O que aconteceu
Título: Loja Gigil se recusa a analisar bota que machucou minha filha e usa o prazo de 7 dias como justificativa para não resolver o problema
Venho registrar minha insatisfação com a postura da loja Gigil diante de uma reclamação referente a uma bota adquirida para minha filha.
O produto foi entregue em 27/06/2026. Entretanto, por não termos tido uma ocasião adequada para utilizá-lo, a bota permaneceu guardada por um período. Quando finalmente foi utilizada, minha filha sentiu dores, apresentou vermelhidão e sofreu lesões nos pés, pois o calçado é excessivamente duro e provocou machucados já na primeira utilização.
Além disso, desde o recebimento, observei problemas relacionados ao acabamento, à qualidade do material e à numeração, pois comprei o tamanho 36, mas o calçado aparenta ter uma forma menor do que a esperada e desde o dia que recebi mostrei e tirei fotos relatando isso no site da shoopee nas avaliações,tudo comprovado.
Em 04/10/2026, entrei em contato com a loja para relatar o ocorrido e buscar uma solução. Desde então, venho tentando explicar que minha reclamação não se trata simplesmente de arrependimento da compra ou de desistência por não ter gostado do produto. Trata-se de um problema constatado quando o calçado foi efetivamente utilizado, que comprometeu sua adequação ao uso e causou danos aos pés da minha filha.
No entanto, a loja insiste em utilizar o prazo de sete dias da plataforma como justificativa para encerrar a questão, ignorando os argumentos apresentados e se recusando a considerar a possibilidade de vício no produto.
O que mais causa indignação é a postura adotada durante o atendimento. A empresa chegou a afirmar que o problema seria apenas uma questão de adaptação do calçado, formato dos pés ou numeração, sem sequer receber o produto para uma avaliação adequada. Ou seja, a loja apresenta uma conclusão sobre a origem do problema sem ter realizado qualquer análise técnica do calçado.
Também questionou a ausência de fotografias (mas tem) só olhar nas avaliações que fiz no aplicativo da loja, que demonstrassem o defeito. Entretanto, o fato de não existir uma alteração visual evidente não significa que um produto não possa apresentar um problema que comprometa sua utilização. O relato de dor, vermelhidão e machucados na primeira utilização deveria, no mínimo, ser considerado com seriedade e submetido a uma avaliação adequada, em vez de ser descartado antecipadamente.
É importante destacar que o prazo de sete dias para o exercício do direito de arrependimento, previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, não se confunde com os prazos legais para reclamar de vícios de produtos, previstos nos artigos 18 e 26 do CDC. A análise da situação deve considerar a natureza do problema relatado e, caso se trate de vício oculto, o momento em que ele se tornou evidente, conforme estabelece o artigo 26, 3, do CDC.
Não estou afirmando que todo desconforto caracteriza automaticamente um vício, mas é justamente por existir um problema concreto relatado após o primeiro uso que solicito uma avaliação adequada, em vez de uma negativa antecipada baseada exclusivamente no prazo da plataforma.
Durante a conversa, expliquei reiteradamente a situação, solicitei que a reclamação fosse tratada como possível vício do produto e pedi que a loja apresentasse uma fundamentação para sua recusa. Ainda assim, a empresa manteve a negativa, afirmando que não havia o que fazer e que a conversa registrada na plataforma seria suficiente.
Considero inaceitável que uma consumidora tente resolver um problema dessa natureza e receba, como resposta, uma recusa baseada exclusivamente no prazo de devolução, sem que exista sequer uma análise do produto. Não se pode presumir que o calçado não apresenta vício simplesmente porque a loja não identificou um defeito visual em fotografias que nem sequer demonstrariam necessariamente a causa do problema.
Diante dessa situação, solicito a intervenção da loja para que o caso seja reavaliado, considerando o relato completo, as conversas mantidas com a loja e as circunstâncias em que o problema foi constatado.
Busco uma solução efetiva, com o recebimento e a avaliação do produto e, caso confirmado o vício, a adoção das providências legais cabíveis, incluindo a restituição do valor pago, conforme aplicável.
Espero que a plataforma não se limite a repetir que o prazo de devolução expirou, mas que considere a natureza da reclamação e a postura do vendedor diante de uma consumidora que tentou resolver a situação de maneira amigável.
Caso não haja solução administrativa, preservarei os registros da compra e de todo o atendimento para avaliar as medidas cabíveis perante os órgãos de defesa do consumidor.
Aguardo um posicionamento efetivo da Shopee e da loja Gigil
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4Interações da reclamação
Gigil Comercio de Calcados respondeu
20/10/2026 às 08:44
Olá! Lamentamos que sua filha tenha sentido desconforto ao utilizar a bota e respeitamos o seu relato.
