O que aconteceu
Quero registrar minha profunda indignação com o atendimento prestado ao meu esposo no Pronto-Socorro do Parque Imperial e, posteriormente, no Hospital Municipal de Barueri (Mouran).
Meu esposo sofreu um grave acidente com uma serra e chegou ao Pronto-Socorro do Parque Imperial em situação de emergência, com fraturas expostas e lesões graves nos dedos da mão esquerda, que estavam aparentemente deslocados/caídos.
No primeiro atendimento, foram realizados os primeiros socorros e feita a sutura dos dedos. O que nos causou grande preocupação é que, segundo o que presenciamos, a sutura foi realizada antes da realização de qualquer exame de imagem. Somente depois foi feito um raio-X, e então o médico decidiu que ele deveria ser transferido para o Hospital Municipal de Barueri (Mouran).
Ao chegarmos ao Hospital Mouran, meu esposo foi atendido pelo Dr. Henrique C. M. Cunha. Foi elaborado um relatório informando que não seria possível prestar atendimento devido à superlotação do hospital.
Meu esposo estava sentindo muita dor e havia recebido medicação, inclusive Tramal, durante o dia. Como estava debilitado e medicado, procurei entender pessoalmente o que estava acontecendo e pedi que o médico me explicasse a situação.
Quando conversei com o médico, fui informada de que havia sido realizado um procedimento inadequado anteriormente e que, caso a sutura não tivesse sido feita, poderia ter sido realizada uma cirurgia. Também fomos informados de que, por sermos moradores de Osasco e não de Barueri, o atendimento deveria ser realizado pelo município de origem.
Não cabe a mim afirmar qual é a norma ou protocolo correto, mas considero extremamente grave que um paciente que chegou com uma lesão traumática grave e fratura exposta tenha passado por todo esse sofrimento sem que nós, familiares, recebêssemos informações claras desde o início sobre o motivo pelo qual ele não poderia ser atendido naquele hospital.
Depois disso, tivemos que aguardar por mais de 5 horas por uma ambulância para retornar ao Pronto-Socorro do Parque Imperial.
Estamos enfrentando uma situação extremamente angustiante. Meu esposo está desde ontem, por volta das 21h, em atendimento, com dor, passando de um serviço para outro e, até este momento, 12h23 do dia seguinte, sem alimentação.
O que mais me revolta não é apenas a demora. É a sensação de abandono e falta de comunicação diante de um paciente que sofreu um acidente grave e precisava de atendimento especializado.
Como esposa, fiquei desesperada ao ver meu marido com dor, medicado, sem saber o que aconteceria com sua mão e sendo transferido novamente de um hospital para outro.
Espero sinceramente que os responsáveis pelos dois serviços apurem o que aconteceu, principalmente em relação ao primeiro procedimento realizado, à demora na transferência, à comunicação com a família e à condução de um caso de trauma com fratura exposta.
Deixo aqui meu relato para que outras famílias tenham conhecimento do que vivenciamos e, principalmente, para que os responsáveis pela saúde pública possam olhar para essa situação com seriedade.
Não estamos pedindo tratamento especial. Estamos pedindo atendimento adequado, informação, respeito e dignidade para um paciente em situação de emergência.
É muito triste e revoltante passar por uma situação como essa justamente quando mais precisamos do sistema de saúde.
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4Interações da reclamação
Hospital Municipal de Barueri - Dr. Francisco Moran respondeu
17/09/2026 às 13:36
Boa tarde!
A queixa foi encaminhada à Direção do HMB, que realizará as devidas verificações e, posteriormente, nos dará um retorno.
Quanto ao Pronto-Socorro do Parque Imperial, solicitamos que a manifestação seja direcionada diretamente à referida unidade, uma vez que não possuímos vínculo com essa instituição.
Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
Problema foi resolvido?NãoVoltaria a fazer negócio?NãoNota do atendimento0Nada foi resolvido