Não respondida

Fui cobrada indevidamente por atraso na alta hospitalar e desorganização no atendimento pediátrico

Hospital e Maternidade Iamada

cidade: Presidente Prudente

O que aconteceu

Título: Falta de organização no atendimento, demora na avaliação pediátrica e atraso na alta hospitalar

No dia 10/10, dei entrada no Hospital Iamada para realizar uma cesariana eletiva, com internação particular, sem utilização de plano de saúde. Gostaria de deixar claro que a equipe médica responsável pelo procedimento foi muito atenciosa. Entretanto, durante a internação, enfrentamos situações preocupantes relacionadas à assistência de enfermagem, à organização do atendimento pediátrico e à demora na realização dos procedimentos necessários para a alta.

Assim que fomos encaminhados ao quarto, percebemos a falta de profissionais de enfermagem para atender adequadamente às demandas dos pacientes. Além disso, a pediatra realizava a avaliação da minha filha apenas uma vez ao dia, sem um horário definido, o que demonstrou falta de previsibilidade e organização. Em razão desses atrasos, minha filha chegou a ficar sem roupa, aguardando a avaliação médica, sem que soubéssemos quando a pediatra compareceria ao quarto.

Fomos informados de que as diárias hospitalares vencem às 9h e que deveríamos desocupar o quarto até as 10h da manhã. Nossa previsão de alta era para segunda-feira, dia 12/10. No entanto, a pediatra compareceu ao quarto somente às 9h30 e levantou a possibilidade de minha filha apresentar icterícia neonatal, situação que exigia investigação por meio de exame.

O exame foi coletado às 9h40, mas fomos informados de que precisaríamos aguardar mais de duas horas pelo resultado. Ou seja, além de a avaliação pediátrica ter ocorrido praticamente no horário limite para a desocupação do quarto, a demora no resultado do exame comprometeu nossa previsão de alta e nos deixou sem uma definição sobre quando poderíamos sair do hospital.

Considero inadmissível que uma família que está pagando integralmente por uma internação particular precise enfrentar esse nível de desorganização em um momento tão delicado, especialmente quando se trata dos primeiros dias de vida de uma recém-nascida.

Diante disso, solicito esclarecimentos formais do Hospital Iamada sobre os seguintes pontos:

1. Por que não existe um horário previsível para a avaliação pediátrica diária, considerando que essa avaliação é fundamental para a segurança do recém-nascido e para a definição da alta hospitalar?

2. Por que há aparente insuficiência de profissionais de enfermagem para atender às necessidades dos pacientes internados?

3. Como o hospital pretende resolver a situação de famílias que ficam impossibilitadas de receber alta dentro do prazo previsto devido à demora no atendimento e nos resultados de exames?

4. Quem será responsável pelos custos adicionais de internação decorrentes do tempo de espera pelo resultado do exame, caso sejamos obrigados a permanecer no hospital além do horário de saída estabelecido? Não considero justo que o paciente seja responsabilizado financeiramente por atrasos que não estão sob seu controle.

Reforço que minha reclamação não é direcionada à equipe médica responsável pela cesariana, cujo atendimento foi satisfatório, mas à organização dos serviços hospitalares durante a internação e à falta de previsibilidade no atendimento pediátrico.

Espero que o Hospital Iamada apresente uma resposta objetiva, esclareça a questão das possíveis cobranças adicionais e proponha uma solução concreta para os problemas relatados. Estamos falando da saúde e da segurança de uma recém-nascida, e esse atendimento exige responsabilidade, organização e respeito às famílias.