O que aconteceu
Colégio Adventista de Santo André: Descaso, desrespeito e recusa em negociar dívida à vista.
Sou pai de uma aluna que estuda há 6 anos no Colégio Adventista de Santo André. Recorro à Administração Nacional da Rede Adventista de Educação porque a situação enfrentada na tesouraria da unidade local ultrapassou os limites do respeito comercial e humano. Fui à instituição com a intenção clara de liquidar um débito e encerrar nosso vínculo, mas fui recebido com deboche, comparações descabidas e um tratamento que causou um desgaste emocional profundo.
Nosso histórico e cenário atual
Venho enfrentando dois anos muito difíceis em decorrência do desemprego e recentemente uma severa cirurgia na coluna, que resultou em internação prolongada, cirurgias e um longo período de recuperação que me impediu de andar e trabalhar de forma autonoma. Apesar dessa grave crise financeira temporária, sempre mantive a postura de honrar meus compromissos e dei um jeito de pagar a escola ao longo dos anos que minha filha na adventista Santo André - SP.
Atualmente, nossa realidade familiar é muito sensível . A mãe da minha filha (minha ex-mulher e responsável financeira) enfrenta uma doença grave: um câncer de mama, passou por cirurgia recente e agora está em pleno tratamento oncológico. O CPF dela já foi negativado pela escola por conta desta pendência. Minha filha está concluindo o ano letivo e diante do cenário atual não renovaremos a matrícula para o próximo ano.
Dessa forma, minha prioridade absoluta neste momento é solucionar essa pendência financeira para proporcionar a tranquilidade e a paz que uma paciente em tratamento de câncer necessita para focar em sua recuperação.
O Atendimento Humilhante que recebi na Tesouraria:
Procurei a escola pessoalmente para propor um encerramento definitivo do problema. Fui atendido pelo responsável pela tesouraria,, o Rogério. A conversa ocorreu a portas fechadas e o mesmo manteve durante todo o tempo, uma postura irônica e um sorriso de deboche, nitidamente tentando se colocar em uma posição de superioridade diante da nossa atual fragilidade.
Ao ser informado sobre os graves problemas financeiros e principalmente de saúde da minha ex mulher, ele demonstrou total indiferença, limitando-se a dizer que todo mundo tem problema, que em 10 anos de escola ele vê isso diariamente, que o meu caso era apenas mais um e que nem ele nem ninguém ali poderia fazer nada.
Para aumentar o constrangimento, o Rogério usou o cliente anterior como termo de comparação. Afirmou que o pai de aluno que tinha acabado de sair da sala estava lá para pagar o ano seguinte inteiro de dois filhos à vista e que eu, que estava devendo 8 meses, estava querendo obter o mesmo benefício e desconto que ele!!??
Essa comparação foi cruel e de uma insensibilidade enorme. Eu não queria privilégios de quem pode antecipar parcelas; eu estava lá para negociar uma dívida que não adquiri por que quis. Naquele momento estava solicitando desconto na mensalidade e a dispensa de juros e multas , para conseguir viabilizar o pagamento à vista.
Em tom de desdém, ele digitou na calculadora o cálculo 1.700 x 8 (as 8 mensalidades em atraso no valor principal, totalizando R$ 13.600) e falou: "Se fosse isso.. mas mesmo assim não dá", abrindo mão de receber o valor original para exigir juros e multa, e alegando que o contrato deveria ser cumprido de qualquer forma. Eu queria pagar a dívida vista! Mesmo assim ele não ofereceu nenhuma solução sequer, nada!
Quando solicitei a ele que o caso fosse encaminhado a uma instância superior, como uma diretoria ou gerência regional, ele afirmou que não existia ninguém acima dele no colégio e que nenhum superior regional ou nacional poderia mudar a decisão dele, acabando na hora com qualquer possibilidade de diálogo.
Minha Proposta Financeira Concreta
Mesmo após sofrer esse tratamento humilhante e absurdo, realizei um esforço tremendo para reunir exatamente o valor principal indicado por ele. Para conseguir o dinheiro e honrar essa dívida, precisei vender o único ativo que eu ainda possuía, aceitando um deságio enorme na venda. Esse montante representa, literalmente, tudo o que temos para encerrar essa história de uma vez por todas.
Formalizei por mensagem uma nova proposta para quitação das 8 parcelas pelo seu valor integral (R$ 1.700 cada), sem solicitar descontos no valor da mensalidade, sendo:
R$ 9.600 à vista via PIX
R$ 4.000 no cartão de crédito
Total: R$ 13.600 (o valor principal completo, condicionado à retirada de juros e multa).
Rogério ( tesoureiro do colégio adventista de Santo André) novamente recusou sem apresentar nenhuma alternativa. Quando reiterei a necessidade de um acordo devido ao contexto de saúde da mãe da minha filha e ao sacrifício financeiro que fizemos, minhas mensagens foram lidas e ignoradas. A Escola fingiu que não viu, ficou em silêncio e cortou o diálogo unilateralmente.
Meu pedido à Administração Nacional
Não estou solicitando ajuda financeira, abatimentos no valor real das mensalidades ou qualquer tipo de favorecimento. Apresento uma proposta concreta de pagamento à vista de R$ 13.600 para liquidar o valor histórico devido de forma honesta, dentro do limite absoluto das nossas possibilidades reais atuais.
É desolador passar por um momento familiar tão delicado e ainda ter que enfrentar o deboche e a indiferença de um setor que deveria representar os valores cristãos e o acolhimento da Rede Adventista. Tudo isso gerou um desgaste psicológico e emocional que nossa família precisa deixar para trás.
Diante de tudo o que expus acima, peço que a Administração Nacional da Rede Adventista de Educação avalie meu relato, aceite minha proposta de quitação (R$ 9.600 Pix + R$ 4.000 Cartão), e formalize a baixa do débito e a retirada do nome da mãe da minha filha dos órgãos de proteção ao crédito.
Espero que dessa vez, uma instância superior possa olhar para a nossa situação com a sensibilidade e o profissionalismo que o caso requer, e intervenha , diferentemente do que o Rogério falou, nos permitindo encerrar este ciclo de 6 anos com dignidade e paz.
Aguardo o retorno com a urgência que o caso merece para que possamos resolver essa questão de forma amigável