O que aconteceu
Meu filho, Davi, que é pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tinha uma consulta pediátrica agendada no hospital nipo brasileiro.
Chegamos apenas 5 minutos atrasados, sendo que o próprio hospital informa tolerância de 10 minutos no e-mail de confirmação, conforme provo a seguir. A consulta era com a dra. Luci Sakagawa Takara. Mas ao chegar no local, fomos informados de que a médica havia ido embora. Que eramos os últimos pacientes. Bom, eu não cuido da agenda da médica, somos pacientes e não secretária da mesma, assim eu não devo ser penalizada por um erro de informação do próprio hospital.
Eu agendei o exame, pois preciso atualizar o laudo da sulamerica do meu filho, pois as terapias dele foram suspensas há uma semana. Então essa consulta era muitoo importante. Tirei meu filho mais cedo da aula para levá-lo.
Diante disso, solicitei que verificassem a possibilidade de outro médico atendê-lo, já que o agendamento deixa claro a tolerância. Mesmo que o atendimento fosse apenas para atualizar o laudo, tendo como base, o anteior. Procedimento que levaria 5 minutos ou menos. Outra médica aceitou realizar o atendimento, a dra. Renata Yamaguchi, porém informou que atenderia primeiro todos os pacientes da sua agenda, inclusive aqueles que ainda chegariam, e somente depois atenderia meu filho.
Concordei, pela necessidade de urgência, abri a ficha e ficamos aguardando. Porém, meu filho já se encontrava agitado e desregulado em razão da espera. Ele começou a apagar e acender repetidamente as luzes do ambiente, demonstrando claramente que não tinha condições de permanecer aguardando por um período indeterminado. É justamente diante das necessidades específicas e da dificuldade que pessoas com TEA podem apresentar em situações de espera e desregulação que existe a previsão legal de atendimento prioritário. Portanto, exigir que uma criança com TEA aguarde toda a fila de pacientes, sem previsão de quando seria atendida, esvazia a própria finalidade da prioridade legal assegurada a esse público.
Pedi que a equipe perguntasse novamente se, após finalizar o paciente que já estivesse em atendimento, meu filho seria colocado como prioridade por ser uma criança com TEA. A resposta foi que a regra seria a mesma para todos e que ele teria que aguardar toda a fila de pacientes agendados.
É importante esclarecer: não pedi que a médica interrompesse o atendimento de ninguém. O que solicitei foi que, terminado o atendimento que já estava em andamento, fosse respeitada a prioridade legal do meu filho em relação aos demais pacientes que ainda aguardavam.
A Lei n 10.048/2000 assegura atendimento prioritário à pessoa com TEA e prevê que, inexistindo atendimento específico para prioridade, ela seja atendida imediatamente após a conclusão do atendimento em andamento, antes das demais pessoas.
Além disso, ainda precisamos de uma explicação sobre por que uma consulta foi considerada perdida após apenas 5 minutos de atraso, quando a própria instituição informa tolerância de 10 minutos.
Espero uma resposta formal esclarecendo:
por que a tolerância informada no agendamento não foi respeitada;
qual é a política do estabelecimento para atendimento prioritário de pessoas com TEA;
por que a a Dra Renata se recusou a aplicar a lei, mesmo sendo solicitado 2x pela recepçao;
e quais providências serão tomadas para que isso não aconteça novamente. Informo também que a minha indignação chegará ao conselho de medicina que deve apurar a conduta médica e do hospital. Diante desses fatos, solicito que seja apurado se a conduta adotada, além de representar eventual descumprimento da prioridade legal assegurada à pessoa com TEA, pode caracterizar retardamento ou dificuldade indevida de acesso à assistência médico-hospitalar em razão da deficiência, nos termos da legislação aplicável.
Não estou buscando privilégio para meu filho. Estou solicitando o cumprimento de um direito legal de uma criança especial. Sigo mais uma semana sem terapia. é lamentável o despreparo dos pediatras desse hospital.
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4Interações da reclamação
Hospital Nipo Brasileiro-Parque Novo Mundo respondeu
25/09/2026 às 16:20
Prezada Sra. Raquel, boa tarde.
Conforme contato em 22/09/2026, lamentamos muito a sua experiência, visto não ser o padrão de nosso atendimento e informamos que o seu relato foi encaminhado para gestão da área responsável para melhorias internas e ações necessárias.
Cordialmente
Ouvidoria
Hospital Nipo-Brasileiro