O que aconteceu
Escolhi comprar um Fiat Fastback porque buscava um veículo de uma montadora com ampla presença nacional, que me proporcionasse assistência técnica acessível, agilidade na reposição de peças e um atendimento de qualidade quando necessário. Inicialmente, considerei adquirir um carro elétrico, mas, preocupado com possíveis dificuldades na reposição de peças e na disponibilidade de mão de obra qualificada, optei por um veículo da Fiat. Cheguei a avaliar a Toro, mas acabei escolhendo o Fastback, principalmente pelo seu design, que realmente me agradou.
Infelizmente, durante uma viagem, o pneu do veículo atingiu um buraco quando eu trafegava a aproximadamente 90100 km/h. O pneu estourou e o amortecedor também foi danificado. Além do transtorno e da preocupação com a situação, fui surpreendido pelas características do estepe, que é inferior ao pneu original do modelo, algo que não esperava encontrar.
No dia 16 de setembro, procurei a concessionária autorizada para solucionar o problema. Consegui agendar uma avaliação apenas para o dia 21 de setembro de 2026. Na mesma ocasião, aproveitei para solicitar o reparo ou a substituição de uma película de vidro adquirida anteriormente, durante a compra do veículo. Entretanto, o diagnóstico do veículo só me foi informado no dia 26 de setembro, e isso somente depois de reclamar da demora na obtenção de uma resposta. Considero inaceitável que o cliente precise insistir para receber informações básicas sobre o próprio veículo.
Hoje, 12 de outubro, continuo sem meu carro. A última informação que recebi foi que as peças necessárias ao reparo não estavam disponíveis na concessionária. Uma delas não estava disponível em estoque e, até o momento, não recebi uma previsão para sua chegada. Já a entrega da outra peça está prevista para o dia 20 de outubro.
O que mais me causa indignação é que procurei justamente a concessionária autorizada porque não queria levar um veículo novo a uma oficina não autorizada. Fiz essa escolha confiando na estrutura da marca, na disponibilidade de assistência e na segurança de que meu carro seria reparado adequadamente. No entanto, a peça em questão, segundo minha verificação, é encontrada com relativa facilidade no mercado local e em outras regiões, o que torna ainda mais difícil compreender a demora na solução.
Quero deixar claro que minha insatisfação não é com o design do Fastback. Pelo contrário, gosto muito do carro e não tenho a intenção de desmerecer suas qualidades. Minha decepção está na experiência após a compra e, principalmente, na falta de agilidade, comunicação e resolutividade do pós-venda.
Ao escolher a Fiat, esperava encontrar justamente a tranquilidade de contar com uma montadora nacional e uma rede de assistência capaz de atender às necessidades de seus clientes. Infelizmente, diante de um problema, essa expectativa não foi correspondida.
Um veículo novo ficar tanto tempo parado, enquanto o cliente recebe informações tardias e sem uma previsão concreta para a conclusão do reparo, é uma experiência frustrante. O pós-venda precisa fazer parte da qualidade do produto, pois não basta conquistar o consumidor no momento da venda: é necessário oferecer suporte quando ele realmente precisa. Diante disso, espero que a Fiat e a concessionária responsável apresentem uma solução concreta, informem um prazo realista para a conclusão do reparo e resolvam também a solicitação referente à película do vidro.
Comprei um carro novo esperando tranquilidade e segurança, mas estou enfrentando dias de transtorno e incerteza. O Fastback me agradou; o pós-venda, infelizmente, me deixou na mão.