Não respondida

Continuam me cobrando mesmo após eu ter pago e a faculdade confirmou o recebimento

Faculdade Bookplay

cidade: Rio de Janeiro

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O que aconteceu

Faculdade Bookplay Cobranças abusivas, desrespeito ao consumidor e cobranças após pagamento efetuado

Venho registrar minha profunda insatisfação com a forma como a Faculdade Bookplay vem conduzindo seus procedimentos de cobrança, especialmente por meio de diferentes números telefônicos e possíveis empresas terceirizadas.

Inicialmente, esclareço que em setembro de 2026 houve, de fato, um atraso no pagamento de minha responsabilidade. Em nenhum momento me neguei a reconhecer ou regularizar minha obrigação financeira.

Entretanto, desde então, passei a receber cobranças insistentes, realizadas por diferentes atendentes e números telefônicos, que demonstraram pouco respeito pelos meus horários e pelas minhas atividades profissionais.

Sou professora e, durante meu expediente, não posso interromper minhas aulas para atender ligações ou responder mensagens de cobrança. Mesmo informando que estava trabalhando e que entraria em contato posteriormente para regularizar a situação, as abordagens continuaram.

Em determinadas ocasiões, fui pressionada a solicitar empréstimos a terceiros para realizar o pagamento. Considero essa postura extremamente inadequada, pois cabe ao consumidor administrar suas próprias possibilidades financeiras, sem sofrer pressões para contrair novas dívidas.

Também fui abordada por uma atendente cuja comunicação considerei grosseira, autoritária e desrespeitosa, exigindo respostas imediatas, como se eu tivesse a obrigação de interromper minhas atividades profissionais para atendê-la.

Diante dessa abordagem, solicitei um número de protocolo para registrar o atendimento. Minha solicitação foi visualizada, mas não atendida. Posteriormente, outro número passou a entrar em contato comigo.

Houve ainda ligações insistentes, mesmo após eu informar expressamente que estava em horário de trabalho.

A situação tornou-se ainda mais preocupante após a regularização do pagamento.

No dia 06/11/2026, às 09h02, efetuei pagamento no valor de R$ 249,00, por Pix, tendo como beneficiária a empresa Book Play Comércio de Livros Ltda.

Encaminhei o comprovante ao canal de atendimento utilizado habitualmente, para o qual a própria plataforma da Bookplay direciona seus alunos. O atendente recebeu o comprovante e agradeceu.

Além disso, ao consultar a plataforma da instituição, verifiquei que o pagamento constava como realizado.

Mesmo assim, às 11h03 do mesmo dia, recebi uma nova cobrança, desta vez informando suposta parcela em atraso no valor de R$ 269,00, acompanhada de propostas de negociação e advertências sobre a continuidade das medidas de cobrança.

Também continuei recebendo contatos de diferentes números, com mensagens contendo meu nome completo e informações vinculadas aos meus documentos pessoais.

Essa situação levanta questionamentos importantes sobre o compartilhamento dos dados pessoais dos alunos com empresas terceirizadas, os controles de acesso a essas informações e, principalmente, a atualização dos registros de pagamento.

Por qual motivo a instituição não comunica adequadamente aos responsáveis pelas cobranças que determinado pagamento já foi realizado?

Por que o consumidor precisa continuar justificando uma dívida que já regularizou, enviando repetidamente comprovantes e recebendo mensagens que contradizem as informações apresentadas pela própria plataforma?

Reconheço que uma instituição possui o direito de cobrar valores legitimamente devidos. Entretanto, esse direito não é absoluto.

O artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor estabelece que o consumidor não pode ser exposto ao ridículo nem submetido a constrangimento ou ameaça durante a cobrança de débitos.

O artigo 6, inciso III, também assegura o direito à informação adequada e clara.

Quanto aos dados pessoais, solicito esclarecimentos sobre seu compartilhamento com terceiros, considerando os princípios de transparência, necessidade e segurança previstos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei n 13.709/2018).

Não afirmo que toda terceirização de cobrança seja irregular. Questiono a ausência de transparência sobre quem recebe meus dados, para quais finalidades e por que diferentes contatos continuam realizando cobranças após o pagamento.

Diante do exposto, solicito à Faculdade Bookplay:

1. A confirmação formal da quitação da parcela paga e a regularização dos registros financeiros em todos os sistemas envolvidos.

2. A interrupção das cobranças referentes a valores já quitados.

3. Esclarecimentos sobre a diferença entre o valor pago de R$ 249,00 e a cobrança posterior de R$ 269,00.

4. A identificação das empresas terceirizadas responsáveis pelos contatos de cobrança.

5. Informações sobre o compartilhamento e o tratamento dos meus dados pessoais por essas empresas.

6. Esclarecimentos sobre a conduta desrespeitosa da atendente e a ausência de resposta ao pedido de protocolo.

7. A revisão dos procedimentos de cobrança, especialmente quanto à insistência dos contatos durante o horário profissional e à pressão para obtenção de empréstimos.

8. A implementação de procedimentos que garantam a atualização dos pagamentos junto aos setores e empresas responsáveis pelas cobranças.

Possuo comprovantes de pagamento, registros das conversas e mensagens recebidas, que poderão ser apresentados para comprovação dos fatos relatados.

Quero deixar absolutamente claro que nunca me recusei a pagar minhas obrigações. O que não aceito é ser tratada com desrespeito, pressionada durante meu expediente profissional e continuar recebendo cobranças de valores que já regularizei.

Ser uma instituição de ensino superior também exige responsabilidade, transparência e respeito na relação com seus alunos.

A inadimplência eventual não retira a dignidade do consumidor nem autoriza abordagens constrangedoras.

Aguardo uma resposta formal, objetiva e conclusiva da Faculdade Bookplay, acompanhada de providências efetivas para que situações como essas não continuem acontecendo.

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