Respondida

Não pude fazer minha ressonância magnética por cabelo supostamente molhado

Hospital Central do Tatuapé

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Venho registrar uma reclamação formal à Ouvidoria em relação ao atendimento que recebi no Hospital Central do Tatuapé no dia 19/09/2026, quando compareci para realizar uma ressonância magnética.

Cheguei ao hospital por volta das 05h30 e fui informada de que a biomédica iniciaria os atendimentos às 06h00. Por volta das 06h20, a profissional compareceu e informou inicialmente que o equipamento estava apresentando um problema e que seria necessário reiniciá-lo.

Na sequência, a profissional observou meu cabelo e afirmou que ele estava molhado. Expliquei que meu cabelo não estava molhado e que, no máximo, a ponta poderia estar levemente úmida, possivelmente por algumas gotículas de água que poderiam ter caído durante o banho.

Mesmo diante da minha explicação, não me foi oferecida nenhuma alternativa para solucionar a situação. A única opção apresentada foi cancelar o atendimento e retornar ao hospital no domingo, às 06h00.

Considero essa conduta extremamente questionável, principalmente porque, em outros hospitais onde já realizei exames, inclusive ressonância magnética e endoscopia, quando existe qualquer dúvida sobre umidade no cabelo, é disponibilizado um secador para que o paciente possa secá-lo antes do procedimento.

Após deixar o Hospital Central do Tatuapé, peguei um papel-toalha e passei no cabelo, constatando que ele estava seco. Entretanto, como a profissional já havia informado que não realizaria o exame, não houve qualquer tentativa de reavaliar a situação.

Diante disso, precisei acessar o aplicativo e realizar um novo agendamento no Hospital Vila Lobos. Ao chegar ao local, expliquei às atendentes exatamente o que havia ocorrido no Hospital Central do Tatuapé. Meu cabelo foi avaliado e considerado seco e, inclusive, fui informada de que havia um secador disponível caso fosse necessário utilizá-lo antes do exame.

A ressonância foi realizada normalmente, sem qualquer intercorrência.

Diante dos fatos, solicito que seja apurado cuidadosamente a situação, especialmente os seguintes pontos:

Qual é o protocolo do Hospital Central do Tatuapé para pacientes que apresentam cabelo supostamente molhado ou úmido antes de uma ressonância magnética?

O hospital possui secador disponível para os pacientes? Se possui, por que essa alternativa não me foi oferecida?

Caso não possua secador, por qual motivo um recurso tão simples não é disponibilizado para situações como essa?

A conduta adotada pela biomédica, de simplesmente determinar o cancelamento do exame, estava de acordo com o protocolo institucional?

Existe orientação para que os profissionais ofereçam ao paciente alguma alternativa antes de cancelar ou reagendar o exame?

O fato de o equipamento também estar apresentando problema no momento do atendimento teve alguma relação com a decisão de não realizar o meu exame?

A instituição considera adequada a forma como essa situação foi conduzida?

Ressalto que não questiono a preocupação da profissional com a segurança do procedimento. Entendo perfeitamente que uma ressonância magnética possui protocolos de segurança e que eles devem ser rigorosamente respeitados.

O que questiono é a falta de uma alternativa e de uma orientação adequada ao paciente. Se havia uma dúvida sobre a umidade do meu cabelo, esperava-se que fosse apresentada uma solução para que ele pudesse ser completamente seco e, posteriormente, reavaliado.

O ocorrido me causou transtorno, pois cheguei ao hospital às 05h30, aguardei atendimento e, posteriormente, fui obrigada a cancelar o procedimento e realizar um novo agendamento em outro hospital. Além do deslocamento e do tempo perdido, fiquei bastante desconfortável com a forma como fui atendida.

Também considero importante que a instituição esclareça se existe diferença entre o protocolo adotado pelo Hospital Central do Tatuapé e aquele praticado em outras unidades da rede, uma vez que, no Hospital Vila Lobos, fui avaliada, foi disponibilizado um secador caso necessário e o exame foi realizado normalmente.

Dessa forma, solicito uma apuração formal do ocorrido. inclusive informando se a conduta da profissional esteve de acordo com os protocolos institucionais e quais medidas serão adotadas para evitar que outros pacientes passem por situação semelhante.

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Interações da reclamação

  1. Hospital Central do Tatuapé respondeu

    23/09/2026 às 15:41

    Sra.Simone, boa tarde!

    Esclarecemos que foram realizadas tentativas de contato com os telefones informados na reclamação Prezada, porém sem sucesso. Diante disso, colocamos à sua disposição a Central de Atendimento da Ouvidoria Corporativa através do telefone 3003-4330 de segunda a sexta das 8h às 18h para que sejam prestados os esclarecimentos necessários.

    Cordialmente,

    Ouvidoria Rede DOr.