O que aconteceu
RECLAMAÇÃO FORMAL DEMORA E FALHAS NA CONDUÇÃO DO PROCESSO DE INTERNAÇÃO E ASSISTÊNCIA MÉDICA
Paciente: *****
No dia 30/10/2026, após consulta com o Sr. Eduardo, cirurgião vascular credenciado ao grupo Hapvida, e de posse do relatório médico com indicação de internação, o paciente ***** dirigiu-se à emergência do Hospital Teresa de Lisieux, por volta das 12h30.
Após aproximadamente cinco horas e meia de espera, somente às 18h fomos encaminhados à enfermaria da emergência. Desde então, temos enfrentado uma série de informações desencontradas e falhas de comunicação entre as equipes responsáveis pela condução do caso.
Durante o atendimento, fomos informados de que existiria um protocolo de 30 horas de acompanhamento do paciente antes que a solicitação de internação pudesse ser efetivamente realizada. Entretanto, essa justificativa não condiz com a situação clínica apresentada, uma vez que se trata de um paciente com indicação de intervenção cirúrgica, cuja condição não apresenta perspectiva de resolução sem a realização do procedimento indicado.
Após mais de 48 horas, a solicitação de internação foi finalmente liberada, porém com autorização para um período muito limitado, aparentemente insuficiente para viabilizar a realização do procedimento cirúrgico.
Na manhã de domingo, 01/11/2026, por volta das 10h, fomos informados de que o médico vascular havia se recusado a realizar a internação e o procedimento, sob a justificativa de que não haveria tempo hábil dentro da modalidade de autorização concedida.
O que torna a situação ainda mais preocupante é que, até as 14h30 do mesmo dia, a solicitação de internação ainda não havia sido realizada, conforme informação fornecida pelo atendente do setor de acompanhamento. Essa informação diverge da posição da médica plantonista, que afirmou já ter encaminhado o pedido à equipe responsável. Mais uma vez, nos deparamos com informações contraditórias, sem qualquer resolução efetiva.
É fundamental destacar que estamos falando de um paciente idoso, de 73 anos, com câncer de próstata em tratamento e diabetes, que permanece exposto ao ambiente hospitalar sem que sejam assegurados, de forma adequada, os cuidados necessários à sua condição clínica.
Entre as necessidades assistenciais que nos preocupam estão a realização dos curativos especiais da lesão e a administração de antibióticos, ambos indicados no próprio relatório médico apresentado desde o início do atendimento.
Diante de todo o exposto, manifestamos nossa indignação com a demora, a falta de comunicação entre as equipes, as informações contraditórias e, principalmente, a ausência de uma solução efetiva para um paciente que necessita de assistência médica e intervenção cirúrgica.
Solicitamos providências imediatas para:
1. Regularização e efetivação da solicitação de internação, considerando a indicação médica apresentada.
2. Garantia da avaliação e realização do procedimento cirúrgico indicado, sem novos atrasos injustificados.
3. Assegurar os cuidados assistenciais necessários enquanto o paciente permanecer na unidade hospitalar, incluindo curativos e antibioticoterapia prescritos.
4. Esclarecimento formal sobre as falhas ocorridas na condução do processo, especialmente quanto à demora na solicitação e à divergência de informações entre os profissionais.
5. Garantia de que o paciente não seja prejudicado em razão de entraves administrativos, autorizações inadequadas ou falhas de comunicação interna.
Ressaltamos que a situação envolve um paciente idoso, com comorbidades e necessidade de intervenção, cuja assistência não pode ficar condicionada a desencontros administrativos e burocráticos.
Esperamos uma resposta imediata e, sobretudo, uma solução concreta, considerando que estamos tratando da saúde, da segurança e da integridade de um paciente em situação de vulnerabilidade.