O que aconteceu
No dia 23 de agosto de 2026 fui atropelada e dei entrada no hospital metropolitano por volta das 16h44.
Fraturei minha clavícula, recebi os medicamentos errados, não fui orientada à cirurgia. E ainda por cima me indicaram entrar em contato com um ambulatório que não atendia meu plano (ou seja, ficaria sem continuidade do tratamento). Como vou entrar num processo contra a pessoa que me atropelou, o ÚNICO DOCUMENTO ESSÊNCIAL que preciso para o processo é meu PROTOCOLO INICIAL DE ATENDIMENTO feito no dia do atropelamento. No dia 6 de setembro compareci ao Hospital Metropolitano fazendo a solicitação, que só pode ser feita presencialmente, já que lá ninguém atende telefone e não há emails. Disseram que estaria pronto em 20 dias e que eu precisaria retira-lo presencialmente.
Ontem fui ao hospital fazer a retirada, eles me entregaram uma Prescrição médica (que eu já tinha) e um rascunho escrito "anotações de enfermagem". Informei que não sairia do hospital sem meu protocolo médico, meu direito segundo o Estatuto dos Direitos do Paciente, instituído pela Lei n 15.378/2026.
A profissinal Edilaine (Ou Eliane, não lembro) pegou meu telefone e se comprometeu a se responsabilizar pessoalmente por isso, disse que entraria em contato comigo ainda ontem para resolver a situação, já que eu estava na hospital há mais de 1 hora esperando o protocolo. Isso não aconteceu.
Como é impossível entrar em contato com o hospital por telefone, visto que ninguém atende sua ligação, considero que houve recusa em me fornecer meu protocolo médico, que impacta diretamente no meu processo contra a pessoa que me atropelou. Cabe a minha procurar o Conselho Regional de Medicina (CRM) para conseguir meu protocolo e poder entrar com o processo.
Veja bem, eu fui ATROPELADA, fui mal atendida e mal orientada, e ainda por cima estou tendo que mover montanhas para conseguir um documento SIMPLES que atesta que eu sofri uma fratura de clavícula no dia 23 de agosto. A minha SORTE é que tenho o raio-X do dia e poucos dias depois fui em um Hospital de Verdade. Se não, eu não poderia provar meu acidente por pura incompetência do Hospital Metropolitano.