O que aconteceu
NOTA DE REPÚDIO E MANIFESTAÇÃO FORMAL DE INDIGNAÇÃO LEGACY SCHOOL BANGU
Venho manifestar minha mais profunda indignação com o episódio absolutamente inadmissível ocorrido hoje, 14 de outubro de 2026, na saída da Legacy School Bangu, envolvendo meu filho, Mathias Pereira.
Ao chegar para buscá-lo, fui informado pela pessoa responsável por chamar as crianças no portão de que meu filho já havia sido retirado pela mãe, minha esposa. Diante dessa informação, naturalmente caminhei até o carro e, por alguns instantes, considerei a possibilidade de ter ocorrido alguma programação especial da qual eu não tivesse sido informado. Imediatamente, entrei em contato com minha esposa, que, ao saber do ocorrido, entrou em profundo desespero, pois estava em casa com nosso filho mais novo e não havia ido buscar Mathias.
O que torna essa situação ainda mais grave é que fui informado, por três vezes, de que meu filho não estava mais na instituição. Somente após aproximadamente dois minutos de angústia e desespero fui informado de que tudo não passava de uma suposta confusão: a criança liberada era outra.
Isso é inadmissível! Não estamos falando de um erro banal, de uma cobrança equivocada ou de uma falha administrativa sem consequências. Estamos falando da segurança de uma criança e da responsabilidade de uma instituição de ensino em saber, com absoluta certeza, para quem está entregando seus alunos.
Como pai, é impossível descrever a revolta de receber uma informação dessa natureza e, por alguns instantes, não saber onde está seu próprio filho. Como marido, também precisei lidar com o desespero da minha esposa, que acreditou, diante da informação transmitida pela própria equipe da escola, que nosso filho havia sido retirado sem que ela tivesse qualquer participação nisso.
A falta de preparo, atenção e responsabilidade demonstrada nesse episódio ultrapassa todos os limites aceitáveis. Se existe qualquer dúvida sobre a identidade da criança ou sobre quem realizou sua retirada, a dúvida deve ser esclarecida antes de qualquer informação ser transmitida como fato e, principalmente, antes de uma criança ser liberada. O mínimo que se espera de uma escola é um procedimento seguro, uma equipe capacitada e informações confiáveis.
E é importante deixar claro que esse episódio não acontece isoladamente. Já enfrentamos outros desgastes com a instituição, incluindo cobranças repetidas de lembranças que já foram pagas, mesmo após o envio dos respectivos comprovantes, com novas cobranças dois ou três dias depois. O mesmo ocorreu em relação ao livro, cujo pagamento já havia sido realizado. São situações que demonstram falhas de organização e comunicação e que, acumuladas, comprometem a confiança que uma família deposita na escola.
O mais lamentável é que somos pais fundadores, e nosso filho, Mathias Pereira, estuda na Legacy School Bangu desde a inauguração. Não somos uma família que chegou ontem. Participamos da trajetória da instituição desde o início e, justamente por isso, esperávamos encontrar um padrão de cuidado, organização, respeito e responsabilidade compatível com a confiança que depositamos nesse projeto.
Entretanto, o que deveria ser uma relação de parceria entre família e escola vem se transformando em uma sucessão de desgastes, frustrações e questionamentos. Hoje, essa confiança sofreu um abalo extremamente sério.
Não aceito que a segurança do meu filho seja tratada com tamanha negligência. Não aceito que uma informação tão grave seja transmitida sem a devida confirmação. E não considero razoável que uma família precise passar por uma situação de desespero para, somente depois, ouvir que houve uma confusão.
A segurança das crianças não admite improviso. A responsabilidade de uma escola não termina dentro da sala de aula: ela se estende até o momento em que cada criança é entregue, com segurança, à pessoa devidamente autorizada.
Diante da gravidade do ocorrido, espero que a direção da Legacy School Bangu apresente um posicionamento formal, esclareça como essa falha aconteceu, informe quais procedimentos de segurança são adotados na saída dos alunos e quais medidas concretas serão implementadas para impedir que uma situação semelhante volte a acontecer.
Não espero apenas um pedido de desculpas protocolar, muito menos uma tentativa de minimizar o ocorrido como se fosse um simples engano. Espero responsabilidade, transparência, reconhecimento da gravidade dos fatos e providências efetivas.
Por fim, informo que estamos reavaliando seriamente a permanência do nosso filho na instituição. Essa decisão não decorre de um episódio isolado de insatisfação, mas do acúmulo de situações que vêm desgastando a relação entre nossa família e a escola. Contudo, o acontecimento de hoje elevou essa preocupação a outro patamar, pois atingiu diretamente aquilo que jamais deveria ser colocado em dúvida: a segurança e a integridade do nosso filho.
Deixo registrada minha revolta, meu repúdio e minha profunda insatisfação. Uma instituição que recebe a confiança de pais para cuidar e educar seus filhos precisa compreender que essa confiança é construída diariamente e pode ser seriamente comprometida por falhas dessa magnitude.
Meu filho não é um número, sua segurança não é um detalhe operacional e a tranquilidade da nossa família não pode ser colocada em risco por falta de conferência e de procedimentos adequados.
Aguardo um posicionamento formal da direção, à altura da gravidade do ocorrido.