O que aconteceu
A empresa Central de Soluções entrou em contato comigo oferecendo uma representação junto ao Banco Itaú. Inicialmente, fui informada de que a negociação seria extrajudicial e que a redução da parcela do meu financiamento poderia ultrapassar R$ 700,00.
Antes de contratar o serviço, fiz diversas perguntas, inclusive sobre o valor que seria cobrado pela empresa. Fui informada de que se tratava de um valor único para toda e qualquer tratativa junto ao banco, inclusive caso fosse necessário ingressar com uma ação judicial. Foi informado que açoes nao era algo recorrente e que o processo seria resolvido, no máximo, em 60 dias de forma extrajudicial.
Diante dessas informações, efetuei o pagamento pela prestação do serviço e passei a seguir todas as orientações fornecidas pela empresa.
Porém, após aproximadamente um mês, veio a primeira cobrança adicional: fui informada de que deveria pagar mais R$ 2.000,00 por um suposto cálculo que, segundo a empresa, seria uma exigência da Justiça. Questionei imediatamente, pois antes da contratação havia sido expressamente informado que não haveria cobranças adicionais. Mesmo assim, para tentar resolver a situação e dar continuidade ao processo, acabei pagando os R$ 2.000,00.
No terceiro mês, surgiu uma nova cobrança. Dessa vez, alegaram que seria necessário emitir certidões de 27 estados e que essas certidões seriam cobradas pela Justiça.
Essa informação também não correspondia à realidade. Consegui emitir 21 das 27 certidões por conta própria e constatei que eram gratuitas. Eu me dispus a pagar apenas pelas seis certidões que não consegui emitir, além de solicitar que ficasse registrado que não haveria novas cobranças. Ainda assim, a empresa apresentou uma cobrança de aproximadamente R$ 1.500,00 pela emissão das 27 certidões.
O que considero ainda mais grave é que não foi apresentada a cobrança como uma taxa ou serviço da própria empresa. A justificativa dada foi de que se tratava de uma cobrança determinada pela Justiça, o que, posteriormente, descobri não ser verdade, uma vez que as certidões poderiam ser obtidas gratuitamente.
Conforme documento que segue em anexo, a empresa registrou essa cobrança e, naquele momento, imaginei que finalmente estaria encerrada a sequência de valores adicionais.
Entretanto, no mês passado, fui novamente informada de que, para marcar a audiência, seria necessário realizar um novo pagamento, desta vez no valor de R$ 1.500,00.
Ou seja, desde o início da contratação, foram surgindo sucessivas cobranças que não haviam sido informadas no momento da contratação.
Considero a situação extremamente grave, principalmente porque ingressei na Justiça justamente com um pedido de gratuidade da justiça por não possuir condições financeiras para arcar com os custos do processo. Mesmo assim, a empresa continua solicitando novos pagamentos sob justificativas que, em alguns casos, não correspondem ao que de fato é cobrado pela Justiça.
Além do prejuízo financeiro, houve também prejuízo de expectativa e de tempo. Estou há aproximadamente seis meses pagando o valor integral da parcela do meu veículo, sem obter a redução que me foi inicialmente apresentada como possível, além de já ter desembolsado mais de R$ 2.000 em cobranças adicionais que não estavam previstas inicialmente.
Para piorar a situação, cheguei a indicar a empresa para amigos e conhecidos, acreditando que estava indicando um serviço confiável. Algumas dessas pessoas também contrataram a empresa, o que hoje considero uma das partes mais frustrantes de toda essa situação.
Diante de tudo isso, estou registrando formalmente esta reclamação para documentar os fatos, buscar o ressarcimento dos valores pagos e avaliar as medidas judiciais cabíveis contra a empresa.
Também pretendo solicitar aos meus bancos a contestação/estorno dos pagamentos realizados, dentro das possibilidades legais, e reunir toda a documentação e as conversas mantidas com a empresa para eventual ação judicial.
Deixo este relato como alerta para outras pessoas: antes de contratar os serviços da Central de Soluções, recomendo que verifiquem cuidadosamente todas as condições, principalmente a existência de possíveis cobranças adicionais, e que exijam por escrito qualquer informação relacionada a custos, taxas judiciais e demais despesas.
No meu caso, o que foi apresentado inicialmente como um pagamento único e uma negociação que seria resolvida em até 60 dias acabou se transformando em meses de espera, novas cobranças e um prejuízo financeiro significativo.