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Minha placa de vídeo Gigabyte RTX 4060 AERO pegou fogo e a garantia foi recusada

Gigabyte

cidade: Belo Horizonte

O que aconteceu

Adquiri uma placa gráfica Gigabyte RTX 4060 AERO (NF 021498824, de 02/05/2024), utilizada sempre em condições estritamente normais de operação. Após cerca de 2 anos e 5 meses de utilização, a placa apresentou um forte cheiro a queimado e um princípio de incêndio, parando de funcionar subitamente. O sistema é alimentado por uma fonte MSI 650W 80 Plus Bronze (adquirida nova na mesma fatura e em perfeito estado), sem qualquer prática de overclock, alteração de BIOS ou modificações. Acionei o suporte (RMA BRA-26A0091) e a assistência técnica autorizada GBSC emitiu um laudo apontando a carbonização de um MOSFET do circuito regulador de tensão (VRM). Com base nisto, a garantia de 36 meses foi recusada sob a alegação genérica de "agente externo ou evento elétrico anómalo". O laudo identifica a consequência (o componente queimado), mas não apresenta uma única evidência técnica do alegado "agente externo". Pior ainda: em contacto formal via WhatsApp (16/10/2026), os próprios assistentes da GBSC admitiram expressamente que a análise foi feita apenas à placa isolada, sendo impossível determinar qual o fator externo, e recusaram-se a fornecer as medições técnicas (osciloscópio) alegando tratar-se de "informação interna exclusiva". Isto configura uma inversão ilegal do ónus da prova e uma violação do direito à informação clara (Art. 6, III e VIII do CDC). Acresce que existem investigações laboratoriais independentes (como a do canal Paulo Gomes VGA) a documentar que este modelo específico (RTX 4060 AERO) possui um defeito crónico de conceção no VRM, que sobrecarrega as fases de energia e provoca exatamente a carbonização de MOSFETs relatada no laudo. A identificação de um componente queimado não comprova, por si só, mau uso ou sobrecarga externa. O colapso do próprio VRM (vício oculto) gera exatamente os mesmos danos físicos. Perante a ausência de provas do alegado dano externo por parte da GBSC e as fortes evidências de vício de fabrico, não aceito o laudo padronizado. Exijo a reavaliação imediata do caso com a devida substituição do equipamento ou a restituição integral do valor pago, sob pena de recurso ao Juizado Especial Cível (Pequenas Causas). Aguardo resolução urgente.