstico, confirmaram a necessidade de troca do para-brisa, que só foi realizada 30 dias depois.
Segundo problema
No início de outubro, o veículo começou a apresentar um ruído na parte inferior dianteira, no lado do passageiro. Agendei atendimento e um funcionário da oficina deu uma volta comigo, sugerindo inicialmente que poderia ser uma pedrinha no pneu. O carro foi para a oficina e, em menos de 5 minutos, trouxeram o diagnóstico: uma pedra com menos de 1 cm. Fui embora, mas o barulho continuava exatamente igual. Retornei à loja e o mesmo colaborador andou comigo novamente, desta vez afirmando que o barulho era "normal" e fazia parte do funcionamento do rolamento da roda dianteira direita. Inconformada, fiz o teste em outro veículo idêntico de um conhecido e comprovei que o carro dele não apresentava o ruído. Voltei à loja e fui atendida pelo mesmo responsável pela oficina, que insistiu que o carro não tinha problemas e chegou a dizer que, se levantasse o veículo, "não teria nada e eu continuaria com o barulho do rolamento". Três dias depois, com o incômodo persistente, retornei na loja, dia 16/11. Fui bem atendida pelo atendente do pós-venda, insisti que o diagnóstico anterior era descabido, afinal, a desculpa de que "o barulho varia de carro para carro" anula qualquer credibilidade de um test-drive ou controle de qualidade. (preciso dar sorte para o meu carro não começar a fazer barulho após 60 dias de uso?).
O atendente me encaminhou para outro técnico, que reconheceu imediatamente que o barulho não era normal. O veículo passou o dia na loja e o diagnóstico veio conforme suspeita: possibilidade de defeito no rolamento, sendo solicitada a peça com prazo de 15 dias de espera. O colaborador da oficina, muito gentil, me explicou que eles vão trocar o rolamento e realizar os testes para terem certeza que foi isso.
Diante de toda essa sequência de falhas e decepções, procurei o setor de vendas de novos para avaliar uma possível troca por outro modelo. Para minha surpresa, o carro adquirido por R$ 170.000,00 há apenas três meses foi avaliado por ridículos R$ 130.000,00 (com possibilidade de tentativa de chegar a R$ 140.000,00). Ou seja: além de estar com um veículo zero defeituoso e aguardando peça, estou presa a ele, pois depreciaram absurdamente o bem e não consigo vender particular, pois o carro apresenta esse problema, só posso vender quando consertar.
É o meu primeiro carro da marca e reflete a maior decepção veicular que já vivenciei.
Exijo agilidade na troca da peça e uma reavaliação justa do meu patrimônio para uma possível troca para outro modelo.
Atenciosamente,
Tatiana