O que aconteceu
Relato dos fatos e questionamentos sobre o atendimento do Chicão
Eu sou Elisa Regina da Silva, tutora do Chicão.
O Chicão era um Labrador de 53 kg, lindo, saudável e muito bem cuidado. Sempre realizávamos seus exames e acompanhamentos de rotina, mantendo sua saúde em dia. Ele era paciente da Dra. Gabriela, da clínica Tonykão Pet Shop Banho e Tosa Clínica Veterinária, profissional que o acompanhava em suas consultas e em quem nossa família sempre confiou.
No dia 18/08/2026, cheguei do trabalho por volta das 18h30 e percebi que o Chicão estava muito ofegante e apresentava dificuldade para respirar. Apesar disso, ele ainda estava comendo, bebendo água, urinando e defecando normalmente.
Levamos o Chicão à clínica Tonykão. Uma assistente realizou uma avaliação inicial, auscultou seu coração e pulmões e aferiu sua temperatura, constatando que ele estava febril. Foram administrados medicamentos conforme orientação do Dr. Rafael.
A Dra. Gabriela acompanhou a consulta e, diante do quadro respiratório apresentado, orientou que o Chicão fosse levado a um hospital veterinário 24 horas para receber suporte adequado e oxigenoterapia, com o objetivo de estabilizar seu quadro.
A Dra. Gabriela indicou como hospital de confiança o Omnis Vets Hospital Veterinário 24h, para onde nos dirigimos imediatamente.
Fomos até o Hospital Omnis com uma carta de encaminhamento da Dra. Gabriela, na qual estavam descritas as informações clínicas e os achados observados durante o atendimento. Essa carta ficou retida na instituição.
O Chicão passou por consulta e, imediatamente, a médica informou que ele precisaria permanecer internado. Foi apresentada uma lista de exames e o valor da diária de internação, que foram pagos sem qualquer questionamento, justamente porque se tratava de uma indicação da Dra. Gabriela, profissional em quem confiávamos e que conhecia o histórico do Chicão.
A internação, entretanto, demorou bastante para ser realizada. Fomos embora por volta das 21h.
Por volta da 0h, ligaram para minha filha, Mariana, para perguntar se ela autorizava a colocação do Chicão em oxigênio.
Essa situação nos causou grande estranheza, pois a indicação da Dra. Gabriela para a internação já tinha como objetivo justamente fornecer suporte de oxigênio e estabilizar o quadro respiratório.
Segundo a equipe do hospital, havia suspeita de paralisia de laringe, embora a língua do Chicão não estivesse azulada, ele apresentava importante esforço respiratório e levantava a cabeça para conseguir respirar.
Diante desse quadro, entendíamos que a oxigenoterapia deveria ter sido instituída imediatamente, e não somente após uma ligação durante a madrugada para solicitar autorização.
Durante toda a madrugada, minha filha Mariana tentou contato diversas vezes com o Omnis. As respostas recebidas da recepção eram sempre de que estava tudo bem e que deveríamos aguardar o horário de visita, das 10h às 11h.
Chegamos exatamente às 10h na visita, acreditando que encontraríamos o Chicão estabilizado e que, possivelmente, poderíamos levá-lo para casa.
Infelizmente, a realidade foi completamente diferente.
O estado dele estava muito pior do que quando havia sido internado.
No momento da visita, o Chicão estava sem sonda nasal de oxigênio, apesar de apresentar dificuldade respiratória e baixa oxigenação.
Foi utilizado um colar elizabetano fechado, aparentemente como uma espécie de máscara para fornecimento de oxigênio.
A médica responsável pela internação era a Dra. Camila Nagy Moreira CRMV-SP 47.765.
Eu queria permanecer com o Chicão durante a visita para tentar acalmá-lo, mas não me foi permitido.
Diante da situação, chamei minha sobrinha, Júlia, que também é médica-veterinária, para me auxiliar na avaliação.
Quando ela entrou para vê-lo, uma das primeiras questões levantadas foi justamente a ausência da sonda de oxigênio no nariz. A equipe informou que o Chicão retirava a sonda.
Também foi informado que ele havia sido levemente sedado, pois estava muito agitado, mas mesmo com a sedação, ele se apresentava extremamente ansioso.
Após a chegada da minha sobrinha, a sonda de oxigênio foi colocada novamente.
Diante da gravidade do quadro, ficou evidente que a instituição não possuía estrutura adequada para atender o Chicão naquele momento, à Dra. Caroline decidiu encaminha-lo para outro hospital que tivesse os recursos necessários.
