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Meu Peugeot 208 GT apresentou grave problema no motor e está retido há mais de 40 dias

Peugeot do Brasil

cidade: Campinas

O que aconteceu

RECLAMAÇÃO PEUGEOT 208 GT 1.0 TURBO 200 FLEX CVT VÍCIO GRAVE NO MOTOR, SUCESSIVAS TENTATIVAS DE REPARO E VEÍCULO RETIDO HÁ MAIS DE 40 DIAS

Sou proprietária de um Peugeot 208 GT 1.0 Turbo 200 Flex CVT, ano/modelo 2024/2025, atualmente com aproximadamente 7.000 km.

Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento prestado pela Peugeot, onde estou tentando contato através da Le Mans, Jardim do Trevo, Campinas/Sp, diante de um problema grave no motor que vem sendo relatado desde aproximadamente 4.500 km e que, até o momento, não foi solucionado definitivamente.

1. DOS FATOS

Adquiri o veículo em 27/02/2026, quando ele possuía aproximadamente 2.837 km, conforme documentação de transferência.

Antes da aquisição, foi realizada vistoria cautelar. O veículo possuía histórico de revisões e permanecia dentro da garantia informada no momento da compra.

Em 01/06/2026, levei o veículo à concessionária Le Mans Campinas para revisão, ocasião em que relatei expressamente o barulho intermitente no motor, além de instabilidade percebida no câmbio.

A revisão foi realizada por meio da O.S. n 84.353 e respectiva NF n 126.418. Na ocasião, fui informada de que o veículo havia sido verificado e que o barulho poderia ser considerado normal em razão de o motor ser de três cilindros, assim como não teria sido identificada anormalidade no câmbio.

Entretanto, o problema persistiu.

2. PRIMEIRAS TENTATIVAS DE REPARO

Em 29/07/2026, com aproximadamente 6.800 km, consegui registrar o barulho em vídeo e levei novamente o veículo à concessionária Le Mans Jardim do Trevo.

O veículo permaneceu na concessionária até 01/08/2026. Naquele momento, fui informada de que o barulho não havia sido reproduzido durante os testes realizados pelos mecânicos.

Retirei o veículo para utilização e, diante da persistência do problema, retornei à concessionária em 03/08/2026, com aproximadamente 6.900 km.

Dessa vez, os técnicos conseguiram identificar o barulho relatado, confirmando o problema que eu já havia registrado em vídeo.

Após autorização da engenharia, foi realizada a substituição da válvula e da peneira do sistema MultiAir.

Retirei o veículo em 14/08/2026, por volta das 17h.

Após percorrer aproximadamente 10 km até meu trabalho, estacionei o veículo e, cerca de 30 minutos depois, ao ligá-lo novamente, o mesmo barulho metálico voltou a ocorrer, desta vez de forma ainda mais intensa.

O problema, portanto, não havia sido solucionado.

Registrei novos vídeos e encaminhei à concessionária, inclusive ao chefe da oficina, Sr. Richard, que solicitou novamente o retorno do veículo.

3. DIAGNÓSTICO DE PROBLEMA GRAVE NO MOTOR

Em 18/08/2026, retornei novamente à Le Mans Campinas.

Após nova análise, foi constatado pela engenharia um diagnóstico de desgaste prematuro e severo das bielas, relacionado a falha no sistema de lubrificação/bomba de óleo, sendo necessária uma intervenção mecânica de grande extensão na parte inferior do motor.

Ou seja, o problema que inicialmente vinha sendo tratado como um barulho supostamente normal evoluiu para um diagnóstico envolvendo componentes internos fundamentais do motor.

O reparo previsto envolve a substituição de componentes como bielas, pistão e bomba de óleo, exigindo a abertura e intervenção profunda no motor.

Desde 18/08/2026, o veículo permanece na concessionária aguardando peças e reparo.

Na data desta reclamação, 30/09/2026, já são aproximadamente 43 dias corridos de permanência ininterrupta na concessionária, além das anteriores entradas e tentativas de reparo relacionadas ao mesmo problema.

Também é importante destacar que o mesmo vício foi sucessivamente comunicado à concessionária e não foi definitivamente solucionado nas primeiras intervenções.

4. MINHA PREOCUPAÇÃO COM A CONFIABILIDADE E VALOR DO VEÍCULO

Não se trata de um simples reparo ou de uma substituição de componente de manutenção.

Estamos falando de um veículo com aproximadamente 7.000 km que apresentou problema grave envolvendo componentes internos do motor e que agora necessita de sua desmontagem e intervenção mecânica profunda.

Além da preocupação com a segurança e confiabilidade do veículo, existe uma evidente preocupação quanto à sua durabilidade, histórico mecânico e eventual desvalorização comercial após uma intervenção dessa magnitude.

Fui informada, inclusive, de que a garantia original do veículo não será estendida em razão desse reparo.

Diante disso, considero legítima minha preocupação em permanecer com um veículo que, com baixa quilometragem, já apresentou desgaste severo de componentes internos do motor e que necessitará de uma intervenção dessa proporção, sem que me seja oferecida uma extensão de garantia compatível com a gravidade do problema.

Trabalho no período noturno e retorno para casa por volta da meia-noite, razão pela qual também não me sinto segura em utilizar um veículo que apresentou um problema mecânico dessa natureza, especialmente em deslocamentos longos.

5. AUSÊNCIA DE SOLUÇÃO E DE RETORNO DA PEUGEOT

Durante todo esse período, procurei solucionar a questão diretamente com a concessionária e também por meio do SAC da Peugeot.

Entrei em contato com o SAC por três vezes durante a permanência do veículo na concessionária, sem obter uma solução efetiva.

Meu advogado também encaminhou notificação extrajudicial à empresa, porém, até o momento, não recebemos resposta.

Em 29/09/2026, estive novamente na concessionária para cobrar uma posição. Na ocasião, a própria gerente de pós-venda informou que também não havia recebido retorno da Peugeot referente à notificação encaminhada pelo meu advogado.

Considero extremamente frustrante que, diante de um problema dessa gravidade e de um veículo que permanece retido há mais de 40 dias, eu ainda não tenha recebido uma solução concreta da fabricante.

6. DO DIREITO

O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade dos fornecedores pelos vícios que tornem o produto inadequado ao uso ou que lhe diminuam o valor.

O 1 do mesmo artigo estabelece que, não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 dias, o consumidor pode optar pela substituição do produto, restituição da quantia paga ou abatimento proporcional do preço.

No presente caso, não se trata de um defeito que tenha surgido e sido imediatamente solucionado. Houve sucessivas manifestações do mesmo problema, diversas entradas na concessionária, tentativa de reparo e posterior constatação de problema grave envolvendo componentes internos do motor.

Além disso, o 3 do artigo 18 prevê a possibilidade de utilização imediata das alternativas legais quando, em razão da extensão do vício, a substituição das partes puder comprometer a qualidade ou características do produto ou diminuir seu valor.

Entendo que a necessidade de abertura e intervenção profunda em um motor com aproximadamente 7.000 km, somada ao histórico de tentativas anteriores de reparo e à ausência de solução definitiva, enquadra-se justamente na situação que merece ser analisada à luz dessa previsão legal.

Continua..