O que aconteceu
Meu Jeep está completando apenas dois anos de uso, mas minha experiência tem sido marcada por problemas recorrentes, longos períodos sem o veículo, despesas com deslocamentos e falta de retorno da marca e das concessionárias.
PRIMEIRO ANO: PROBLEMA INFORMADO E POSTERIOR SUPERAQUECIMENTO
Quando o carro tinha aproximadamente nove meses, comuniquei que o nível do líquido de arrefecimento estava baixando. Na primeira revisão, realizada em uma concessionária Jeep em Salvador, meu esposo informou o problema.
Cerca de um mês depois, o painel apresentou um alerta de superaquecimento do motor, determinando a parada do veículo. Ao verificar, constatamos que o reservatório estava sem líquido de arrefecimento justamente o problema que já havíamos relatado.
O carro precisou ser removido por guincho para uma concessionária em Petrolina, onde permaneceu por quase dois meses. Questiono por que o problema informado na revisão não foi identificado e solucionado antes dessa ocorrência.
SEGUNDA REVISÃO: VAZAMENTO DE ÓLEO E NOVOS TRANSTORNOS
Na revisão de dois anos, informamos novamente que o líquido de arrefecimento estava um pouco baixo e que havia vazamento de óleo.
Meu esposo levou o veículo à concessionária em Petrolina e permaneceu dois dias na cidade, arcando com hospedagem e outras despesas. Como não podia continuar esperando, precisou retornar com o carro ainda com uma pendência: a substituição de uma peça relacionada ao vazamento.
A peça demorou cerca de quinze dias ou mais para chegar. Durante esse período, precisei ligar repetidamente para obter informações. Quando chegou, foi necessário levar o carro novamente, gerando mais deslocamentos e despesas, inclusive com Uber.
Mesmo após esses atendimentos, voltei a observar o nível baixo do líquido de arrefecimento.
AR-CONDICIONADO FUNCIONAVA ANTES DO SERVIÇO
O ar-condicionado estava funcionando antes de o veículo ser levado à concessionária. Durante o atendimento, foram realizadas e cobradas uma recarga e a troca do filtro. Paguei pelos serviços, mas, após a intervenção, o ar-condicionado deixou de funcionar adequadamente.
Solicito esclarecimento técnico sobre a necessidade da recarga, os procedimentos executados e os testes realizados antes da entrega. O fato é que entreguei o carro com o ar funcionando e, após o serviço, passei a enfrentar calor intenso sem conseguir utilizá-lo adequadamente.
PROTOCOLO ABERTO, MAS SEM ASSISTÊNCIA EFETIVA
Registrei uma reclamação diretamente na Jeep, sob o protocolo *****. Fui informada de que o caso seria encaminhado à área interna e de que receberia atualizações a cada 48 horas úteis, principalmente por telefone.
Entretanto, não recebi o retorno prometido nem uma solução. Continuei todos esses dias com o carro sem ar-condicionado, sem assistência efetiva e sem um posicionamento que me permitisse saber quando o problema seria resolvido.
NOVO GUINCHO E AUSÊNCIA DE CONTATO DA CONCESSIONÁRIA
Sem poder continuar esperando, solicitei um guincho em ***** e pedi que o veículo fosse encaminhado à concessionária Via Sul, onde o comprei.
A remoção foi registrada sob o protocolo ***** e agendada para *****, às 8h. O veículo foi retirado e entregue à concessionária nesse dia.
Pedi urgência, considerando todo o histórico e o tempo que já estava aguardando. Porém, hoje, *****, dois dias após a entrada do carro na Via Sul, ainda não recebi sequer uma ligação ou mensagem da concessionária para informar sobre o atendimento, a avaliação ou a previsão de diagnóstico.
É extremamente frustrante ter um veículo com apenas dois anos, realizar as revisões, comunicar os problemas, pagar pelos serviços e enfrentar sucessivos transtornos sem acompanhamento adequado.
Espero que esta reclamação resulte em atendimento e solução concretos. A abertura de protocolos sem retorno e sem acompanhamento não resolve a situação. Minha confiança na Jeep está profundamente abalada.