O que aconteceu
Gostaria de registrar formalmente uma ocorrência relacionada ao atendimento prestado ao meu esposo, *****, durante sua internação no 3 andar, setor de pós-operatório, *****, após cirurgia de retirada da vesícula por videolaparoscopia.
Após retornar da cirurgia, Jeferson ingeriu água e apresentou um episódio de vômito, sujando o quarto e deixando o chão molhado. Solicitei à profissional de enfermagem responsável naquele momento que acionasse a equipe de limpeza.
Após aproximadamente 40 minutos, como ninguém havia comparecido, retornei ao posto de enfermagem e informei que o quarto continuava sem higienização. Fui informada de que não havia profissional da limpeza disponível naquele momento devido à troca de turno.
Além disso, meu esposo, recém-operado, precisava urinar. Já havíamos solicitado um papagaio, porém fomos informados de que ele demorava para subir e que já havia mais de uma hora que estávamos aguardando. Diante disso, a profissional me entregou um saco plástico transparente e orientou que meu esposo urinasse nele. Expliquei que ele não se sentia confortável em realizar sua necessidade daquela maneira.
Minha preocupação naquele momento era também com a segurança dele, pois Jeferson precisava se levantar para utilizar o banheiro enquanto o piso permanecia molhado devido ao vômito, apresentando risco de queda para um paciente recém-operado.
Após a discussão sobre a situação, foi solicitado que uma técnica de enfermagem colocasse um lençol sobre a área molhada para que ele pudesse passar e chegar ao banheiro. Mesmo assim, não houve auxílio da equipe para ajudá-lo a se levantar e se deslocar. Eu e a acompanhante de outro paciente fomos quem o auxiliamos.
Por volta das 19h30, o quarto ainda não havia sido devidamente higienizado. Ao utilizar o banheiro, Jeferson apresentou um novo episódio de vômito. Novamente, nós o auxiliamos a retornar para a cama, sem auxílio da equipe de enfermagem naquele momento.
Também gostaria de registrar a maneira como fui tratada quando procurei auxílio. Durante nossa conversa, a profissional elevou o tom de voz, balançava a cabeça enquanto eu falava e, na minha percepção, não demonstrou disposição para acolher a preocupação apresentada ou explicar de maneira tranquila quais alternativas poderiam ser oferecidas naquele momento.
Após o ocorrido, a acompanhante do paciente que dividia o quarto conosco dirigiu-se ao mezanino com a intenção de reclamar sobre a situação. Enquanto aguardava o elevador, ela presenciou a profissional comentando com outras pessoas da equipe de enfermagem, em referência ao ocorrido: Por isso que, a partir de hoje, quando descer do pós-operatório, ninguém vai beber água até às oito. Porque bebe água, vomita, passa mal e a culpa é minha.
Considero essa fala especialmente preocupante por ter ocorrido após uma situação envolvendo um paciente recém-operado que apresentou vômitos e necessitava de assistência. O vômito foi uma intercorrência do pós-operatório e nossa solicitação naquele momento era para que Jeferson tivesse um ambiente limpo, seguro e condições adequadas para utilizar o banheiro.
Por volta das 19h40, uma nova equipe assumiu o plantão e realizou a verificação dos sinais vitais. A pressão arterial de Jeferson estava em aproximadamente 14/8. Durante a verificação da oxigenação, percebi que o valor apresentado estava baixo. O profissional perguntou se ele estava apresentando dificuldade para respirar, e Jeferson respondeu que sim, relatando também dor ao respirar. Sua fala estava bastante pausada.
Posteriormente, a enfermeira Ivani entrou no quarto para avaliar a região da cirurgia. Relatei a ela o que estava acontecendo. Ela nos atendeu de maneira calma e atenciosa, verificou a situação e retornou informando que seria colocado oxigênio para ajudá-lo a respirar melhor.
Faço questão de registrar positivamente a postura da enfermeira Ivani, pois demonstrou atenção diante da condição apresentada pelo paciente.
Também foi identificado um problema com a cama utilizada por Jeferson no *****. A região destinada às pernas permanecia elevada e estava causando incômodo. Tentamos abaixá-la pelo controle da cama, porém o comando não funcionou. A própria enfermeira Ivani também tentou realizar o ajuste, sem sucesso. Ao observarmos a parte inferior da cama, verificamos a presença de vários parafusos soltos sob o equipamento. Mesmo após as tentativas, não foi possível abaixar a região das pernas da cama.
Registro essa situação porque se tratava da cama destinada a um paciente recém-operado, que já apresentava dor e desconforto, e o equipamento não permitia o ajuste de posição solicitado.
Minha reclamação, portanto, envolve um conjunto de situações ocorridas durante o pós-operatório: a demora na higienização após os episódios de vômito; a permanência do piso molhado e o consequente risco de queda; a demora superior a uma hora para disponibilização do papagaio; a orientação para que urinasse em um saco plástico; a ausência de auxílio para levantar-se e utilizar o banheiro; a forma como nossas solicitações foram tratadas; e a disponibilização de uma cama que não permitia o ajuste adequado de sua posição.
Diante do ocorrido, solicito que o hospital apure formalmente tanto a assistência prestada quanto as condições do equipamento disponibilizado no *****, incluindo a identificação dos profissionais responsáveis pelo plantão naquele período e, se possível, a verificação dos registros assistenciais correspondentes.
Solicito também um retorno formal sobre a apuração e as providências adotadas. Considero fundamental que pacientes em pós-operatório recebam assistência segura, respeitosa e adequada, além de permanecerem em instalações e equipamentos em condições apropriadas para sua recuperação.
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Hospital e Maternidade Vidas respondeu
25/09/2026 às 09:49
Prezada,
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Equipe atendimento ao cliente.