Resolvido

Professor expôs minha filha de 12 anos e a constrangeu na frente da turma

INSTITUTO SIESP

cidade: São Paulo

O que aconteceu

CONSTRANGIMENTO DE ALUNA DE 12 ANOS POR PROFESSOR

Venho registrar minha profunda indignação com a forma como minha filha, *****, de apenas 12 anos, foi tratada por um professor do Instituto SIESP Santana no dia 12/09/2026, no período da manhã.

Minha filha vinha faltando a algumas aulas e, diante disso, fui procurada pela ***** para saber o que estava acontecendo.

Expliquei que ***** havia comentado comigo que estava desanimada com as aulas e que a didática e a dinâmica de um professor substituto não estavam sendo satisfatórias para ela do ponto de vista da aprendizagem. Por esse motivo, ela estava pensando em parar de frequentar as aulas. A ***** informou que esse seria o novo professor fixo da turma e sugeriu uma alternativa: em vez de abandonar o curso, que ***** experimentasse outra turma. Orientou que ela a procurasse no sábado seguinte para receber as orientações necessárias.

Foi exatamente o que minha filha fez.

No sábado, dia 12/09, ***** procurou a *****, que pediu que ela assinasse a lista de presença de sua turma habitual e, depois, fosse para a nova turma.

***** apenas seguiu a orientação que recebeu da própria instituição.

Ao chegar a sala, solicitou a lista de presença. O ***** perguntou se ela iria assinar duas listas. ***** explicou que já havia conversado com a ***** e que havia sido orientada a assinar a lista de sua turma habitual e, depois, participar da aula da outra turma.

O professor então perguntou por que ela iria para outra turma.

***** respondeu que preferia mudar porque não estava conseguindo compreender bem as aulas naquela sala e que faria um teste na outra turma naquele dia.

Foi nesse momento que a situação tomou uma proporção completamente desnecessária e inaceitável.

O professor, de pé diante da carteira da minha filha, passou a questioná-la em tom que ela percebeu como intimidatório e vexatório e, em vez de tratar a situação individualmente, expôs o assunto diante de toda a sala.

Sem sequer dar tempo para que ***** concluísse sua resposta, ele chamou a atenção dos demais alunos e perguntou, em voz alta, se havia mais alguém que não estava gostando da aula dele.

Alguns alunos se manifestaram.

Então, diante de toda a turma, o professor voltou-se para os demais e perguntou:

Por que essa menina está querendo trocar de turma. Em tom sarrista.

E, dirigindo-se à minha filha:

Não sei por que você está querendo mudar de sala, mas eu não posso te obrigar a ficar, então vai.

Minha filha assinou a lista e deixou a sala.

Como mãe, considero essa conduta extremamente grave e inadmissível, sobretudo por ter sido praticada por um adulto que ocupa justamente a posição de educador diante de uma criança de 12 anos.

Um educador possui uma responsabilidade ainda maior na maneira como se dirige a um aluno. Se existe uma dúvida sobre o motivo pelo qual uma aluna está mudando de turma, o mínimo esperado seria chamá-la para conversar individualmente, ouvi-la e esclarecer a situação de maneira respeitosa.

Não era necessário colocá-la diante de toda a turma.

Não era necessário transformar uma decisão administrativa e pedagógica em uma situação pública.

E, principalmente, não era necessário utilizar um tom que fez uma menina de 12 anos se sentir exposta, envergonhada e constrangida diante dos colegas.

Minha filha não estava desrespeitando o professor.

Não estava provocando uma discussão.

Não estava abandonando o curso.

Não estava se recusando a estudar.

Ela estava simplesmente seguindo uma orientação dada pela própria instituição para tentar encontrar uma turma em que conseguisse compreender melhor as aulas.

Pelo relato da minha filha, o tom utilizado e a forma como ela foi exposta fizeram com que ela percebesse claramente a situação como uma tentativa de constrangê-la diante dos colegas. Não vejo como uma simples pergunta sobre mudança de turma possa justificar a maneira vexatória como a situação foi conduzida.

Se o professor se sentiu questionado ou incomodado pelo fato de uma aluna querer mudar de turma, isso poderia ter sido tratado diretamente com a coordenação ou em uma conversa reservada com a própria aluna.

O professor não precisava transformar a dificuldade de aprendizagem de uma criança em uma situação pública diante dos colegas.

