Não respondida

Descumprimento de oferta, atraso no Box e falhas no pós-venda da Certificação CIM (Ítalo Marsili)

Faculdade Mar Atlântico

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Adquiri a Certificação Italo Marsili (CIM) em 15/12/2025, pelo valor de R$ 5.984,64, após negociação direta com o comercial.

Registro desde o início que esta reclamação não é um ataque pessoal ao Ítalo Marsili, nem uma crítica genérica à qualidade intelectual da formação. Também não estou pedindo cancelamento ou reembolso. O problema é a distância entre o que compôs a oferta e a forma como parte dessas condições vem sendo tratada no pós-venda.

Entrei na CIM em um momento de transição profissional e a decisão de compra foi consciente. Eu já acompanhava o trabalho do idealizador e havia assistido anteriormente a uma palestra dele em um mastermind do qual participava. Houve confiança real na marca, no projeto e na proposta. Por isso, para um investimento de R$ 5.984,64, esperava um pós-venda proporcional ao posicionamento e ao valor da formação.

O primeiro problema objetivo é o Box de livros.

A compra foi realizada em 15/12/2025.

No dia seguinte, 16/12, o próprio vendedor que conduziu minha negociação enviou o formulário para liberação do Box e informou por escrito: Prazo de entrega: 2040 dias. Preenchi o formulário imediatamente.

Em fevereiro de 2026, já com mais de 60 dias transcorridos, procurei novamente o vendedor porque o Box ainda não havia chegado e fui direcionado ao suporte. Em julho, após nova tentativa, pediram que eu preenchesse novamente um formulário que já havia preenchido em dezembro e informaram uma nova previsão: final de agosto/início de setembro.

O prazo novamente não foi cumprido. Em outubro, depois de novo contato, o próprio suporte reconheceu o atraso do box e apresentou outra previsão, agora de novos envios a partir de 15/10.

Portanto, não se trata de um atraso pontual, mas de uma sequência documentada: prazo original, descumprimento, nova previsão, novo descumprimento e uma terceira previsão, após mais de nove meses da compra.

Também me causa estranheza a justificativa de problema logístico quando, durante esse mesmo período, novas turmas continuaram sendo comercializadas com oferta semelhante.

Se existe um problema logístico prolongado e conhecido, considero legítimo perguntar por que o mesmo benefício continua sendo utilizado comercialmente para novos compradores enquanto obrigações anteriores permanecem pendentes.

Não considero relevante discutir se o Box é bônus, brinde ou presente. A questão é comercial, não acadêmica. O Box integrou a composição da oferta, teve formulário específico e recebeu prazo objetivo de entrega de 2040 dias. A própria empresa, em respostas públicas, utiliza expressões como conforme divulgado na oferta para delimitar direitos e benefícios dos alunos. Por coerência, o mesmo critério precisa valer quando é a empresa quem deve cumprir aquilo que ofereceu.

O segundo ponto envolve o evento presencial. Durante a negociação, havia inicialmente a possibilidade de participação em outro evento no Rio de Janeiro, inclusive com ingresso para mim e minha esposa, mas expliquei que não poderia comparecer porque aconteceria praticamente no dia seguinte. Na sequência, questionei o vendedor sobre uma condição de oferta anterior envolvendo o CIM Ao Vivo do ano seguinte.

Ele consultou internamente e me respondeu por áudio que havia conseguido para mim a participação na primeira CIM Ao Vivo, em São Paulo, em outubro do ano seguinte. Depois, no mesmo dia em que enviou o link de pagamento da Certificação, escreveu: assim que finalizar me enviar o seu e-mail, para colocar na lista do evento do ano que vem.

Ou seja, o evento não surgiu depois da compra. Ele foi discutido, consultado e confirmado durante a negociação que antecedeu minha decisão.

Meses depois, porém, eu mesmo precisei procurar o suporte e perguntar sobre isso. A equipe pediu que eu apresentasse comprovante de que teria direito ao ingresso. Foi necessário enviar os prints da conversa comercial para, só então, receber as informações do evento.

Isso gera uma pergunta simples: se eu não tivesse guardado aquelas mensagens, como essa condição negociada durante a venda seria cumprida pela empresa?

Posteriormente, por uma impossibilidade particular de comparecer à edição informada, perguntei se existia alguma alternativa. A resposta foi apenas que o ingresso não seria trocado para outro evento, sem tentativa de composição ou apresentação de solução. Não tenho interesse em insistir em participação presencial nem em exigir uma futura edição específica. O ponto é que um benefício utilizado na negociação foi reconhecido somente após prova apresentada pelo próprio consumidor e, diante da impossibilidade de uso, nenhuma alternativa foi sequer considerada.

Há ainda uma terceira questão: quero saber objetivamente qual é o período de acesso vinculado à minha contratação. A negociação tomou como referência condições de uma oferta anterior de Black Friday e alguns elementos foram discutidos durante a venda. Quero apenas clareza sobre o prazo de acesso efetivamente registrado para minha compra, para que não exista nova divergência no futuro.

A quarta questão é a Comunidade CIM. Apesar de já ter adquirido a Certificação por R$ 5.984,64, foi necessário realizar uma nova transação, inicialmente por R$ 1,00, para ter acesso à Comunidade.

O problema não é o valor simbólico de R$ 1,00.

O que questiono é a dinâmica: houve necessidade de cadastrar cartão em uma contratação separada, sujeita a renovação posterior por valor diferente do inicial.

Não estou acusando a empresa de cobrança indevida.

Quero transparência: qual é a natureza dessa contratação, qual a periodicidade, qual o valor da renovação, como funciona o cancelamento e em que momento essas condições foram apresentadas de forma clara?

A dúvida é ainda mais pertinente porque a própria empresa já apresentou publicamente a Comunidade CIM como recurso de suporte oferecido aos alunos da Certificação.

O que mais me preocupa é o conjunto. Antes da compra, houve acompanhamento individualizado, negociação, consulta interna, condições específicas e contato frequente. Depois da compra, encontrei sucessivas previsões não cumpridas, necessidade de repetir formulários, necessidade de provar uma condição negociada pelo próprio comercial, respostas amplas e pouca disposição para construir alternativas.

Isso transmite a percepção de que a operação de aquisição de novos alunos funciona com mais eficiência do que o acompanhamento daqueles que já compraram.

Tenho experiência anterior com marketing digital e conheço operações de venda, lançamentos, bônus, recorrência e produtos de maior valor. Não menciono isso para presumir intenção ou má-fé. Pelo contrário: sei que falhas operacionais acontecem. A questão é o que a empresa faz quando elas são identificadas.

Continuo reconhecendo valor na formação e no trabalho do seu idealizador. Justamente por isso considero incompatível com esse valor a experiência comercial e de suporte que tive.

Uma formação de quase R$ 6 mil não termina no acesso à plataforma. Oferta, entrega, suporte e pós-venda também fazem parte da relação de consumo.

Peço que o caso seja analisado de forma integral, e não respondido com frases genéricas ou tratando cada ponto como fato isolado. Existe uma sequência documentada desde dezembro de 2025. O problema não é apenas um Box atrasado, um ingresso ou uma assinatura de R$ 1,00. É a diferença entre aquilo que foi utilizado para construir valor e confiança antes da compra e a forma como essas mesmas condições passaram a ser tratadas depois que a compra estava concluída.

Não busco vantagem, cancelamento ou devolução do valor investido. Busco cumprimento, clareza e uma solução concreta e proporcional à relação que foi estabelecida.