O que aconteceu
Sou proprietário de um Chevrolet Onix, ano 2021, veículo que possui garantia estendida de correia dentada banhada a óleo de até 240.000 km concedida pela montadora (condicionada à realização das revisões na rede autorizada), requisito que sempre cumpri rigorosamente.
No dia 31/10/2026, a correia dentada do veículo rompeu-se em funcionamento com a Km de 137.032. Parei o carro imediatamente e entrei em contato com a Chevrolet, sendo orientado a encaminhá-lo a uma concessionária da rede.
No dia 03/11/2026 entrei em contato com a concessionária CCV Gran Park Vicente Machado neste momento já não queriam realizar o serviço, falaram que tinha que levar onde foi feito a ativação da correia, que seria em outro município, como estava fazendo a revisão nesta concessionária informei que iria levar lá, então no momento que deixei o carro já informaram a possível negativa da garantia sem mesmo avaliar o carro.
Em 04/11/2026, fui informado verbalmente de que a garantia seria negada sob a alegação de que o veículo havia atingido "7.000 RPM a 138 km/h" na quilometragem de 131.000 km.
Contestei tecnicamente a posição: o veículo possui limitador eletrônico de rotação (corte de giro) que impede o motor de ultrapassar seus parâmetros seguros de projeto durante acelerações normais, devendo o componente suportar integralmente o regime previsto de fábrica.
No dia 06/11/2026, recebi o retorno oficial da montadora com a negativa baseada em um suposto registro de "sobre giro" na central (ECU), alegando que a manobra incorreta teria danificado a correia. Solicitei imediatamente o laudo técnico detalhado assinado pelo responsável técnico, mas a concessionária recusou-se a fornecê-lo, alegando que apenas repassa os dados à GM. O SAC da GM, por sua vez, limitou-se a ratificar a negativa sem canais hábeis de conciliação.
Após diálogo presencial com o gerente da concessionária CCV Gran Park Vicente Machado no final do dia 06/11/2026, constatou-se uma grave contradição e falha operacional da própria rede autorizada:
1. O suposto evento de "sobre giro" registrado no módulo ocorreu aos 131.000 km, enquanto o rompimento da correia deu-se apenas aos 137.032 km (ou seja, 6.000 km e semanas de uso depois, após a revisão de 133.990 km feito na Metrosul). Tecnicamente, se um sobre giro gerasse ruptura da correia, o dano teria ocorrido de forma imediata no momento do evento, e não 6.000 km rodados após sem nenhum sintoma prévio.
2. Falha de registro e revisão pela rede (Metrosul): A rede Metrosul realizou a revisão do veículo Ônix com 133.966 km rodados em 09/10/2026. Entretanto, apesar de o serviço ter sido executado, o respectivo registro da revisão não foi lançado no sistema da montadora pela concessionária. Durante essa manutenção, não houve a devida inspeção do óleo lubrificante e do filtro de óleo para verificação da presença de resíduos ou partículas provenientes do desgaste da correia dentada banhada a óleo. Tal omissão impossibilitou a identificação de indícios que poderiam evidenciar o comprometimento da correia, mascarando falhas prévias de inspeção e impedindo o adequado alerta ao consumidor quanto à necessidade de substituição do componente. Em razão da ausência dessa verificação e da consequente falta de orientação preventiva, a correia continuou em operação mesmo apresentando sinais de deterioração, culminando em sua ruptura e, posteriormente, na quebra do motor. Após a ocorrência da falha, a montadora negou a cobertura alegando sobre giro do motor e falta de manutenção. Contudo, há indícios de que a correia já apresentava condições inadequadas durante a revisão realizada aos 133.966 km, situação que poderia ter sido identificada e tratada preventivamente caso os procedimentos de inspeção tivessem sido devidamente executados e registrados. A montadora e a concessionária Metrosul estão utilizando um evento isolado e antigo da telemetria, desvinculado temporalmente da quebra, para se eximirem da responsabilidade por um vício de produto ou desgaste prematuro acentuado em componente de garantia estendida (240 mil km), além de tentarem encobrir falhas de lançamento no histórico de revisões da rede (Metrosul).
Diante do exposto, solicito a revisão imediata do caso por parte da Chevrolet e da concessionária CCV Gran Park Vicente Machado , com a autorização do reparo integral em garantia, bem como a emissão do laudo pericial oficial detalhado da ECU que sustente tecnicamente a nexo-causalidade que é inexistente entre o evento passado e a quebra atual.
Desejo fazer a manutenção na CCV Gran Park Vicente Machado, pois a Metrosul do Bom retiro o atendimento foi extremamente ruim.