Em réplica

Reclamação sobre impossibilidade de realização de sondagem vesical de alívio em paciente de home care pela PRONEP.

Pronep

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Gostaria de registrar formalmente minha preocupação e solicitar uma providência urgente da PRONEP em relação à assistência da minha filha, Júlia, paciente de alta complexidade e em Home Care pela PRONEP há 4 anos e 8 meses.

Hoje entrei em contato com a assistente social Ana Maria, da PRONEP, para conversar sobre a necessidade de realização de sondagem vesical de alívio na Júlia, atualmente necessária 3 vezes ao dia. A Ana Maria informou que conversaria com a Priscila, responsável pela cooperativa/escala.

Logo em seguida, recebi o retorno da enfermeira Ana Lourdes, que informou que as técnicas de enfermagem não estão autorizadas a realizar a sondagem e que, segundo a orientação recebida, o procedimento deve ser realizado por enfermeiro. Entretanto, ao mesmo tempo, fui informada de que a PRONEP não disponibilizará um enfermeiro para realizar o procedimento e que a sondagem deverá ser realizada pelo familiar, ou seja, por mim.

Essa situação me causa grande preocupação, pois não sou profissional de enfermagem e não possuo formação ou capacitação técnica para realizar um procedimento invasivo dessa natureza.

Além disso, existe uma circunstância particularmente importante: eu já tentei realizar a sondagem da Júlia anteriormente e, durante a tentativa, acabei machucando minha filha. Essa experiência me deixou profundamente traumatizada e insegura em relação à realização do procedimento.

Diante disso, deixo expressamente registrado que não me sinto capacitada, segura ou emocionalmente preparada para realizar novamente a sondagem da Júlia e, portanto, não autorizo que essa responsabilidade seja transferida para mim.

Sou mãe da Júlia e sempre faço tudo que está ao meu alcance para garantir seus cuidados e seu bem-estar. Entretanto, colaborar com os cuidados da minha filha não significa assumir a execução de um procedimento para o qual não possuo formação profissional, especialmente considerando que já houve uma situação anterior em que minha filha sofreu uma lesão durante uma tentativa de sondagem realizada por mim.

Diante da própria orientação apresentada pela PRONEP de que a sondagem vesical de alívio deve ser realizada por enfermeiro, solicito que a empresa informe formalmente qual é o fundamento técnico, legal ou contratual que permite transferir ao familiar a responsabilidade pela execução desse procedimento, considerando que o familiar não possui formação profissional em enfermagem.

Solicito também que seja esclarecido, por escrito, qual profissional ficará efetivamente responsável pela realização das três sondagens diárias necessárias à Júlia e de que forma a PRONEP pretende garantir que esse cuidado seja realizado de maneira segura, adequada e contínua.

Também quero registrar meu descontentamento com a forma como essa situação foi conduzida. Não considero aceitável que, diante de uma preocupação legítima relacionada à segurança e à assistência da minha filha, eu seja tratada de maneira debochada ou receba como resposta que, caso eu não aceite a solução apresentada, é só migrar.

Tenho o direito de questionar a assistência prestada à minha filha, solicitar esclarecimentos e exigir que os cuidados necessários sejam organizados de maneira segura, sem que isso seja interpretado como uma recusa ao tratamento ou como motivo para sugerir que eu retire minha filha do serviço.

Júlia é uma paciente de alta complexidade, dependente de cuidados contínuos, e está sob os cuidados da PRONEP há 4 anos e 8 meses. Justamente por conhecer a complexidade da assistência dela, estou buscando uma solução responsável e segura.

Reforço que não estou me recusando a colaborar com a equipe nem com os cuidados da minha filha. Minha recusa é exclusivamente quanto à realização da sondagem vesical de alívio, por não possuir capacitação profissional para esse procedimento, por já ter ocasionado uma lesão em uma tentativa anterior e por não me sentir segura para repeti-lo.

Dessa forma, solicito que a PRONEP providencie uma solução adequada, segura e contínua para a realização das sondagens necessárias, sem transferir essa responsabilidade para mim.

