O que aconteceu
Venho, por meio desta manifestação, registrar minha profunda insatisfação com o atendimento que me foi prestado no Hospital Brasília - Unidade Águas Claras nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2026, bem como solicitar a devida apuração dos fatos relatados e o encaminhamento de resposta formal acerca das providências adotadas.
No dia 14/9/2026, procurei atendimento no pronto-socorro da unidade em razão de um quadro clínico extremamente debilitante, caracterizado por intensa fraqueza, sensação iminente de desmaio, náuseas, sudorese excessiva e incapacidade de permanecer em pé. Apesar da evidente gravidade dos sintomas apresentados, já no setor de recepção tive a percepção de que não recebi a atenção e o acolhimento compatíveis com minha condição.
Posteriormente, fui atendida por um médico do pronto-socorro que, salvo engano, chama-se Thiago, e que realizava atendimentos no Consultório 4, durante o turno da manhã. Relatei que me encontrava adoecida havia aproximadamente três dias, com importante agravamento dos sintomas naquela data. O profissional solicitou apenas exames laboratoriais e prescreveu uma medicação para controle das náuseas.
Após a liberação dos resultados, tive de me deslocar com extrema dificuldade até o consultório para nova avaliação. Ainda assim, permaneci aguardando por considerável período sem qualquer atendimento, enquanto ele estava sozinho no consultório.
Quando finalmente fui chamada, deparei-me novamente com uma postura nada cortês (bem grosseira). Em determinado momento, ao imaginar que o médico havia se dirigido a mim, perguntei se havia sido feita alguma pergunta. Em resposta, recebi a seguinte manifestação: "Ainda não falei com você."
Em seguida, o médico informou que os exames não apontavam alterações relevantes. Diante disso, minha mãe questionou se seria realizado algum exame físico complementar, ao que o profissional respondeu, de forma que considerei inadequada e desrespeitosa: "A senhora não ouviu o que eu acabei de dizer? Os exames não deram nada."
Embora os exames laboratoriais não tivessem apontado alterações significativas, meu estado clínico continuava extremamente comprometido. Por essa razão, manifestei que não me sentia em condições de deixar o hospital, sobretudo pelo receio de sofrer um desmaio ou apresentar agravamento súbito do quadro. A resposta recebida foi que poderia ser solicitada minha internação, mas que eu permaneceria por longo período acomodada em uma poltrona, em razão da ausência de quartos disponíveis. Ainda assim, diante da minha condição, optei por aguardar.
Somente após aproximadamente três horas fui encaminhada ao quarto 218. Mesmo após a internação, o atendimento prosseguiu de forma lenta. Em determinado momento, uma médica informou que prescreveria medicação para o meu tratamento. Contudo, cerca de uma hora e trinta minutos após a administração dos medicamentos, comecei a apresentar sintomas alarmantes, consistentes em rigidez mandibular intensa e desvio progressivo da face direita.
Como eu estava desacompanhada, acionei a campainha para solicitar auxílio. Inicialmente, um profissional entrou em contato por telefone para questionar o motivo do chamado. Ao informar que minha boca estava ficando torta e que eu me encontrava em franca piora, a equipe dirigiu-se ao quarto. A gravidade da situação parecia ter causado preocupação inclusive entre os próprios profissionais que me atenderam naquele momento.
Após a administração de medicações destinadas a controlar a reação apresentada, fui encaminhada com urgência para a UTI, Leito 22. Nessa ocasião, fui recebida por um médico que demonstrou atenção, humanidade e genuína preocupação com meu estado de saúde, adotando prontamente medidas para amenizar os sintomas e monitorar minha evolução clínica.
Infelizmente, após a troca de plantão, a qualidade da assistência prestada sofreu considerável deterioração. Passei a observar uma postura pouco acolhedora e insuficientemente atenciosa por parte de alguns integrantes das equipes médica e de enfermagem.
Na manhã do dia 15/9/2026, fui atendida por outro médico, cujo nome não recordo, mas que certamente poderá ser identificado pelos registros internos da instituição. Também nessa ocasião me senti desrespeitada em razão da forma excessivamente ríspida com que fui tratada.
Além disso, causou-me grande desconforto o ambiente existente na UTI durante o período de minha permanência. Diversos profissionais mantinham conversas frequentes sobre assuntos estranhos às atividades assistenciais, muitas vezes em tom elevado e incompatível com um setor destinado a pacientes em estado crítico. A impressão transmitida era a de um ambiente de descontração excessiva, circunstância que comprometia o repouso dos pacientes e aumentava significativamente meu desconforto físico e emocional. Ao manifestar meu desconforto em razão do excesso de ruídos no ambiente, recebi da médica a justificativa de que "as pessoas precisavam socializar". Tal resposta causou-me profundo estranhamento, sobretudo em se tratando de uma Unidade de Terapia Intensiva, ambiente que, por sua própria natureza, demanda serenidade, discrição e o máximo de silêncio possível, de modo a preservar o repouso, o bem-estar e a recuperação dos pacientes. É razoável esperar que as comunicações entre os profissionais se restrinjam ao necessário para o desempenho de suas atividades assistenciais, mantendo-se a observância da postura e do ambiente compatíveis com a gravidade e a sensibilidade inerentes a esse setor hospitalar.
Toda essa experiência foi particularmente dolorosa porque ocorreu em um momento de extrema fragilidade, em que eu necessitava não apenas de atendimento técnico adequado, mas também de acolhimento, empatia, respeito e cuidado humanizado.
Diante do exposto, solicito a rigorosa apuração dos fatos relatados, especialmente quanto à conduta dos profissionais envolvidos e à qualidade da assistência prestada nos dias mencionados, bem como o encaminhamento de resposta formal acerca das conclusões da apuração e das providências eventualmente adotadas pela instituição.
A experiência vivenciada foi tão negativa que, neste momento, não me sinto segura para retornar a essa unidade hospitalar, apesar da reconhecida importância do serviço que presta à comunidade.
Atenciosamente,
Natália M. F. Nogueira
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4Interações da reclamação
Hospital Águas Claras respondeu
07/10/2026 às 11:57
Prezada Senhora,
Agradecemos por compartilhar sua manifestação conosco e pela oportunidade de analisar o ocorrido.
Informamos que esta mensagem não representa a resposta final à sua solicitação. Seu caso já foi encaminhado para as áreas responsáveis e está sendo analisado com toda a atenção, para que possamos apresentar um posicionamento completo e assertivo.
Encaminhamos um e-mail para o endereço cadastrado na plataforma Reclame Aqui, com o objetivo de facilitar nossa comunicação.
Assim que a análise for concluída, entraremos em contato para apresentar a resposta final e os esclarecimentos necessários.
Agradecemos compreensão e permanecemos à disposição.
Caso prefira, você também pode falar conosco por meio dos nossos canais oficiais:
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Atenciosamente,
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