Exigência descabida de tutor permanecer na loja durante simples banho de pet

Não respondida
Maceió - AL
08/08/2026 às 16:57
ID: 255961479
Venho registrar minha profunda insatisfação e indignação com o atendimento prestado na unidade Petz Ponta Verde, em Maceió/AL, no dia 8 de agosto de 2026, especificamente pela colaboradora identificada como Darly.
Meu cachorro, Conca, de 14 anos, realiza banho nessa unidade há anos, sendo atendido habitualmente pelo colaborador Júnior, profissional que faço questão de elogiar. Durante todo esse período, Júnior sempre demonstrou excelente postura profissional, cuidado, cordialidade e atenção, razão pela qual continuamos utilizando os serviços da unidade e, inclusive, já a indicamos diversas vezes a amigos e conhecidos.
Conca possuía apenas um banho agendado para o dia 8 de agosto, como de costume, com o profissional Júnior. Não havia consulta veterinária, procedimento clínico, tosa ou qualquer outro serviço associado: tratava-se exclusivamente de um banho.
Fomos informados de que, por motivo de saúde, a agenda de Júnior havia sido cancelada, razão pela qual o atendimento foi remanejado para a colaboradora Darly. Evidentemente, compreendemos perfeitamente o motivo do afastamento de Júnior e não há qualquer reclamação quanto a isso.
O problema começou justamente no atendimento substituto.
Desde o início, a postura da colaboradora mostrou-se inconveniente e destoou completamente do padrão de atendimento que recebemos durante todos esses anos na Petz. Primeiramente, houve atraso no horário agendado. Em seguida, a colaboradora passou a levantar questionamentos a respeito do porte/tamanho cadastrado de Conca, apesar de se tratar de um cachorro de 14 anos, cliente antigo da própria unidade e com histórico de inúmeros atendimentos. É difícil compreender como, depois de tantos anos, o enquadramento do porte de um animal dessa idade subitamente passou a ser questionado, como se Conca pudesse simplesmente ter crescido aos 14 anos e mudado de categoria.
A situação tornou-se ainda mais incompreensível quando a colaboradora informou que somente realizaria o banho se eu permanecesse dentro da loja durante todo o atendimento.
E aqui está um ponto que considero especialmente importante: embora tenha sido obrigado a permanecer na loja, fiquei simplesmente aguardando na área da recepção. Em momento algum acompanhei o banho de Conca. Eu sequer possuía contato visual com o local em que o procedimento estava sendo realizado.
Portanto, minha permanência física dentro da Petz em absolutamente nada acrescentou à realização ou à segurança do banho. Não acompanhei o procedimento, não auxiliei a profissional, não tive contato com Conca durante sua realização e sequer conseguia visualizar o que estava acontecendo.
Mais do que isso, minha área de atuação profissional é completamente distante da Medicina Veterinária ou de qualquer atividade relacionada à saúde ou ao manejo técnico de animais. Não possuo formação veterinária e tampouco conhecimento técnico que me permitisse intervir diante de eventual intercorrência. Se surgisse qualquer situação que efetivamente demandasse atendimento especializado, minha presença sentado na recepção evidentemente não substituiria a atuação de um médico-veterinário nem acrescentaria qualquer capacidade técnica à equipe.
Por isso, até o momento, não consigo identificar qual finalidade prática ou de segurança foi atendida ao me obrigarem a permanecer dentro da loja durante todo o banho.
Reforço: tratava-se exclusivamente de um banho, serviço que Conca realiza há anos na mesma unidade. Não havia procedimento veterinário, sedação, intervenção clínica ou qualquer outro serviço excepcional que pudesse, ao menos em princípio, justificar tratamento tão diferente daquele adotado durante todo o histórico do animal no estabelecimento.
Justamente por Conca ser um animal idoso, nos atendimentos realizados pelo profissional Júnior, quando necessário, sempre fui orientado a assinar o respectivo termo de ciência/responsabilidade, procedimento com o qual jamais tive qualquer problema. Expliquei expressamente essa circunstância à colaboradora Darly, mas nem mesmo a existência desse procedimento, já utilizado anteriormente pela própria unidade, foi suficiente para que ela reconsiderasse sua posição.
O resultado foi uma situação absolutamente contraditória: a Petz condicionou a realização de um simples banho à minha permanência dentro da loja, mas, ao mesmo tempo, manteve-me na recepção, sem qualquer contato visual com o animal ou com o procedimento que supostamente justificaria a necessidade da minha presença.
Se existe uma política oficial da Petz determinando que o tutor de um animal idoso permaneça obrigatoriamente no estabelecimento durante todo o banho, solicito que a empresa esclareça expressamente essa informação, inclusive indicando qual é a finalidade dessa exigência e por que ela não foi comunicada no momento do agendamento ou do reagendamento.
Caso não exista tal política, solicito esclarecimentos sobre qual fundamento levou a colaboradora a condicionar a prestação do serviço à minha permanência na loja, especialmente diante do histórico de Conca na própria unidade.
Contratamos um serviço profissional de banho justamente para facilitar nossa rotina como tutores, confiando o animal a profissionais capacitados enquanto podemos cumprir nossos demais compromissos. A experiência proporcionada neste atendimento foi exatamente o oposto: além do atraso, fui obrigado, sem qualquer aviso prévio, a permanecer no estabelecimento durante todo o procedimento, sem acompanhá-lo e sem que minha presença aparentemente tivesse qualquer utilidade prática.
O que mais causa indignação é estarmos falando de um cliente de anos da unidade, com histórico recorrente de utilização dos serviços e que sempre confiou no trabalho realizado pela equipe. Essa confiança foi construída especialmente pela excelente atuação do profissional Júnior e foi seriamente abalada por um único atendimento conduzido de maneira tão diferente.
Por esse motivo, registro formalmente minha reclamação e solicito à Petz que apure a conduta e as orientações adotadas no atendimento, esclarecendo objetivamente:
1. se existe norma da Petz que obrigue o tutor de um cão idoso a permanecer na loja durante todo o banho;
2. qual seria a finalidade dessa permanência quando o tutor fica na recepção, sem sequer possuir contato visual com o procedimento;
3. por que essa condição não foi informada previamente no agendamento ou no reagendamento;
4. por que o procedimento anteriormente adotado pela própria unidade, mediante assinatura de termo de ciência em razão da idade de Conca, não foi considerado suficiente neste atendimento.
Depois de anos como cliente, de inúmeros atendimentos e de várias indicações da unidade a amigos e conhecidos, é extremamente frustrante chegar ao ponto de afirmar que, diante da experiência ocorrida hoje, não tenho intenção de levar novamente meus animais à Petz Ponta Verde, ressalvando exclusivamente a confiança que continuo depositando no profissional Júnior, cujo atendimento sempre foi exemplar e representa justamente o padrão de profissionalismo que esperávamos encontrar na unidade.
Espero que a Petz não trate esta manifestação como uma simples reclamação pontual, mas considere que um relacionamento de confiança construído durante anos foi profundamente abalado pela forma como este atendimento foi conduzido.
Aguardo posicionamento formal, esclarecimento objetivo sobre a exigência imposta e informação acerca das providências adotadas pela empresa.