O que aconteceu
Escola recusou meu filho com síndrome de Down por ainda usar fraldas
No dia 22/10/2026, em reunião presencial no Colégio Adventista de Jundiaí Unidade Jardim Florestal, fomos informados de que nosso filho não seria aceito porque ainda não concluiu o desfralde. A escola alegou "segurança da criança" e disse que não aceita alunos que usam fraldas.
Nosso filho tem síndrome de Down (Trissomia 21) e hipotonia muscular. Essas condições interferem diretamente no controle esfincteriano, e o desfralde acontece no tempo do desenvolvimento dele. Não é algo que possa ser antecipado ou exigido.
Exigir esse marco como condição de acesso é cobrar da criança algo que, por causa da deficiência, ela ainda não tem como cumprir. Para nós, a mensagem foi clara: nosso filho precisaria se adequar à escola para ser aceito, quando o papel da escola é acolher e oferecer o apoio necessário. Saímos da reunião com o sentimento de que ele foi discriminado pela sua condição.
No mesmo dia, encaminhamos e-mail à direção da escola formalizando a situação e registramos manifestação na ouvidoria da instituição. Também registramos denúncia junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, para que os fatos sejam apurados.
Essas providências, no entanto, não apagam o constrangimento e o sofrimento causados à nossa família no momento da reunião.
Esperamos que a instituição reveja essa prática, para que nenhuma outra família passe pelo que passamos.
O que espero da empresa: Retratação formal e revisão da política que exige desfralde como condição de matrícula para crianças com deficiência.