Depois de sair da sala, ***** ainda participou da aula na nova turma. Porém, quando seu pai foi buscá-la, percebeu que ela estava nervosa e com aparência de que iria chorar.

Isso demonstra que não estamos falando de uma situação irrelevante ou de um simples desconforto momentâneo.

Estamos falando do impacto que a postura de um adulto teve sobre uma menina de 12 anos.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura à criança e ao adolescente o direito à dignidade e ao respeito, incluindo a preservação de sua integridade psíquica e moral, além de protegê-los contra tratamento vexatório ou constrangedor. O ECA também assegura ao aluno o direito de ser respeitado por seus educadores.

Quero deixar claro que não estou reclamando porque o professor perguntou sobre a mudança de turma. Ele tinha todo o direito de buscar esclarecimentos.

Minha reclamação é sobre a maneira como ele fez isso.

É sobre o tom utilizado.

É sobre a exposição diante da turma.

É sobre ter transformado uma questão que poderia ser resolvida de maneira reservada em uma situação pública.

Por isso, solicito que a instituição:

1. Registre formalmente esta reclamação e apure o ocorrido;

2. Verifique com a ***** as orientações que foram dadas à minha filha naquele dia;

3. Esclareça se o ***** dói chamado a ter alguma conversa sobre o ocorrido e se sim, qual justificativa foi dada.

4.Informe quais providências serão adotadas diante do ocorrido;

5.Oriente seus profissionais quanto à necessidade de preservar a dignidade e a integridade emocional de alunos menores de idade, especialmente quando apresentam dificuldades de aprendizagem ou manifestam insatisfação com uma aula.

Para mim, enquanto mãe e responsável, o ocorrido ultrapassa uma simples divergência entre professor e aluna. A maneira como um adulto, ocupando uma função de educador, escolheu abordar e expor uma menina de apenas 12 anos comprometeu a confiança que eu depositava na instituição para cuidar, orientar e educar minha filha. Quando entregamos nossos filhos aos cuidados de uma instituição de ensino, esperamos que, mesmo diante de conflitos, críticas ou dificuldades, eles sejam tratados por seus educadores com respeito, equilíbrio e responsabilidade. Depois de presenciar o impacto que essa conduta teve sobre minha filha e diante da forma como a situação foi conduzida, não me sinto mais segura em manter ***** nesse ambiente, pois não tenho a confiança de que uma próxima situação envolvendo minha filha será conduzida com o cuidado e o respeito que considero indispensáveis. É justamente essa quebra de confiança, provocada pela conduta adotada nesse episódio, que fundamenta minha decisão de não dar continuidade ao contrato.

Ressalto ainda que esta mesma reclamação será formalizada também por e-mail, para que haja registro documental da ocorrência e da minha solicitação de cancelamento, e será igualmente registrada no site Reclame Aqui, com o objetivo de deixar documentado o ocorrido, a forma como minha filha foi tratada e a resposta que será apresentada pela instituição. Espero, contudo, que o Instituto SIESP Santana trate esta situação com a seriedade necessária e que possamos resolver a questão de forma transparente e adequada, sem que seja necessário qualquer outro encaminhamento.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. INSTITUTO SIESP respondeu

    05/10/2026 às 16:17

    Olá Raisa tudo bem. Espero que sim.

    Conforme conversamos, os devidos esclarecimentos sobre a questão mencionada já foram realizados.

    Caso ainda reste alguma dúvida, por favor, não hesite em me acionar estou à disposição para ajudar no que for necessário.

    Ah, antes que eu me esqueça: por gentileza, finalize a publicação indicando que o problema foi resolvido e, se possível, avalie o atendimento prestado. Ficarei muito grata se puder me atribuir uma nota 10!

    Agradeço pela confiança no meu atendimento e reforço que sigo à disposição sempre que precisar.

    Atenciosamente,

    INSTITUTO SIESP

  2. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Sim
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento10

    No dia do ocorrido conversei com a Karina por telefone, que pediu desculpas pelo acontecido. Depois que registrei formalmente a reclamação, fui procurada pela gestão do instituto se posicionando contra a conduta do professor e esclarecendo as medidas que seriam tomadas com relação a ele. Realizei a quebra de contrato, não pretendo voltar a fazer negócio porém não posso reclamar nem desqualificar o atendimento que recebi dos funcionários posteriormente. Foram respeitosos, acolhedores e dispostos a resolver meu problema.