O que aconteceu
ASSUNTO: DENÚNCIA DE CONSTRANGIMENTO, COAÇÃO E POSSÍVEL USO INDEVIDO DE DADOS PESSOAIS
Venho, por meio desta, denunciar uma situação extremamente constrangedora e abusiva vivenciada por minha mãe durante o momento que ela estava na instituição
Minha mãe estava emocionalmente fragilizada no momento da abordagem e, durante a conversa, o indivíduo começou a fazer perguntas invasivas sobre sua vida pessoal. Ela ficou bastante abalada e chegou a chorar na presença dele. Mesmo percebendo seu estado emocional, o homem continuou pressionando-a para realizar a matrícula em um curso particular, apesar de ela ter explicado diversas vezes que não tinha condições financeiras para arcar com os custos e que não desejava contratar o serviço.
O indivíduo não respeitou suas negativas e permaneceu segurando sua identidade, dificultando o encerramento da abordagem. Além disso, passou a insistir que ela conseguisse dinheiro emprestado ou utilizasse o cartão de outra pessoa para pagar a matrícula. Minha mãe continuou dizendo que não tinha dinheiro e que não queria prosseguir, mas ele insistia, alegando que queria ajudá-la a sair daquela situação, enquanto, na prática, continuava submetendo-a a uma situação de pressão e constrangimento, mesmo diante de seu sofrimento emocional.
A situação se tornou ainda mais preocupante quando o homem pegou a identidade que estava em sua posse e pediu que minha mãe o acompanhasse até uma loja de calçados localizada no próprio calçadão. Ao chegarem ao estabelecimento, ele entregou o documento dela a uma funcionária e informou que ela tentaria abrir um crediário.
Na loja, a funcionária solicitou alguns dados pessoais e pediu que minha mãe informasse um código recebido em seu celular. Em seguida, comunicou que o cartão e o crediário haviam sido aprovados. Entretanto, informou que, para desbloquear o cartão, seria necessário realizar uma compra na loja.
Minha mãe deixou claro que não queria comprar nada e que não desejava prosseguir com aquela situação. Mesmo assim, o homem continuou pressionando-a, sugerindo que comprasse uma meia no valor de R$ 15,00, alegando que seria apenas para desbloquear o cartão e, posteriormente, utilizá-lo para pagar a matrícula do curso. Mais uma vez, ela recusou a proposta.
depois de diversas negativas o homem se alterou e começou falar que estava tentando tirar ela da vida que ela está,Em seguida, devolveu sua identidade e foi embora.
É importante destacar que minha mãe se sentiu constrangida, pressionada e emocionalmente abalada durante toda a abordagem. Ela estava chorando, demonstrou claramente que não desejava realizar a matrícula nem contratar qualquer serviço financeiro, mas, ainda assim, o indivíduo continuou insistindo e mantendo sua identidade consigo.
Consideramos essa conduta extremamente preocupante, principalmente pela insistência diante de recusas expressas, pela retenção do documento de identificação, pela pressão para que ela assumisse um compromisso financeiro e pela utilização de seus dados pessoais durante uma tentativa de abertura de crediário e emissão de cartão.
Diante do ocorrido, solicitamos que os fatos sejam devidamente apurados, que seja verificado se houve a abertura de crediário, a emissão de cartão ou a contratação de qualquer serviço financeiro em nome de minha mãe e que sejam tomadas as providências cabíveis para garantir sua segurança e evitar possíveis prejuízos financeiros decorrentes dessa situação.
Ressaltamos que nenhuma pessoa deve ser submetida a esse tipo de pressão ou constrangimento, especialmente quando se encontra emocionalmente fragilizada e manifesta repetidamente que não deseja contratar um serviço.
Solicitamos uma apuração rigorosa dos fatos e providências cabíveis em relação à conduta do indivíduo e aos procedimentos realizados no estabelecimento comercial.
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4Interações da reclamação
IFP- Instituto de Formação Profissional respondeu
04/11/2026 às 15:48
Olá, Raissa. Tudo bem?
Apreciamos o seu contato e informamos que o relato foi prontamente apurado junto à gestão da unidade e à orientadora responsável pelo atendimento.
Após a apuração interna e a oitiva da profissional envolvida, esclarecemos que os fatos não ocorreram da maneira relatada e que não houve qualquer tipo de coação, retenção de documento ou pressão sobre a sua mãe.
Reforçamos que a apresentação do documento de identificação é uma exigência operacional padrão, destinada exclusivamente à validação cadastral para a emissão de certificados dos nossos workshops e cursos gratuitos. Reiteramos também que o IFP não realiza, não autoriza e não possui qualquer ingerência sobre abertura de crediários ou intermediação de serviços financeiros em estabelecimentos terceiros.
Conforme checagem em nossos registros, confirmamos que não existe qualquer contrato, matrícula ou pendência financeira em nome da sua mãe em nossa instituição, garantindo que nenhum vínculo foi gerado.
Pautamos nossa atuação na transparência e no respeito e reafirmamos que o atendimento seguiu estritamente as diretrizes operacionais do IFP. Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos.
Pedro Moura
Consultor Rede IFP
Telefone para contato: +55 61 9197-2651
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