Não havia leito adequado para ele e não havia ventilação mecânica disponível. Além disso, diante da suspeita de paralisia de laringe, fomos informados de que a instituição também não possuía equipamento para realização de laringoscopia, exame que poderia auxiliar na investigação da suspeita de alteração das vias aéreas superiores.
Foi então solicitado que nós transferíssemos o Chicão para um hospital que tivesse UTI e ventilação mecânica.
Começamos uma busca desesperada por um local que tivesse condições de recebê-lo. Tivemos muita dificuldade, pois diversos hospitais não possuíam leito disponível ou estrutura adequada para o porte dele.
Finalmente, conseguimos uma vaga na Pet Care e solicitamos uma ambulância para realizar a transferência.
Quando a ambulância chegou, por volta das 14h, no momento em que estavam transferindo o Chicão para a ambulância, ele sofreu uma parada respiratória.
Infelizmente, apesar da tentativa de transferência para uma instituição com maior estrutura, o Chicão veio a óbito.
Por isso, questionamos qual foi a interpretação dada pela equipe do Omnis a esses achados e quais diagnósticos diferenciais foram considerados, especialmente diante da suspeita de paralisia de laringe já existente desde a admissão.
Consideramos inadmissível que uma instituição aceite um paciente em estado respiratório grave, com suspeita de alteração de vias aéreas superiores, sem possuir estrutura suficiente para estabilizá-lo e tratá-lo adequadamente.
Também consideramos extremamente grave o fato de terem entrado em contato apenas durante a madrugada para perguntar se poderiam colocar o Chicão em oxigênio, quando a própria indicação de encaminhamento já era para que ele recebesse suporte de oxigênio e tivesse seu quadro estabilizado.
O que mais nos revolta é que, durante toda a madrugada, fomos tranquilizados por telefone, recebendo a informação de que estava tudo bem. Quando finalmente pudemos vê-lo, às 10h, encontramos um animal em condições muito piores do que aquelas apresentadas no momento da internação.
Questionamentos:
1. Se havia suspeita de paralisia de laringe desde a admissão, por que não foi realizada uma avaliação adequada e imediata para confirmar ou descartar essa hipótese?
2. Diante dos sinais importantes de esforço respiratório apresentados pelo Chicão, por que a oxigenoterapia e as medidas necessárias para reduzir sua agitação e seu esforço respiratório não foram instituídas imediatamente?
3. Por que foi necessário entrar em contato durante a madrugada para solicitar autorização para colocar o paciente em oxigênio, se esse suporte fazia parte da própria indicação de internação e estabilização do quadro?
4. Por que ele permaneceu internado em uma instituição que não possuía estrutura para realizar a investigação necessária diante da suspeita de paralisia de laringe?
5. Por que a família foi informada durante a madrugada de que o paciente estava bem, quando, horas depois, encontramos o Chicão em estado muito mais grave?
6. Por que o Chicão estava sem a sonda de oxigênio durante a visita, mesmo apresentando baixa saturação e dificuldade respiratória?
7. Se a sonda de oxigênio estava sendo retirada pelo próprio paciente, quais medidas foram adotadas pela equipe para garantir a manutenção da oxigenoterapia e a segurança respiratória do Chicão? Afinal, se um animal em estado grave retira a sonda, a conduta é simplesmente deixá-lo sem oxigênio? Quais alternativas foram utilizadas para garantir que ele continuasse recebendo o suporte respiratório necessário?
8. Se o Chicão estava muito agitado e apresentava importante esforço respi
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Clinica Veterinaria Paulistano Ltda - Epp respondeu
22/10/2026 às 10:36
Prezada Sra. Elisa, repetindo a resposta da avaliação anterior.
Sentimos muito pela perda de seu companheiro e compreendemos que este é um momento de grande dor.
Contudo, precisamos ser claros: as afirmações que a senhora tem feito sobre o atendimento não são verdadeiras. Toda a equipe se dedicou ao cuidado do seu cão desde a chegada, e as informações sobre o quadro clínico foram repassadas aos responsáveis imediatamente. A equipe também conversou com a senhora em diversas ocasiões durante aqueles dias.
Entendemos que a busca por respostas faz parte do luto, mas pedimos que as declarações sobre a equipe sejam feitas com base em fatos.
Consumidor respondeu
22/10/2026 às 11:44
Não foram repassadas de forma alguma!
Tenho prints da minha filha perguntando como estava o cachorro e a recepção respondendo: se não entraram em contato, ele esta estavel
EU cheguei meia hora depois e o cachorro mal estava respirando e disseram que pre isava realizar a transferência com urgência
Como você diz que enviaram as informações na hora?
Ridículo