O que aconteceu
Descaso e despreparo no atendimento de emergência
Venho registrar minha indignação com o atendimento prestado à minha esposa, *****, no Hospital Vitória.
Após uma cirurgia de neovesícula, minha esposa passou a apresentar dores abdominais intensas, chegando ao nível 10 de 10. Em um período de aproximadamente 30 dias, procurou a emergência do Hospital Vitória por três vezes.
Em todas as ocasiões foram realizados exames e fomos informados de que não havia alteração relevante, coleção ou qualquer situação que justificasse uma intervenção. Ela recebeu medicação para dor e foi liberada para casa.
O problema é que a dor persistiu e se agravou. Hoje, ela está internada há três dias no Hospital Samaritano, com dor nível 10 e necessidade de medicação forte, inclusive morfina. Agora existe a possibilidade de uma coleção e até mesmo da necessidade de drenagem ou novo procedimento.
Como uma paciente pode procurar uma emergência três vezes, relatando dores de intensidade 8, 9 e posteriormente 10, realizar exames e ser liberada repetidamente, para somente depois de mais de 30 dias surgir a possibilidade de uma complicação que talvez necessite de procedimento?
Como família, o que sentimos é descaso, falta de acompanhamento e possível despreparo na condução do caso, principalmente diante da intensidade e da persistência dos sintomas.
Não estou afirmando antecipadamente que houve erro médico. Estou exigindo respostas.
Quero saber quais exames foram realizados, quais hipóteses foram consideradas, quais condutas foram adotadas e por que, diante da persistência da dor e da ausência de melhora, a investigação não foi aprofundada anteriormente.
Minha esposa está há mais de 30 dias sofrendo, sem conseguir dormir adequadamente, trabalhar ou exercer normalmente suas atividades e afastada dos próprios filhos.
Não estamos buscando culpados. Estamos buscando responsabilidade, transparência e uma resposta concreta.
Solicito um posicionamento formal e detalhado do Hospital Vitória/Rede Américas sobre os três atendimentos, especialmente sobre a possibilidade de a complicação atualmente investigada já estar presente nas avaliações anteriores.
A situação é grave e o sofrimento da minha esposa não pode ser tratado como algo normal.