O que aconteceu
Venho registrar minha profunda insatisfação com a GOL Linhas Aéreas após mais uma experiência extremamente negativa. Infelizmente, o que deveria ser uma situação excepcional tornou-se recorrente: há aproximadamente dois anos não consigo ter uma experiência satisfatória voando com a companhia.
No dia 13 de outubro de 2026, realizei uma viagem de Ribeirão Preto (RAO) ao Rio de Janeiro (SDU), com conexão no Aeroporto de Congonhas (CGH), em São Paulo, nos seguintes voos:
1 trecho Ribeirão Preto (RAO) São Paulo/Congonhas (CGH)
* Voo: G3 1339
* Data: 13/10/2026
* Partida prevista: 12h25
* Chegada prevista: 13h24
* Assento: 30F
* Grupo de embarque: 3
2 trecho São Paulo/Congonhas (CGH) Rio de Janeiro/Santos Dumont (SDU)
* Voo: G3 1024
* Data: 13/10/2026
* Partida prevista: 14h50
* Chegada prevista: 15h50
* Assento: 14C
* Grupo de embarque: 4
Os problemas começaram já no primeiro trecho. Embora o voo de Ribeirão Preto tenha operado pontualmente, o desembarque em Congonhas demorou mais de 50 minutos. É inadmissível que um passageiro chegue ao aeroporto dentro do horário previsto e ainda assim precise enfrentar uma espera tão prolongada para efetivamente desembarcar da aeronave.
Como se não bastasse, o segundo voo, com destino ao Rio de Janeiro, sofreu atraso superior a uma hora, comprometendo ainda mais o planejamento da viagem.
O mais revoltante, entretanto, foi a postura da companhia diante da situação. Não recebi explicações claras sobre o motivo do atraso, tampouco me foi oferecida a facilidade de comunicação prevista nas regras de assistência material da ANAC para atrasos superiores a uma hora.
Uma companhia aérea tem a obrigação de manter seus passageiros devidamente informados, especialmente quando ocorrem alterações significativas na programação. Não é aceitável que os consumidores sejam deixados aguardando sem informações concretas, sem previsibilidade e sem o suporte adequado.
Outro problema observado nos dois trechos foi a temperatura excessivamente elevada no interior das aeronaves, tornando a experiência desconfortável. O mínimo esperado de uma companhia aérea é oferecer condições adequadas de conforto durante o transporte.
O que mais incomoda é que não se trata de uma experiência isolada. Nos últimos dois anos, minhas experiências com a GOL têm sido sucessivamente frustrantes, seja pela qualidade do serviço, pelos atrasos ou pela forma como a companhia trata seus passageiros.
A impressão é de que o respeito ao consumidor e a qualidade da experiência de viagem deixaram de ser prioridades. O passageiro paga por um serviço, organiza seus compromissos com base nos horários contratados e, quando a empresa não consegue cumprir o previsto, ainda precisa lidar com a ausência de informações e de assistência.
Diante do ocorrido, exijo da GOL:
1. Uma explicação formal e detalhada sobre o atraso superior a uma hora do voo G3 1024, de 13/10/2026.
2. Esclarecimentos sobre a demora superior a 50 minutos para o desembarque do voo G3 1339 em Congonhas.
3. Justificativa para a ausência de oferta de facilidade de comunicação e para a falta de informações adequadas durante o atraso.
4. Esclarecimentos sobre as condições de climatização das aeronaves utilizadas nos dois trechos.
5. Uma proposta concreta de reparação pelos transtornos enfrentados, considerando o atraso, a ausência de assistência adequada e a experiência insatisfatória.
Não espero uma resposta automática, genérica ou um simples pedido de desculpas. Espero que a GOL trate esta reclamação com seriedade, apresente esclarecimentos objetivos e assuma a responsabilidade pelas falhas na prestação do serviço.
Depois de tantas experiências negativas, é difícil continuar confiando em uma companhia que reiteradamente demonstra tão pouca consideração pelo tempo, pelo conforto e pelos direitos de seus passageiros.
É lamentável que uma das principais companhias aéreas do Brasil ofereça uma experiência tão insatisfatória. O passageiro merece respeito, transparência e um serviço compatível com aquilo que contratou.