O que aconteceu
Prezados responsáveis pelo Grupo Salta,
Entro em contato formalmente para comunicar uma ocorrência de extrema gravidade envolvendo meu filho, aluno da Escola São Lucas, em Sapucaia do Sul/RS, instituição atualmente integrante do Grupo Salta.
Ontem, durante o período escolar e dentro de sala de aula, um colega aplicou um [Editado pelo Reclame Aqui] conhecido como mata-leão em meu filho, fazendo com que ele perdesse a consciência e caísse. Com a queda, sofreu um corte significativo na cabeça.
O atendimento médico resultou em quatro pontos, realização de exames neurológicos, aproximadamente quatro horas de observação, uso de medicamentos e necessidade de nova avaliação médica nos próximos dias. Ele recebeu atestado e, além da perda de conteúdo escolar, está temporariamente impedido de praticar esportes, correr, jogar bola e realizar diversas atividades comuns à sua idade enquanto estiver com os pontos e em recuperação.
A situação também gera impactos familiares e profissionais diretos, inclusive a necessidade de cancelamento de uma viagem de trabalho previamente programada para que eu possa acompanhar sua recuperação.
Além da gravidade da agressão, causa profunda preocupação a forma como a ocorrência foi conduzida pela instituição.
O professor de Educação Física ***** estava na sala no momento do ocorrido. Segundo as informações que obtive, encontrava-se no computador, de frente para os alunos, e afirmou não ter presenciado o episódio. Considerando que estava responsável pela turma naquele momento, solicito formalmente que seja apurado como uma agressão dessa natureza, suficientemente prolongada para provocar perda de consciência e posterior queda, pôde ocorrer sem intervenção ou percepção do profissional encarregado da supervisão dos alunos.
Também existem informações contraditórias a respeito do atendimento de emergência. Recebi informação de que teria sido solicitado o acionamento do SAMU, aparentemente pela secretaria *****. Posteriormente foi informado que o atendimento não teria sido necessário em razão de uma suposta manifestação minha nesse sentido.
Isso não corresponde ao que ocorreu.
A única comunicação que recebi da escola antes de chegar ao local foi uma ligação via WhatsApp com duração aproximada de 31 segundos, na qual fui informada apenas de que deveria ir até a escola porque meu filho havia caído em sala de aula e cortado a cabeça. Em nenhum momento fui consultada sobre cancelar, dispensar ou recusar atendimento do SAMU.
Quando cheguei à escola, encontrei meu filho ensanguentado, com gelo sobre a cabeça. Naquele momento, o diretor ***** informou que o SAMU havia sido chamado, mas que eu teria chegado antes.
Diante dessas versões divergentes, solicito ao Grupo Salta que apure documentalmente o que efetivamente ocorreu, incluindo eventual horário de acionamento do SAMU, cancelamento, origem desse eventual cancelamento e quem tomou essa decisão.
Também solicitei à secretaria uma cópia do contrato firmado com a instituição e fui informada de que não poderiam encaminhá-lo naquele momento por estarem sem internet.
Solicitei ainda a identificação e um contato dos responsáveis pelo aluno envolvido na agressão, informação que me foi negada naquele momento. Posteriormente, o próprio pai do aluno conseguiu entrar em contato comigo e pediu desculpas pelo ocorrido.
Meu advogado já encaminhou notificação formal à escola, que segue anexada a esta comunicação, requerendo, entre outros pontos, a preservação e disponibilização das imagens do ocorrido e das áreas relacionadas, bem como informações e relatórios referentes aos responsáveis pela supervisão dos alunos naquele momento.
A notificação foi encaminhada pelos canais oficiais de WhatsApp da escola e também ao diretor, com solicitação expressa de confirmação de recebimento, que até o momento não ocorreu. Diante disso, comparecerei pessoalmente à instituição para obter protocolo e assinatura de recebimento.
Após o ocorrido, fui procurada espontaneamente por outra mãe de aluno da instituição, que relatou uma ocorrência anterior envolvendo seu filho, durante a mesma gestão. Ela trouxe alegações graves relacionadas à condução daquele episódio, incluindo questões referentes ao atendimento prestado, disponibilização de imagens e atuação perante funcionários. Evidentemente, são informações que não presenciei e sobre as quais não antecipo qualquer conclusão. Entretanto, considero que o relato justifica ainda mais que o Grupo Salta conduza uma apuração independente e criteriosa sobre os procedimentos adotados pela atual gestão da unidade.
Não estou tratando este episódio como uma simples intercorrência entre alunos. Meu filho perdeu a consciência dentro da escola, sob responsabilidade e supervisão da instituição, sofreu traumatismo com ferimento que exigiu sutura e atendimento hospitalar, e a comunicação inicialmente realizada comigo sequer informou que ele havia desmaiado após ser submetido a um [Editado pelo Reclame Aqui] por outro aluno.
Diante da gravidade dos fatos, solicito ao Grupo Salta, com urgência:
Confirmação formal do recebimento desta comunicação e da notificação anexa;
Preservação imediata e integral de todas as imagens das câmeras relacionadas ao ocorrido, sem qualquer edição, exclusão ou sobrescrição, incluindo período anterior e posterior ao fato;
Apuração independente da atuação dos profissionais que estavam responsáveis pela supervisão dos alunos;
Esclarecimento formal e documental sobre o acionamento ou não do SAMU e sobre as informações divergentes que me foram apresentadas;
Relatório completo da ocorrência elaborado pela instituição e identificação dos profissionais presentes e responsáveis pela turma;
Disponibilização dos documentos já requeridos formalmente por meu advogado;
Afastamento cautelar do professor responsável pela turma no momento da ocorrência das atividades diretamente relacionadas ao caso, até que os fatos sejam devidamente apurados;
Afastamento cautelar do diretor ***** da condução e da apuração deste episódio, garantindo que a investigação interna seja realizada por instância independente da própria direção da unidade;
Adoção imediata de medidas para impedir qualquer contato ou nova situação de risco entre o aluno envolvido na agressão e meu filho, bem como avaliação, conforme o regimento escolar e a gravidade da ocorrência, das medidas disciplinares cabíveis, inclusive eventual transferência ou desligamento;
Posicionamento formal do Grupo Salta sobre quais providências serão adotadas para garantir a segurança do meu filho e dos demais alunos da unidade.
As medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis já estão sendo conduzidas com acompanhamento jurídico, inclusive quanto à responsabilidade dos envolvidos e da instituição.
Neste momento, minha prioridade absoluta é a integridade física e emocional do meu filho e a garantia de que um episódio desta gravidade não seja minimizado, tenha seus fatos alterados ou deixe de ser devidamente documentado e apurado.
Espero uma manifestação formal e urgente do Grupo Salta, especialmente considerando a gravidade do ocorrido e o fato de se tratar de uma criança que estava sob a responsabilidade da instituição no momento da agressão.
Atenciosamente,
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Grupo Salta respondeu
29/09/2026 às 15:40
Olá.
Recebemos sua manifestação sobre a ocorrência no Colégio ULBRA São Lucas.
O episódio foi registrado e analisado pela unidade, que adotou as providências cabíveis conforme os procedimentos da instituição.
A resposta à notificação extrajudicial será encaminhada diretamente a você, com os esclarecimentos sobre o ocorrido e as providências adotadas. Como a situação envolve alunos menores de idade, preservamos a privacidade dos envolvidos e não detalharemos o caso neste espaço público.
Permanecemos à disposição pelos canais oficiais da instituição.
Equipe Grupo Salta