O que aconteceu
Venho registrar formalmente minha insatisfação com o atendimento prestado pelo Centro Veterinário Paiol, unidade Cidade Tiradentes, durante todo o acompanhamento da minha cadela Zaira, de 10 meses. Considero que houve falhas importantes na condução do atendimento, falta de comunicação e orientação adequada, atrasos na entrega dos exames e ausência de esclarecimentos sobre a evolução e a gravidade do quadro clínico dela.
Para contextualizar, vou relatar como tudo aconteceu.
No dia 28 de outubro, levei a Zaira à clínica apresentando dor abdominal, tremores, postura curvada e febre. Na primeira consulta, foi indicada medicação para controle da dor e da inflamação (dipirona e Flamavet). Entretanto, ela apresentava apenas uma melhora temporária durante o efeito dos medicamentos. Assim que a medicação perdia o efeito, os sintomas retornavam, relatei isso ao retornar na sexta para o possível ultrassom.
No dia seguinte, retornei à clínica, conforme solicitado, para dar continuidade à investigação do quadro e realizar um ultrassom. Ao chegar, fui informada de que o exame precisaria ser agendado, agendei para o dia o seguinte(sábado). Como já havia percebido que ela não estava apresentando melhora significativa, também solicitei que avaliassem o resultado do exame de sangue realizado na primeira consulta. A informação que recebi foi de que havia uma possível infecção, mas que, aparentemente, não era algo preocupante. Na ocasião, foi prescrito Tramal para controle de dor.
No sábado, quando foi realizado o ultrassom, fui informada de que ela apresentava um possivel quadro infeccioso. Entretanto, disseram que precisaria aguardar o laudo e o parecer da médica, que seriam disponibilizados no sistema em até 24 horas, com previsão de entrega até segunda-feira. Esse prazo não foi cumprido, e o laudo só ficou disponível hoje.
Após o atendimento, retornei para casa com a Zaira. Cerca de uma hora depois, ela apresentou diarreia e um episódio de vômito. Em seguida, começou a perder o equilíbrio, não conseguia se manter em pé e apresentou uma perda significativa da capacidade de se movimentar normalmente. O quadro evoluiu de maneira muito rápida e preocupante.
Retornei imediatamente à clínica. Ela estava novamente com febre e precisou ser internada. Durante esse atendimento, foi solicitado outro exame para investigação do pâncreas, além dos exames de sangue que já haviam sido realizados anteriormente.
Mesmo após a internação, a Zaira recebeu alta sem um diagnóstico definido e, principalmente, sem que eu recebesse uma explicação satisfatória sobre o motivo da perda de mobilidade e do agravamento tão rápido do quadro. Em uma das avaliações, a médica informou que havia suspeita de cinomose e na ultima visita realizada a Zaira, ela solicitou um exame de PCR, no qual informaram que seria coletado ontem após o pagamento e o resultado no outro dia, hoje informaram o prazo até o dia 07/11.
O que considero ainda mais grave é que precisei insistir por mensagens para conseguir receber os laudos dos exames e uma informação mais clara sobre o estado de saúde dela e sobre a continuidade do tratamento. Somente depois dessas cobranças foi encaminhada uma prescrição de antibiótico, sem que houvesse um esclarecimento adequado sobre o diagnóstico, a causa da perda de controle motor ou a evolução dos sintomas.
Além disso, recebi um áudio com a orientação de retornar na sexta-feira para realizar um novo ultrassom. Porém, a essa altura, estou completamente sem condições financeiras de continuar arcando com consultas, exames, internação e medicamentos, especialmente sem ter recebido respostas concretas sobre o que está acontecendo com a minha cachorra.
Atualmente, a Zaira continua sem conseguir andar ou se manter em pé normalmente. Para agravar a situação, suas fezes estão escurecidas e apresentam um leve sangramento.
Não considero razoável que, depois de tantos atendimentos, exames e de uma internação, eu ainda não tenha uma explicação clara sobre a evolução do quadro, sobre a perda de mobilidade e sobre quais medidas precisam ser tomadas. Também não considero adequado que os prazos informados para disponibilização dos exames não tenham sido cumpridos e que eu precise procurar a clínica para conseguir um parecer.
Entendo que nem sempre é possível chegar a um diagnóstico imediatamente, mas espero que exista acompanhamento, transparência, comunicação adequada e responsabilidade na condução de um caso tão delicado. Estamos falando de uma cachorra de apenas 10 meses, que chegou à clínica apresentando dor e que, em poucos dias, passou a não se movimentar direito.
Diante de todo o ocorrido, considero que o serviço prestado foi insatisfatório e que houve falhas que precisam ser devidamente esclarecidas. Por isso, solicito:
1. O ressarcimento integral dos valores pagos, incluindo consultas, exames, internação e medicamentos, considerando as falhas relatadas na prestação do serviço.
2. O envio imediato do resultado do exame de PCR, assim que disponibilizado, sem novos atrasos.
3. O fornecimento de uma cópia integral, legível e completa do prontuário médico da Zaira, incluindo fichas de atendimento, evoluções clínicas, prescrições, exames, laudos, registros de internação e alta.
4. Um esclarecimento formal sobre a condução do caso, especialmente quanto à evolução neurológica, à perda de mobilidade, à alta médica e à ausência de um diagnóstico conclusivo.
Não estou fazendo essa reclamação por não aceitar que um diagnóstico possa ser difícil ou que um tratamento nem sempre apresente a resposta esperada. Estou fazendo porque, diante de tudo o que aconteceu, sinto que faltaram informações, acompanhamento e uma condução mais cuidadosa do caso.
A Zaira continua debilitada, e eu sigo sem respostas sobre o que aconteceu com ela e sobre como chegamos a esse estado. Espero que a clínica trate esta reclamação com a seriedade que a situação exige e apresente um posicionamento formal.
Outro ponto que gostaria de registrar diz respeito aos horários de visita durante a internação. Fui informada de que as visitas aconteceriam às 11h, mas, em todas as ocasiões, houve demora para que eu pudesse entrar, chegando a esperar de 30 minutos a 1 hora além do horário informado.
Entendo que possam existir atendimentos em andamento e situações que demandem mais tempo da equipe. Entretanto, se a clínica estabelece um horário específico para as visitas e exige que os tutores estejam presentes pontualmente, considero que essa mesma organização e pontualidade deveriam ser respeitadas pela equipe.
Inclusive, fui orientada de que, caso eu não chegasse às 11h, poderia não ser autorizada a entrar pelas enfermeiras. Ou seja, havia uma exigência de pontualidade da minha parte, mas não havia o mesmo compromisso com o horário estabelecido pela clínica.
Além da preocupação e da angústia de ter minha cachorrinha internada, precisei lidar repetidamente com esperas que poderiam ter sido evitadas ou, ao menos, comunicadas com clareza.