O que aconteceu
Adquiri um Peugeot 208 Style no dia 03/08/2023. Desde a aquisição, todas as revisões do veículo foram realizadas regularmente na concessionária, sempre dentro dos prazos e conforme as datas indicadas pela própria fabricante.
Em dezembro de 2025, o veículo começou a apresentar um cheiro estranho, percebido principalmente no momento em que o ar-condicionado era ligado. Com o passar do tempo, esse cheiro foi se intensificando e piorando, motivo pelo qual entrei em contato com a concessionária, em fevereiro de 2026, para agendar uma inspeção.
No dia 09/02/2026, levei o veículo à concessionária. Após a avaliação, foi constatada a presença de fungos no filtro do ar-condicionado. Diante disso, foi necessária a substituição dos filtros, a realização de higienização do sistema com OX e a limpeza do evaporador.
Paguei mil pelo serviço realizado. Após cerca de seis meses, entretanto, o cheiro começou a retornar. Entrei novamente em contato com a concessionária e, durante a revisão de três anos do veículo, foi realizada uma nova limpeza do sistema de ar-condicionado. Dessa vez, porém, foi realizada uma higienização mais simples e limitada.
Apesar do novo procedimento, aproximadamente um mês depois o mau cheiro voltou a aparecer.
Diante da persistência do problema, retornei à concessionária Peugeot no dia 16/09/2026 e deixei o veículo por três dias para que fossem realizados testes e uma investigação mais detalhada sobre a origem do problema.
Após os testes, a própria concessionária constatou que seria necessária a remoção do painel central do veículo para que fosse possível verificar de forma mais detalhada a parte interna do sistema e, finalmente, identificar a causa do mau cheiro.
A concessionária também informou que existem outros relatos relacionados a problemas no sistema do evaporador do Peugeot 208 e, diante da possibilidade de o problema estar relacionado a essa parte do veículo, orientou-me a entrar em contato diretamente com a montadora para solicitar a desmontagem do painel e os demais custos necessários para solucionar definitivamente o problema, como forma de cortesia, considerando que o veículo começou a apresentar os sintomas ainda dentro do período de garantia.
Seguindo a orientação da concessionária, entrei em contato com o SAC da Peugeot no dia 18/09/2026 para abrir um protocolo e solicitar a análise do caso. Na ocasião, fui informado de que, no prazo de 48 horas, a responsável pelo meu caso entraria em contato comigo.
Ocorre que o prazo informado não foi cumprido. No dia 23/09/2026, já tendo transcorrido o período de 48 horas, entrei novamente em contato com o SAC para obter informações sobre o retorno que não havia sido realizado. Na ocasião, fui informado de que o caso ainda estava em análise.
No dia 28/09/2026, após dez dias do primeiro contato e sem qualquer retorno dentro do prazo inicialmente informado, entrei novamente em contato com o SAC. Dessa vez, fui informado de que a solicitação de cortesia havia sido negada no dia 26/09/26 e que o protocolo havia sido encerrado.
Questionei o motivo da negativa, principalmente porque o problema começou a se manifestar enquanto o veículo ainda estava dentro do período de garantia e porque, desde então, foram realizadas diversas tentativas de solução, inclusive serviços pagos por mim e procedimentos realizados pela própria concessionária. No entanto, não souberam me informar de forma clara qual teria sido a justificativa para a negativa.
Também questionei por qual meio a responsável pelo meu caso teria tentado entrar em contato comigo, uma vez que não havia qualquer ligação registrada no meu histórico de chamadas durante esses dez dias e nem mensagens por e-mail. Inicialmente, não souberam me informar por qual meio o contato teria sido realizado.
Ainda no dia 28/09/2026, realizei uma nova ligação para o SAC e, dessa vez, fui informado de que a responsável pelo caso teria tentado entrar em contato comigo por meio de outro número de telefone.
Ressalto que o meu número de telefone está cadastrado corretamente no sistema da Peugeot desde a aquisição do veículo e consta, inclusive, nas ordens de serviço emitidas pela própria concessionária. Por esse motivo, solicitei novamente a atualização e a conferência dos meus dados cadastrais, deixando claro que o contato deveria ser realizado pelo número correto.
Diante de todo o exposto, solicito que a Peugeot reavalie o meu caso e entre em contato comigo para que seja encontrada uma solução definitiva para o problema.
Trata-se de um veículo adquirido novo, que sempre realizou todas as revisões e manutenções previstas na concessionária, e que apresentou um problema relacionado ao sistema de ar-condicionado ainda durante o período de garantia. Desde então, foram realizadas diferentes tentativas de solucionar o problema, incluindo a substituição de filtros, higienização, limpeza do evaporador e novos procedimentos realizados posteriormente. Mesmo assim, o problema continua ocorrendo e, até o momento, não foi identificada e solucionada definitivamente a minha causa.
Além disso, a própria concessionária, após realizar novos testes no veículo, informou que seria necessária a desmontagem do painel para uma investigação mais aprofundada e orientou que eu solicitasse à montadora a realização desse procedimento e os respectivos custos como forma de cortesia, justamente em razão de o problema ter se iniciado durante o período de garantia.
Vale ressaltar que o ar-condicionado não apresentou vazamento de gás e continua gelando, meu questionamento é específico ao mau cheiro e ao possível vazamento de líquidos na parte interna na área do evaporador que não tem fácil acesso.
Dessa forma, solicito que o caso seja reavaliado, que seja realizado o contato comigo pelo número de telefone corretamente cadastrado no sistema e que sejam adotadas as providências necessárias para a identificação e solução definitiva do problema.
Espero que a situação seja resolvida de forma administrativa e amigável. Caso não seja possível obter uma solução adequada e definitiva junto à Peugeot, terei de buscar as medidas judiciais cabíveis para resguardar os meus direitos como consumidor.