No entanto, o desconforto causado pelo calçado, por si só, não comprova a existência de um defeito de fabricação, podendo estar relacionado à numeração, ao formato do pé ou à adaptação ao modelo.
Além disso, durante o atendimento, não recebemos fotos diretamente que permitissem uma análise inicial do problema relatado, como possíveis defeitos no acabamento ou no material do produto.
Em compras realizadas pela internet, o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor prevê o prazo de 7 dias, a contar do recebimento do produto, para o exercício do direito de arrependimento. No seu caso, esse prazo já foi ultrapassado.
Diante das informações disponíveis, não temos como autorizar a devolução com base exclusivamente no desconforto relatado. Lamentamos que o produto não tenha atendido às suas expectativas.
Consumidor respondeu
20/10/2026 às 09:19
As fotos estão no aplicativo da Shopee desde o dia que recebemos o produto. Não se trata de vício aparente e sim oculto, aquele que é demostrado após o uso.
A loja continua alegando outros fatores para defender o calçado, não se atendo realmente o que o cliente informa, não se trata de prazo legal para plataforma e sim do vício que é apresentado após a utilização do produto.
Se precisarem reenvio as fotos,e reenvio o calçado para vocês analisarem de forma presencial para melhor entendimento e posterior resolução. Não é sobre número comprei um número a mais justamente para não ter problemas,mas a forma é pequena ,o material é duro,se vocês pedirem pra qualquer pessoa calçar vão ver que ninguém consegue ficar 5 min com o calçado no pé. Espero que vocês revejam isso e não achem que é só apenas adaptação ao calçado sem conforto que maltrata o pé com ferimentos e achar que não é nada demais. Aguardo retorno com resolução assertiva de uma empresa seria e comprometida como vocês demostram ser.
Gigil Comercio de Calcados respondeu
20/10/2026 às 09:24
Até o momento, não temos outras reclamações relacionadas a desconforto com esse modelo de bota. Com base nas informações disponíveis, não identificamos um defeito aparente que justifique a devolução do produto.
Entendemos que cada pessoa pode ter uma experiência diferente ao utilizar um calçado, porém, o desconforto e a falta de adaptação ao formato do pé, por si só, não comprovam um defeito de fabricação. Por esse motivo, não podemos aceitar a devolução exclusivamente em razão do desconforto relatado.
Consumidor respondeu
21/10/2026 às 14:14
A resposta apresentada pela loja não resolve a questão e demonstra que a reclamação continua sendo tratada de maneira superficial e sem profissionalismo.
O fato de não existirem outras reclamações sobre esse modelo de bota não comprova que o produto adquirido por mim esteja livre de vícios,até porque cada caso é um caso. Da mesma forma, afirmar que não foi identificado defeito aparente não equivale a comprovar que o calçado não apresenta qualquer problema, principalmente quando não houve uma avaliação efetiva do produto.
Minha reclamação não se resume a uma insatisfação subjetiva ou a uma simples falta de adaptação. Relatei que minha filha utilizou a bota pela primeira vez e apresentou dores, vermelhidão e machucados nos pés, em razão das características do calçado, que se mostrou excessivamente duro e inadequado ao uso nas condições relatadas.
A loja está atribuindo o problema ao formato dos pés ou à adaptação, mas não apresentou qualquer avaliação técnica do produto em mãos que sustente essa conclusão. Está, portanto, presumindo a causa do problema e utilizando essa presunção para justificar a recusa , sem sequer se dispor a receber o produto para uma análise adequada.
Ressalto que não estou confundindo pois tenho base jurídica do que estou dizendo,o direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor com a reclamação por possível vício do produto. São situações distintas. Os artigos 18 e 26 do CDC disciplinam a responsabilidade por vícios e os respectivos prazos para reclamação, inclusive nos casos em que o vício oculto somente se evidencia com o uso,caso esse apresentado a vocês ( o de minha filha.)
O que questiono é a recusa antecipada da loja em apurar o problema relatado, utilizando o prazo de sete dias e a ausência de fotografias conclusivas como justificativas para encerrar a questão.
Diante disso, reitero meu pedido para que a loja reveja seu posicionamento atual, e disponibilize um procedimento adequado para recebimento e avaliação do calçado e apresente uma solução para o caso, inclusive quanto à restituição do valor pago, conforme os direitos aplicáveis.
Caso a empresa mantenha sua negativa, ficará registrado que foi comunicada sobre o problema, teve a oportunidade de buscar uma solução amigável e optou por manter sua conclusão sem apresentar uma avaliação efetiva do produto.
Espero uma resposta concreta, e não a repetição de justificativas genéricas infundadas sobre adaptação ou inexistência de reclamações de outros consumidores que não vem a esse caso.
Peço respeito e empatia não apenas como consumidor,mas como uma loja seria e comprometida com seus clientes.