Solicito, por fim, que esta manifestação seja registrada formalmente e que eu receba um posicionamento por escrito contendo:

1. Qual profissional será responsável pela realização das sondagens 3 vezes ao dia;

2. Qual é o fundamento técnico, legal ou contratual para a transferência desse procedimento ao familiar;

3. Como a PRONEP garantirá a continuidade e a segurança da assistência da Júlia;

4. Quais providências serão adotadas diante da minha recusa em realizar o procedimento, considerando que não possuo formação ou capacitação profissional e já houve uma lesão durante tentativa anterior.

Minha prioridade é, e sempre será, a segurança da minha filha. Por isso, aguardo providências e um retorno formal da PRONEP sobre essa situação.

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Interações da reclamação

  1. Pronep respondeu

    09/09/2026 às 09:48

    Prezada Sra. Mayara,

    Agradecemos pelo seu contato e lamentamos a situação relatada.

    Informamos que já realizamos contato por meio dos canais oficiais da PRONEP para dar continuidade à tratativa. Nossa equipe permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.

    Atenciosamente,

    Equipe PRONEP

  2. Consumidor respondeu

    09/09/2026 às 16:25

    Quero deixar registrado, de forma clara e objetiva, que não aceito a forma como estou sendo tratada pela PRONEP.

    Sou mãe da Julia, paciente de vocês há 4 anos e 8 meses, e tenho propriedade para falar sobre o atendimento prestado pela empresa ao longo desse período.

    Minha filha necessita realizar sondagem vesical conforme orientação médica. Eu, como mãe, não tenho formação em enfermagem e não sou profissional habilitada para realizar esse procedimento. Inclusive, já deixei claro à equipe que não me sinto capaz de realizá-lo e que não tenho condições de assumir essa responsabilidade.

    Mesmo assim, em vez de providenciarem um profissional de enfermagem para realizar o procedimento, a PRONEP insiste em tentar me convencer a aprender e realizar a sondagem na minha própria filha.

    Inclusive, quando vocês dizem que entraram em contato comigo, é importante esclarecer o que realmente aconteceu: vocês me ligaram novamente para perguntar quando poderiam enviar uma enfermeira para me treinar a realizar a sondagem, mesmo depois de eu já ter informado que não consigo realizar esse procedimento.

    Isso não é uma solução. É transferir para a família uma responsabilidade que não é dela.

    Além disso, quero registrar minha indignação com a forma como algumas ligações são conduzidas. Já fui tratada de maneira que considero desrespeitosa, debochada e abusiva. Eu sou a mãe da paciente. Não estou pedindo um favor. Estou solicitando assistência adequada para minha filha, que é paciente do Home Care de vocês há quase cinco anos.

    Também já realizei manifestações na Ouvidoria da própria PRONEP e, até o momento, não tenho recebido respostas adequadas às minhas solicitações.

    Amanhã completará uma semana desde que encaminhei essa solicitação, e até agora a situação permanece sem uma solução efetiva.

    É muito preocupante porque estamos falando de uma paciente complexa, com diversas necessidades de cuidados, e de uma família que já vive diariamente sob uma enorme sobrecarga.

    Vocês divulgam nas redes sociais conteúdos relacionados à saúde mental, acolhimento e cuidado com as famílias, mas, na prática, a experiência que estamos tendo é completamente diferente. A maneira como determinadas situações são conduzidas acaba aumentando ainda mais o sofrimento e a sobrecarga emocional de quem já está no limite.

    Eu sou mãe solo. Tudo relacionado à minha filha passa por mim. Sou eu quem acompanha, organiza, cobra, resolve, conversa com médicos, profissionais, convênio e Home Care. Minha mente já está cheia e minha rotina já é extremamente pesada.

    Por isso, não aceito que a PRONEP trate uma situação dessa gravidade com descaso ou tente simplesmente transferir para mim uma responsabilidade técnica que eu não tenho formação para assumir.

    Não estou me recusando a cuidar da minha filha. Muito pelo contrário. Estou justamente tentando garantir que ela receba um cuidado seguro e adequado, realizado por profissionais capacitados.

    É por fim, tenha mais empatia, mais profissionalismo quando for ligar para uma família, pq aqui do outro lado está um caos.