O que aconteceu
Estou pesquisando a compra de um novo colchão e, por isso, tenho visitado algumas lojas para comparar preços, produtos e qualidade.
Minha primeira experiência foi na loja Orthocrin da Rua Santa Rita, em Juiz de Fora, onde fui muito bem atendida. Posteriormente, retornei à unidade da mesma rede, localizada na Rua Rio Branco, no dia 31/10/2026, para consultar novamente os preços, pois havia perdido o orçamento que tinha recebido anteriormente.
Nessa segunda visita, fui atendida por uma funcionária cujo nome prefiro não mencionar, pois não tenho a intenção de lhe causar qualquer problema individualmente. Entretanto, considero importante relatar a situação, pois fiquei bastante desconfortável com a abordagem recebida.
Durante o atendimento, a funcionária solicitou meu número de telefone para incluí-lo na proposta. Por uma questão de privacidade, preferi não fornecer meu contato pessoal. A partir desse momento, a postura dela mudou completamente. Insistiu mais de três vezes para que eu informasse o número e afirmou que precisava obrigatoriamente cadastrá-lo para elaborar a proposta.
Em seguida, fez comentários dizendo que havia perdido tempo comigo. Quando expliquei que o atendimento havia sido breve, ela respondeu de uma maneira que me fez sentir como se estivesse desvalorizando o tempo dela.
Diante da situação, agradeci, pedi desculpas e saí da loja bastante triste e constrangida com o ocorrido.
Gostaria de entender se realmente existe algum procedimento ou sistema da empresa que obrigue o cliente a fornecer seu número de telefone para receber um orçamento. Caso exista, considero importante que a empresa reveja essa prática, especialmente à luz da legislação de proteção de dados pessoais (LGPD), esclarecendo a finalidade dessa coleta e sua real necessidade.
Independentemente da existência desse procedimento, acredito que nada justifica uma abordagem ríspida ou constrangedora quando um consumidor simplesmente opta por não compartilhar uma informação pessoal.
O que mais me decepcionou foi o contraste entre essa experiência e o excelente atendimento que havia recebido anteriormente em outra unidade da própria Orthocrin. O produto pode ser de qualidade, mas a experiência de compra também é fundamental para a decisão do consumidor.
Ressalto que essa experiência teve impacto direto na minha decisão de compra. Eu estava efetivamente pesquisando e considerando adquirir um colchão da Orthocrin, inclusive já havia tido uma experiência positiva com a marca em outra unidade. Entretanto, diante do atendimento recebido na loja da Rua Rio Branco, acabei optando por adquirir meu colchão da concorrente Castor.
Espero que a empresa avalie o ocorrido, esclareça a necessidade da exigência do telefone para elaboração de orçamentos e reveja a orientação oferecida às suas equipes de atendimento. Afinal, o respeito ao consumidor deve estar presente em todas as etapas da experiência de compra.