Não respondida

Fui confundida com outra pessoa e mal atendida no Nino Cucina

Nino Cucina

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Experiência extremamente constrangedora no Nino Cucina após ser confundida com a mãe do menino Henry

Em setembro de 2026, estive no Nino Cucina acompanhada de três amigas para almoçar e tive uma das experiências mais constrangedoras que já vivi.

Assim que chegamos, as funcionárias da recepção me confundiram com outra pessoa. Naquele momento, eu não fazia ideia do motivo de tantos olhares. Inclusive, ao entregar meu carro ao valet, ouvi dele: Vai sobrar pra mim. Achei estranho, mas não entendi o contexto.

Durante o almoço, o atendimento continuou sendo bastante desconfortável. O garçom era extremamente informal: fazia brincadeiras e confesso qur algumas até nos fazia rir, mas frequentemente ultrapassava os limites de um atendimento profissional. Chegou a usar palavrões e, quando pedimos duas entradas, disse que aquilo já seria suficiente para conseguirmos pedir um prato principal.

Depois que terminamos as entradas, outro funcionário imediatamente nos pressionou para pedir os pratos, dizendo que demorariam muito para ficar prontos. Resolvemos esperar, tirar fotos e conversar e, quando finalmente fizemos o pedido, os pratos chegaram muito rapidamente.

Também houve erros básicos no serviço: o refrigerante foi servido em um copo que ainda tinha água, a água foi retirada e não foi reposta. Como era um item pago, precisei solicitar a reposição três vezes.

O momento mais constrangedor aconteceu quando subimos para tirar fotos. Deixamos nossas bolsas na mesa e fomos para o andar de cima. O garçom foi nos procurar e, quando voltamos, disse que havia achado que nós tínhamos dado o [Editado pelo Reclame Aqui] do banheiro, ele pensou que sairíamos sem pagar as entradas.

Isso ultrapassou completamente qualquer limite de uma brincadeira, pois foi dito de voz alta. É extremamente constrangedor um funcionário insinuar que quatro clientes estão tentando sair sem pagar, principalmente quando estávamos consumindo normalmente e, ao final, nossa conta ultrapassou R$ 1.000,00.

Naquele momento, ainda não entendíamos por que estávamos sendo tratadas daquela maneira.

Foi somente na saída que tudo começou a fazer sentido.

Ao buscar meu carro, a funcionária que estava próxima ao valet me abordou e disse que quando chegamos eles me confundiram, com Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, envolvida no conhecido caso criminal que também envolveu o então vereador e médico Dr. Jairinho.

Foi só então que entendi os olhares desde a nossa chegada, a fala do valet e toda a sensação de que estávamos sendo observadas e apressadas durante o almoço.

Depois entrei em contato com a central, que nada pode fazer, disseam que o gestor Lucas do Nino Cucina do Itaim, falaria comigo. Segundo ele, a funcionária da recepção havia se equivocado e foi desligada da equipe.

Entendo que um erro pode acontecer, mas o problema é que os efeitos desse erro foram sentidos durante toda a minha permanência no restaurante. Pela forma como fomos recebidas, tive a percepção de que aquela informação havia causado uma reação em toda a equipe.

E existe um ponto que considero fundamental: mesmo que eu fosse a pessoa com quem fui confundida, não caberia ao restaurante julgá-la, condená-la ou tratá-la de maneira diferente por causa de um caso que pertence à esfera da Justiça.

Um estabelecimento deve tratar seus clientes com respeito, independentemente de quem acredita estar recebendo. No meu caso, isso é ainda mais grave porque eu sequer era aquela pessoa.

Fui potencialmente submetida a um tratamento diferente por causa de uma identidade que não era a minha e por uma situação com a qual não tenho absolutamente nenhuma relação.

O gestor ofereceu que eu retornasse ao restaurante para receber uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Mas eu não quero voltar. Depois dessa experiência, não tenho interesse em retornar ao estabelecimento para tentar ter uma segunda experiência que deveria ter sido boa desde o início.

Também solicitei a devolução dos 10% da mesa e, pelo que entendi, a proposta seria devolver apenas os 10% referentes ao meu prato. Sinceramente, também não faço questão disso.

Minha reclamação não é por causa de uma sobremesa, de um prato ou de alguns reais.

É sobre respeito, constrangimento e tratamento ao cliente.

Eu queria simplesmente ter sido tratada com respeito na primeira vez que estive no restaurante. Confundir um cliente pode acontecer. O que não pode acontecer é essa confusão resultar em desconfiança, comentários inadequados, pressa para que o cliente peça ou até uma insinuação de que ele pretende sair sem pagar.

Não quero uma cortesia. Queria apenas ter recebido o tratamento adequado desde o momento em que entrei pela porta.

Afinal desligar uma funcionária demonstra que reconhecem o erro, mas não foi somente ela que nos trouxe uma experiência desagradável, inclusive ela foi o menor dos problemas, desligaram ela, porque me contou, porque quem trouxe a má experiência continua trabalhando.

Depois de tudo isso, não tenho interesse em voltar ao Nino Cucina e faço questão de registrar publicamente a minha indignação.